Polícia

Extorsão

Homem cai no golpe do 'nudes' e perde R$ 1 mil reais

Golpista enviou solicitação de amizade em rede social para a vítima

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Um homem de 35 anos, morador do Centro de Campo Grande, caiu no "golpe do nudes" e teve um prejuízo de R$ 1 mil, na manhã desta segunda-feira (16).

Conforme o boletim de ocorrência, tudo começou na última quinta-feira (12), quando o golpista enviou uma solicitação de amizade no Instagram da vítima. Durante a abordagem ele se identificou como "Luan", e disse ter 16 anos de idade.

O criminoso informou que teria interesse de se relacionar com a vítima, e após alguns dias trocando mensagens, pediu para que o homem o enviasse fotos sem roupa, os famosos nudes. A vítima assim o fez.

Tudo parecia bem, até que um comparsa do criminoso também entrasse em contato com a vítima. O segundo criminoso identificou-se como delegado de polícia de Caxias do Sul, cidade do Rio Grande do Sul.

Nas mensagens, o suposto delegado informou à vítima que ele estava cometendo um crime, em razão do suposto "Luan" ser menor de idade. Ele informou ainda que a família do falso adolescente estava na delegacia de Caxias do Sul para fazer uma ocorrência contra ele.

Nesse sentido, o suposto delegado informou ao homem que para conseguir livrá-lo da situação, seria necessário a transferência de R$ 1 mil no pix. O valor supostamente seria repassado aos supostos familiares, para compensar falsos gastos com médicos psiquiatras. 

Com medo, a vítima então realizou a transferência. Horas depois, no entanto, veio a surpresa: o suposto delegado entrou em contato novamente solicitando mais dinheiro. Neste momento, o homem percebeu que pudesse ter caído em um golpe.

Para confirmar, ele decidiu entrar em contato com o número da autêntica delegacia de polícia de Caxias do Sul. Na ligação, a atendente confirmou que tratava-se de um crime de extorsão, uma vez que nenhuma família tinha procurado os agentes para denunciar o suposto crime em questão.

O caso foi registrado como extorsão na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro e segue em investigação pela Polícia Civil.

Confira as principais modalidades de "golpes do Pix" e saiba como se proteger

A popularidade do uso do pix tornou os golpes cada vez mais comuns, já que através do método o pagamento pode ser feito de forma fácil e rápida.

Como destaca o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), os golpistas estão sempre criando novas formas de enganar as pessoas, e por isso é importante tomar cuidado e se atentar às dicas de segurança para não cair nos golpes.

Confira abaixo alguns dos golpes mais comuns, para saber identificá-los e previní-los:

Pix falso

Este golpe é mais comum quando o criminoso vai efetuar o pagamento de algum produto ou serviço adquirido. É apresentado um comprovante de Pix falso, e a vítima, acreditando que o valor foi creditado, libera o produto ou serviço antes de verificar a transação. Para evitar esse tipo de fraude:

  • Verifique o saldo da conta: não confie apenas no comprovante. Sempre confirme o recebimento do valor diretamente na sua conta;
  • Espere a confirmação: para valores maiores, aguarde a confirmação do banco antes de liberar o produto ou serviço.

Golpe do Pix errado

Neste tipo de fraude, o golpista envia um Pix para a vítima e, em seguida, entra em contato alegando que foi um erro e pedindo a devolução do valor.

O golpe ocorre porque os golpistas contam com a boa-fé da vítima para devolver o dinheiro, pedindo um valor maior do que foi inicialmente enviado, acelerando e confundindo a pessoa e fazendo com que ela devolva um valor superior. Para se proteger:

  • Verifique a origem do Pix: antes de devolver qualquer valor, consulte seu extrato bancário e confirme se a transação foi realmente um erro;
  • Entre em contato com o banco: solicite orientação ao seu banco sobre como proceder em caso de recebimento de um Pix suspeito.

Clonagem de WhatsApp

Neste tipo de golpe, os criminosos clonam o aplicativo de mensagens de uma pessoa e entram em contato com seus amigos e familiares, pedindo dinheiro com urgência.

