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Cooperativa gigante do agro "engole" fundo de investimentos em MS

Em Eldorado, a CVale, segunda maior cooperativa do País, assumiu unidade da AgroGalaxy, um fundo de investimentos que está em recuperação judicial

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Com cerca de 30 unidades funcionando em pelo menos 14 municípios de Mato Grosso do Sul, a segunda maior cooperativa agrícola do Brasil anunciou nesta quarta-feira (30)  a ativação de de mais uma unidade de recebimento de grãos e venda de insumuos agrícols no Estado, desta vez em Eldorado.  

 A cooperativa, que tem faturamento anual da ordem de R$ 25 bilhões,  arrendou a estrutura da antiga Agro100, instalada às margens da BR-163, próximo da região urbana de Eldorado, que estava nas mãos de um fundo de investimentos.

 O local tem estrutura para armazenar cerca de 400 mil sacas de grãos e foi arrendado com toda a estrutura de escritórios, secadores e loja para comercialização de produtos agrícolas. 

A empresa Agro100 estava nas mãos da Aqua Capital, um fundo de investimento em agronegócio e logística, e passou a fazer parte da AgroGalaxy, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil.

Porém, a AgroGalaxy pediu recuperação judicial em setembro do ano passado e por isso arrendou a estrutura de Eldorado. A empresa citou como um dos principais fatores que pressionaram sua estrutura de capital os impactos negativos de eventos climáticos recentes. 

No site oficial, a AgroGalaxy informava ter mais de 30 mil clientes cadastrados, atendendo o equivalente a 8 milhões de hectares de área de cultivo. Tem 28 silos de armazenamento, que totalizam 515 mil toneladas de capacidade instalada. E 169 pontos de venda distribuídos pelo país. 

A COOPERATIVA

A cooperativa CVale, originária da cidade paranaense de Palotina e que está em Mato Grosso do Sul desde 2001, já havia ampliado sua presença no Estado em setembro do ano passado, quando passou a atuar em três dos municípios que mais produzem grãos em Mato Grosso do Sul, em Maracaju, Chapadão do Sul e em Costa Rica. 

O foco principal, conforme anunciou o comando da cooperativa à época, seria compra de soja, que será destinada à esmagadora que a cooperativa inaugurou no ano anterior em Palotina, na região oeste do Paraná.

Na esmagadora foram investidos R$ 1 bilhão e a capacidade é para processamento de até 22 milhões de sacas por ano, ou 1,3 milhão de toneladas, o que corresponde a cerca de 10% de toda a produção de Mato Grosso do Sul.

Porém, por enquanto não chegou a municípios como Sidrolândia, Ponta Porã e São Gabriel do Oeste, que estão entre os dez maiores produtores de grãos do Estado

Além do Paraná e MS, a cooperativa, que nasceu em 1963, atua também em Mato Grosso, Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e no Paraguai. 

Ao todo, tem cerca de 200 unidades de negócios, mais de 28 mil associados e mais de 14 mil funcionários. Em média, compra em torno de 6 milhões de toneladas de grãos por ano, entre soja, milho e trigo. 

Esta, segundo a assessoria da Cvale, será a unidade de negócio de número 31  em Mato Grosso do Sul e de número 200 no Brasil. Além dos municípios já citados, ela atua, em  Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Bandeirantes, Caarapó, Fátima do Sul, Itaporã, Naviraí, Rio Brilhante (onde tem também supermercado) e Tacuru. Em alguns destes municípios tem mais de uma unidade. 


 

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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