Nesta quarta-feira (21), o ciclone Harry atingiu o sul da Itália, causando o deslocamento de dezenas de famílias da província de Catânia, na Sicília. Conforme dados das autoridades locais, os ventos no litoral atingiram 150 km/h e ondas que ultrapassaram os 10 metros de altura. A título de compreensão, a violência do mar foi a maior já registrada nas últimas seis décadas.
Com a presença do fenômeno natural sendo avassaladora, alagamentos e elevação dos riscos de transbordamentos de rios em diversas cidades têm causado tensão entre os moradores. Por sua vez, enquanto discursavam sobre as condições climáticas em uma transmissão ao vivo, os prefeitos de Taormina, Cateno De Luca, e de Santa Teresa di Riva, Danilo Lo Giudice, foram atingidos por uma onda.
#Messina – La Riviera Jonica, Tirrenica e l'Arcipelago delle Isole Eolie, devastati dal ciclone Harry, e dall'incuria dell'uomo. pic.twitter.com/yK0CQumI9I
— bilgiu (@PeppeBille) January 21, 2026
Apesar do susto, os dois políticos não sofreram ferimentos, mas permaneceram alertando a população. Os pontos mais afetados foram o Viale Kennedy, em La Plaia, além de Ruggero di Lauria e Artale Alagona, em Ognina, e a vila de San Giovanni Li. Por consequência dos ventos e da força da água, barreiras de proteção foram arrastadas.
Potencializando o problema no litoral italiano, destroços e grandes quantidades de areia foram realocados para as vias públicas, aumentando os riscos de acidentes. O ponto positivo destacado pelas autoridades é que o ciclone Harry não deixou vítimas ou feridos até o momento. No entanto, em Plaia, o rio Simeto atingiu o nível máximo, o que obrigou a remoção preventiva de moradores de áreas de risco.
Alerta vermelho foi acionado
De acordo com o jornal Corriere Della Sera, a gravidade do fenômeno natural levou as autoridades italianas a decretarem alerta vermelho em regiões do Sul do país, incluindo, além da Sicília, partes da Sardenha e da Calábria. Em continuidade, algumas prefeituras determinaram o fechamento das escolas, enquanto centenas de pessoas foram evacuadas por questões de segurança.
“Agora estão chegando as notícias sobre os danos que, infelizmente, são muito graves ao longo de mais de 100 quilômetros do litoral jônico. Falamos de estradas costeiras, empreendimentos turísticos e balneários, residências e estruturas portuárias. De acordo com uma primeira avaliação, já estamos na ordem de mais de meio bilhão de euros”, revelou o governador da Sicília, Renato Schifani.





