O Canal do Panamá, construído em 1914, funciona como uma via aquática que liga os oceanos Atlântico e Pacífico e que permite que navios de vários lugares do mundo não precisem fazer a viagem ao redor da América do Sul, encurtando o trajeto pela América Central e economizando semanas de trajeto.
Enquanto o Canal do Panamá foi projetado, um novo canal está sendo feito graças ao derretimento do gelo no Ártico. Esse fenômeno natural abre uma rota marítima que recebeu o nome de Rota da Seda Polar, vista como uma alternativa interessante para o comércio internacional. O corredor atravessa o Oceano Ártico e reduz a distância entre os continentes asiático e europeu.
O canal atrai o interesse de potências como China e Estados Unidos, que prometem ajustar a logística para se aproveitarem da nova rota que permite aumentar o fluxo de transporte de mercadorias. Até então, por conta do gelo, boa parte dessas áreas eram consideradas inacessíveis, mas agora podem fazer com que a viagem dos navios sejam encurtadas em até 15 dias.
Novo Canal do Panamá vira motivo de disputas entre potências
Pelo lado chinês, a Rota da Seda Polar é um ponto central na extensão do comércio e infraestrutura. A China entende que o canal pode fazer com que o país dependa cada vez menos de rotas controladas por outras potências, podendo transportar mais facilmente por toda a Europa. Por outro lado, a oscilação climática na região ainda é um ponto a ser considerado.
Quem também monitora de perto a situação são os Estados Unidos e a Rússia. Controlar essa nova rota se tornou um ponto importante nas políticas expansionistas e promete mexer com a geopolítica atual. O presidente americano Donald Trump, por exemplo, tem causado polêmica com as declarações à respeito de comprar a Groenlândia, maior ilha do mundo localizada na região do Ártico e que historicamente pertence à Dinamarca.





