Cidades

termômetro da economia

Aeroporto de Campo Grande fecha 1º semestre com recorde histórico

Nos primeiros seis meses foram 784,8 mil embarques e desembarques, superando até mesmo os números de 2012, 2013 e 2014

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Apontado como um dos importantes termômetros da economia, o movimento de passageiros no aeroporto de Campo Grande cresceu 12,4% na comparação com igual mês do ano passado e teve neste ano o melhor junho da história, conforme dados disponibilizados nesta segunda-feira pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). 

De acordo com estes dados, 132.798 pessoas desembarcaram ou embarcaram no aeroporto da Capital, ante 118.154 em junho do ano passado. O movimento supera até mesmo os números de junho de 2012, quando 130.938 pessoas desembarcaram ou embarcaram no terminal. 

O crescimento de Campo Grande supera, inclusive, a média nacional, que em junho apresentou alta de 11,2% nos embarques domésticos na comparação com igual mês do ano passado. 

E, o crescimento de junho em Campo Grande está longe de ser um caso isolado. Se forem levados em consideração os números do semestre inteiro, 784.799 pessoas, estes também são os maiores da série histórica, iniciada pela Anac em 2000. 

Na comparação com os 692.389 embarques e desembarques no primeiro semestre do ano passado, o aumento chega a 13,3%. Os números superam também os tempos áureos do movimento na aviação. No primeiro semestre de 2013, o melhor primeiro semestre até agora, passaram pelo terminal 778.046 passageiros. 

O crescimento de Campo Grande foi 3,3 pontos percentuais acima do aumento nacional, que fiou em 10% na comparação entre os dois primeiros semestres de 2024 e 2025.

PARECIA RODOVIÁRIA

Os números mostram que o movimento do primeiro semestre de 2025 em Campo Grande foi 0,9% maior que na época em que surgiram reclamações nacionais de que os aeroportos mais pareciam rodoviárias, visto que brasileiros das classes menos abastadas estavam conseguindo comprar passagens aéreas. 

Depois de 2014, em decorrência da crise econômica que acompanhou a cassação da presidente Dilma Roussef, o movimento foi encolhendo e chegou ao fundo do poço em 2020, em meio à pandemia. Em junho de 2020, por exemplo, somente 15.578 passageiros passaram pelo terminal de Campo Grande. No ano seguinte foram 63.650.

OBRAS

O aumento no número de passageiros coincide com as obras de ampliação do terminal e instalação de três pontes de embarque, iniciadas em maio e previstas para serem concluídas em junho do próximo ano. 

Incluindo as benfeitorias que estão sendo feitas em Corumbá e Ponta Porã, a espanhola Aena, que desde setembro de 2023 administra os três aeroportos, promete investir cerca de R$ 600 milhões. 

Na pista de Campo Grande, as obras são uma exigência do contrato concessão e deverão ser concluídas até junho de 2026, conforme determina co contrato.

O consórcio responsável pela execução dos trabalhos é formado pela Construcap e Copasa, duas das maiores construtoras do Brasil e que trouxe praticamente todos os trabalhadores de outros estados.

A capacidade do aeroporto de Campo Grande passará de 1,5 milhão de passageiros por ano para  para 2,6 milhões de passageiros por ano (85% maior que a atual). 

Em Ponta Porã está prevista a ampliação que vai triplicar o tamanho total do terminal de passageiros e a reforma em Corumbá vai dobrar a superfície da área pública. 

Investimento

Jogos Abertos de MS custarão cerca de R$ 2,8 milhões

Desse montante, R$ 2,6 milhões serão destinados para uma Organização de Sociedade Civil, e outros R$ 200 mil para camisetas, arbitragem e ambulância

13/03/2026 12h15

Com calendário de abril a setembro, JAMS já tem data para acontecer

Com calendário de abril a setembro, JAMS já tem data para acontecer Arquivo/Fundesporte

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Com seis etapas regionais e duração de abril a setembro, os Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul (JAMS) tiveram suas cidades-sedes definidas. As cidades selecionadas foram Maracajú, Antônio João, Nova Andradina, Brasilândia, Rochedo e Jardim.

A edição de 2026 contará com um total de 49 municípios que aderiram à competição, resultando na inscrição de 215 equipes, somando atletas e comissão técnica, podendo chegar a aproximadamente 4 mil membros, distribuídos nas seguintes competições: vôlei, basquete, futsal e handebol.

Para a definição das sedes, foi feita uma vistoria e cada uma tinha que cumprir alguns requisitos para serem aceitas. O critério de avaliação foi definido em estrutura física disponibilizada pelos municípios, capacidade de apoio logístico, além do rodízio entre as cidades.

As fases já têm data para acontecer. A divisão foi feita da seguinte maneira: a cidade de Maracajú receberá a primeira fase nos dias 24, 25 e 26 de abril. A segunda fase será sediada em Antônio João e recebe a competição entre os dias 15 e 17 de maio.

Já a terceira fase está prevista para acontecer em Nova Andradina, nos dias 22, 23 e 24 de maio. A quarta etapa será em Brasilândia, entre os dias 29 e 31 de maio. A quinta fase acontecerá em Rochedo, nas datas de 26 a 28 de junho.

