A posição do Brasil no globo terrestre torna-se prestigiada ao passo que fenômenos naturais não são evidenciados com tamanha frequência. Embora esteja situado no meio da placa sul-americana, o país chegou a ligar seu sinal de alerta em meio à possibilidade de tsunamis inundarem várias cidades. As preocupações foram dinamizadas por investigações levantadas por cientistas.
Entre os anos de 1999 e 2001, especialistas levantaram a hipótese de que o possível colapso do flanco oeste do vulcão Cumbre Vieja, localizado na ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias, desencadearia um megatsunami em proporções sem precedentes. Por sua vez, caso as previsões fossem confirmadas, haveria um deslizamento de cerca de 500 km³ de rochas.
Para uma melhor compreensão, a atividade vulcânica iria gerar imensas ondas capazes de cruzar o Atlântico em poucas horas, atingindo as costas da África, Europa e até do continente americano, incluindo o Brasil. Conforme as previsões, o fenômeno natural acarretaria ondas de dezenas ou até centenas de metros de altura, causando destruição em massa.
Ao contrário do que as previsões antigas mostravam, as pesquisas mais recentes comprovaram que o cenário é visto como altamente improvável de acontecer. Em suma, mesmo no caso de um colapso significativo, o tsunami resultante teria ondas muito menores (cerca de 2 metros). Portanto, os danos causados a cidades litorâneas do Brasil seriam mínimos.
Tsunami raro atingiu região turística do Brasil
Publicado em 2020, um estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) revelou que o Brasil foi afetado por um tsunami em 1755. Ao contrário dos fenômenos tradicionais, capazes de destruir diversas regiões, o evento que assolou o Nordeste brasileiro não trouxe danos significativos. Sobretudo, o processo foi iniciado por um forte terremoto que atingiu Lisboa, em Portugal, naquele mesmo ano.
Conforme estudo liderado pelo professor Francisco Dourado, do Centro de Pesquisas e Estudos sobre Desastres (Cepedes), a onda gigante gerada pelo terremoto atravessou o Atlântico e provocou danos na costa brasileira. Em suma, os levantamentos indicam que vestígios de microanimais e elementos químicos foram trazidos por elevadas ondas entre o Rio Grande do Norte e o sul de Pernambuco.





