A Vivo encontrou um novo jeito de ter renda sem precisar vender planos. O estoque de cobre presente em sua antiga rede de telefonia fixa, espalhada por estruturas subterrâneas e aéreas pode se transformar em um caixa ativo para a empresa. Com a modernização da infraestrutura e a migração para tecnologias mais recentes, esse material passou a ser considerado descartável.
Controlada pelo grupo espanhol Telefónica, a companhia projeta intensificar a venda do cobre a partir do segundo semestre de 2026, em um cronograma que deve se estender até o ano de 2028. A estimativa é de arrecadar cerca de R$ 3 bilhões apenas com esse processo. Analistas apontam que os recursos podem ajudar a fortalecer o fluxo de caixa da Vivo.

O relatório do Banco Safra estima que o volume disponível de cobra da Vivo possa alcançar 120 mil toneladas, embora haja incertezas relacionadas à deterioração do material e aos furtos que aconteceram ao longo dos anos. Parte significativa da rede está distribuída por milhares de quilômetros, sujeita a desgaste natural e à ação do crime organizado.
Vivo pode arrecadar bilhões com venda de cobre
Considerando as cotações da London Metal Exchange (LME), o valor bruto do cobre pode chegar a R$ 7,9 bilhões. Com preço médio projetado de 10.500 de dólares por tonelada em 2026, o potencial cairia para cerca de R$ 6,5 bilhões, antes dos custos de extração. Com o montante diluido em três anos, a conta final chega a algo próximo de R$ 2 bilhões anuais.
A estratégia adotada está ligada ao novo regime regulatório de autorização da telefonia fixa, que substituiu o modelo de concessão e permite maior flexibilidade para garantir novos ativos. Além do cobre, a venda de imóveis pode gerar cerca de R$ 1,5 bilhão, elevando a estimativa total de monetização da Vivo para R$ 4,5 bilhões. No quarto trimestre passado, a empresa já contabilizou R$ 102,1 milhões com esse movimento.





