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EUA se preparam para chegada do furacão Isaias na Costa do Golfo

Furacão que deve atingir a costa dos EUA nesta sexta-feira foi classificado na categoria 2, com ventos de até 169 quilômetros por hora

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Moradores pregaram tábuas em janelas e empilharam sacos de areia nesta quinta-feira, 8, enquanto milhares de militares da Guarda Nacional eram mobilizados diante da chegada do furacão Isaias, que avança com ventos fortes e ameaça provocar ressaca e inundações severas na Costa do Golfo dos Estados Unidos.

O Isaias, primeiro furacão da temporada do Atlântico, deve levar condições perigosas ao noroeste da Flórida, ao sul do Alabama e ao sul do Mississippi quando tocar terra no fim da sexta-feira, 9. Há previsão de chuva intensa e alagamentos ao longo do fim de semana, com possibilidade de impactos até Tennessee e Carolina do Norte.

O Centro Nacional de Furacões informou que o Isaias estava na categoria 2, com ventos sustentados máximos de 169 km/h. O sistema seguia para norte-nordeste a 22 km/h e estava a cerca de 370 km ao sul da foz do rio Mississippi.

O Serviço Nacional de Meteorologia em Mobile disse que o cenário mais provável é o de impacto na faixa próxima à divisa Alabama-Flórida, com ressaca potencialmente fatal na baía de Pensacola.

Um alerta de furacão foi emitido de Ocean Springs, Mississippi, até a linha Bay-Gulf County, na Flórida, e um alerta de ressaca estava em vigor da foz do Mississippi até o rio Suwannee.

Governos locais aceleraram preparativos. A governadora do Alabama, Kay Ivey, determinou evacuação imediata de não residentes em Gulf Shores, Orange Beach e Dauphin Island. Na Flórida, pelo menos quatro distritos escolares cancelaram aulas no fim da semana, e condados emitiram evacuações obrigatórias em áreas costeiras.

Os governadores da Flórida e do Alabama decretaram emergência, com o primeiro, Ron DeSantis, afirmando que cerca de 5.000 militares da Guarda Nacional devem estar mobilizados até sexta.

O Isaias se formou tardiamente: surgiu mais de quatro meses após o início da temporada do Atlântico, que tem sido incomumente tranquila por causa de um El Niño forte.

No Pacífico, o furacão Simon se formou na costa do México e pode se intensificar até categoria 4, enquanto a tempestade tropical Rachel pode atingir Baja California e o sul da Califórnia no fim de semana.

Antes da chegada do Isaias, empresas de petróleo e gás interromperam parte relevante da produção offshore no Golfo. Cerca de 63% da produção regional havia sido paralisada temporariamente, retirando quase 1,3 milhão de barris por dia do mercado, e 121 de 371 plataformas tripuladas foram evacuadas, segundo a Marine Minerals Administration.

Em Pensacola, autoridades anunciaram o fechamento do aeroporto para voos comerciais na manhã de sexta-feira. Fonte: Associated Press.

 

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EUA dizem que barco do tráfico do Equador foi afundado no Pacífico

A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas

16/09/2026 07h11

Tripulantes da embarcação foram retirados antes da explosão e serão entregues às autoridades equatorianas, disseram os EUA

Tripulantes da embarcação foram retirados antes da explosão e serão entregues às autoridades equatorianas, disseram os EUA

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O Comando Sul dos EUA informou na terça-feira, 16, o afundamento nas águas do Pacífico de outro barco do Equador, identificado como uma "estação de reabastecimento flutuante que apoiava operações ilícitas de tráfico de drogas em alto-mar", supostamente associada à perigosa facção criminosa Los Choneros.

Os americanos garantiram que os tripulantes foram retirados do barco e "serão transferidos para as autoridades equatorianas". Em publicação no X, os EUA divulgaram um vídeo que mostra um helicóptero sobrevoando a embarcação, que depois é abordada por um grupo de militares estrangeiros, e, finalmente, uma explosão que a destrói.

As autoridades do Equador não fizeram comentários sobre este novo caso. A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas.

Estes episódios se somam aos de outras três embarcações cujos tripulantes afirmam ter sido interceptados por forças norte-americanas este ano. Além disso, há o caso do barco "Fiorella", cujos oito pescadores seguem desaparecidos desde janeiro. Os tripulantes das demais embarcações retornaram ao país.

Mundo

Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

Desde o século 16, regiões eram representadas menores do que são

05/09/2026 11h00

Mapa Equal Earth Map / Reprodução Agência Brasil

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No mapa-múndi, a África, a América do Sul e o Sul da Ásia foram representados, desde o século 16, menores do que são. Nessa sexta (4), a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu corrigir a distorção ao examinar a proposta intitulada “Corrija o mapa”, liderada pelo Togo e outros países africanos.

Ao todo, representantes de 164 países votaram a favor da mudança. Apenas os Estados Unidos foram contrários. Houve seis abstenções. A proposta altera a representação cartográfica global para “mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo”, como explica a ONU.

Ao discursar antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, disse que a aprovação envia a mensagem de que a Assembleia Geral acredita na “verdade científica”. 

Ainda, de acordo com ele, a decisão reforça a equidade de representação e a dignidade dos povos. Para ele, não se trata apenas de corrigir um mapa e sim de corrigir a percepção. 

Distorção

Segundo o argumento, a projeção de Mercator, concebida em 1.569 para fins de navegação, foi amplamente usada em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais.

No entanto, a distorção fez com que as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador fossem ampliadas. Essa representação fez com que se perpetuasse “uma visão desequilibrada do mundo”, apontaram os africanos.

O texto ainda afirma que a correção dessas distorções cartográficas de dimensões continentais vai proporcionar “justiça cognitiva e reparação memorial” para fomentar a compreensão mútua entre os povos.

Precisão

Os representantes da União Africana apresentaram o modelo de “Terra Igual” como a projeção cartográfica que representaria com mais precisão as dimensões de todos os continentes. A ONU espera que a aprovação da resolução encoraje a adoção desse modelo por governos, organizações internacionais e outras entidades.

Ainda nos argumentos da União Africana, os mapas constituem uma ferramenta educacional, científica e cultural fundamental que “molda a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

Segundo o texto, as distorções têm impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos e constituem “vieses históricos, cuja correção promoverá reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

A ONU argumentou que o Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros em 2024, enfatizou a necessidade de eliminar os vestígios de desigualdades históricas e estruturais e de erradicar todas as formas de discriminação.

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