Por fim, recebendo a última etapa regional, tem a cidade de Jardim como sede. As disputas vão de 11 a 13 de setembro. Vale ressaltar que cada regional abrange de 13 a 14 cidades em suas sedes.

Em contato com a Fundação de Desporto e Lazer de MS (Fundesporte), foi revelado que serão investidos mais de R$ 2,8 milhões, que serão distribuídos da seguinte forma: uma Organização de Sociedade Civil (OSC) irá receber um apoio financeiro de até R$ 2,6 milhões para realização das fases regionais, finais e paralímpica.

Os outros R$ 200 mil serão custeados pela Fundesporte para compra de camisetas, contratação de arbitragem e custeio da ambulância, totalizando, assim, um investimento de R$ 2,8 milhões.
 

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"Tô de Olho"

Fiscalização do Inmetro reprova 34% dos bicos de abastecimento investigados em MS

Ação com apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) inspecionou mais de 3,6 mil bicos de abastecimento no País, visitando 32 postos em Mato Grosso do Sul

13/03/2026 11h59

Em Mato Grosso do Sul foram fiscalizados um total de 180 bicos de abastecimento, durante visitas feitas em 32 postos

Em Mato Grosso do Sul foram fiscalizados um total de 180 bicos de abastecimento, durante visitas feitas em 32 postos Reprodução/ASCOM/AEM/MS

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Através de ação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a fiscalização nacional que vistoriou 340 postos no País reprovou 34% dos bicos de abastecimento investigados em Mato Grosso do Sul. 

Entre os dias 10 e 12 de março, a ação integrada  coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) foi batizada de "Tô de Olho no Abastecimento Seguro e na Medida Certa", com as ações realizadas em postos de combustíveis sendo feita pelo Inmetro, que além disso investigou também produtos da cesta básica. 

No caso dos postos, o foco dessa investigação foram possíveis fraudes eletrônicas nas bombas medidoras e através da verificação do volume de combustível líquido efetivamente entregue ao consumidor, inspecionando 3.651 bicos de abastecimento em todo o País. 

Conforme o Inmetro em nota, as irregularidades mais recorrentes encontradas foram: 

  • Indícios de adulteração nas placas eletrônicas das bombas, 
  • Mau estado de conservação dos equipamentos,
  • Vazamento de combustível, 
  • Erros de medição em prejuízo do consumidor e 
  • Lacres de segurança rompidos.

Além do Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal (DF), a fiscalização sempre com apoio das polícias locais aconteceu também nas seguintes localidades: 

  1. Acre,
  2. Alagoas,
  3. Ceará,
  4. Paraíba,
  5. Rio Grande do Norte,
  6. Roraima,
  7. Santa Catarina e
  8. São Paulo,

MS

Conforme o ranking da Operação Tô de Olho no Abastecimento Seguro, de março de 2026, divulgada pelo Inmetro, nacionalmente houve a reprovação de 831 bicos de abastecimento em todo o País. 

Em Mato Grosso do Sul foram fiscalizados um total de 180 bicos de abastecimento, durante visitas feitas em 32 postos sul-mato-grossenses. Nesse caso, houve uma reprovação de 62 desses itens fiscalizados. 

Em números locais, isso representa um índice de 34% de reprovação em Mato Grosso do Sul, o terceiro pior registrado nos locais de pesquisa, abaixo apenas do do Ceará, onde 179 dos 416 bicos fiscalizados foram reprovados (43%), que perde apenas para o Rio Grande do Norte, em que a reprovação bateu 100% diante de 225 dos 226 itens não passando no teste. 

Localmente, as principais irregularidades constatadas consistem em: mau estado de conservação das bombas e mangueiras; segmentos de dígitos danificados nos mostradores e medidas de volume apresentando vazamentos.

Além de irregularidades ligadas ao plano de selagem, houveram ainda autuações por:  

  • Erros de vazão,
  • Eliminador de ar e gases inoperante,
  • Fiação exposta,
  • Lacre violado e
  • Erros de medição acima do limite admissível.

Com isso, a ANP destaca o trabalho de fiscalização da qualidade dos combustíveis que estão sendo comercializados nos postos em todo o território nacional, avaliando padrões técnicos, origem e armazenamento dos produtos. 

Além disso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia lembra que certos indicativos, como preço muito abaixo do praticado, bombas sem o selo do Inmetro ou postos sem bandeiras de identificação por si só já devem acender um alerta aos consumidores. Além disso, o órgão deixa uma série de dicas que podem ser seguidas para evitar possíveis prejuízos na hora de abastecer: 

  1. Verifique se as bombas de combustíveis têm o selo do Inmetro;
  2. Confira se os mostradores estão em bom estado, sem rachaduras, dígitos danificados, ou falhas de leitura, e boa iluminação para ver claramente, inclusive à noite, o volume e preço a pagar.
  3. Mangueiras e conexões também precisam estar em perfeito estado, sem vazamentos ou deformações.
  4. Confirme se o posto possui a medida-padrão de 20 litros, verificada pelo Inmetro. Caso seja diferente da indicada no painel, o consumidor pode solicitar para verificar o volume abastecido.


 

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