A abordagem geralmente inclui uma história convincente para justificar a necessidade de uma transferência imediata. Para se proteger:

  • Desconfie de pedidos urgentes: sempre confirme a veracidade das mensagens diretamente com a pessoa, utilizando outro meio de comunicação;
  • Evite compartilhar códigos de verificação: nunca forneça o código de verificação do WhatsApp para ninguém;
  • Ative a verificação em duas etapas: essa medida adiciona uma camada extra de segurança ao seu WhatsApp. Saiba como ativar com o suporte oficial do WhatsApp.

Falsa central de atendimento

Nesse tipo de golpe, criminosos se passam por funcionários de bancos ou instituições financeiras, alegando problemas na conta e pedindo dados pessoais e senhas.

Eles podem ligar ou enviar mensagens que parecem autênticas, criando um senso de urgência para enganar a vítima. Para evitar cair nesse golpe:

  • Desconfie de contatos não solicitados: bancos não pedem informações sensíveis por telefone ou mensagem;
  • Verifique sempre: entre em contato diretamente com o banco usando um canal oficial informado em seu site para confirmar qualquer solicitação;
  • Nunca forneça senhas: mantenha suas senhas seguras e não as compartilhe com ninguém, principalmente por mensagens ou ligações.

Robô do Pix

Os golpistas fazem contato por mensagens ou anúncios nas redes sociais, oferecendo oportunidades de investimento com retornos altos e imediatos. Para participar, a pessoa deve fazer um Pix para uma conta indicada pelos golpistas.

Após receberem o dinheiro, eles cortam o contato e desaparecem com o valor. Para se proteger:

  • Cuidado com promessas de lucro fácil: desconfie de ofertas que parecem boas demais para serem verdade;
  • Pesquise a fonte: verifique a legitimidade da oportunidade e do remetente antes de fazer qualquer transferência;
  • Desconfie de urgências: na maioria dos casos, propostas que exigem decisões rápidas podem ser armadilhas.

(Com informações do SPC)

 

ANHANDUÍ (MS)

Com apoio de helicóptero, PM mata um e prende três em área de mata

Roubo de Volkswagen Gol desencadeou a ocorrência em distrito localizado a 60 quilômetros de Campo Grande

18/02/2026 10h50

Ocorrência de confronto teve apoio até de helicoptero

Ocorrência de confronto teve apoio até de helicoptero DIVULGAÇÃO/PMMS

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Um homem morreu em confronto com policiais militares e três foram presos, na tarde desta terça-feira (17), em uma área de mata localizada no distrito de Anhanduí, a 60 quilômetros de Campo Grande.

Helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas deu apoio à ocorrência para realizar varredura na mata e capturar os fugitivos Yann Gabriel Olivio dos Santos, Dayvison Henrique de Menezes Trindade e Jhony Fernandez Machado.

Após captura, o trio foi preso. A identidade do morto em confronto não foi divulgada.

Conforme apurado pela reportagem, a PM recebeu uma denúncia de que um Volkswagen Gol, branco, foi furtado em Anhanduí. Com isso, deslocou viaturas até o endereço e, quando os militares chegaram no local, localizaram o carro estacionado nas proximidades de um estabelecimento comercial.

Em seguida, os militares deram ordem de parada ao veículo com sinais luminosos e sonoros, mas, eles desobedeceram e dispararam contra os militares.

Foi possível observar que havia quatro homens dentro do carro. Na viatura, havia dois policiais, o que indicava desvantagem numérica.

Com isso, foi solicitado apoio e compareceram as equipes do 10° Batalhão de Polícia Militar (10°BPM), 6ª Companhia Independente de Polícia Militar (6ªCIPM), Batalhão de Choque (Canil-ROTAC-BPMChoque), Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e helicóptero (Grupamento de Operações Aéreas).

Vale ressaltar que os policiais enfrentaram dificuldades para acionar apoio, em razão da ausência de sinal de rádio digital e telefonia móvel, por se tratar de área rural desprovida de cobertura.

Ao acessarem a estrada MS-258, o grupo abandonou o veículo às margens da via e fugiram a pé em direção a área de mata. Logo, militares os perseguiram e foram recebidos a tiros. Para se defenderem, revidaram, balearam e desarmaram um dos integrantes.

Em seguida, levaram o ferido para uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Anhanduí.

Após o socorro, a equipe retornou ao local de mata com apoio de militares de batalhões e companhias independentes, além do helicóptero, para capturar os outros três que fugiram. O trio foi localizado, algemado e preso.

Polícia Civil, Polícia Científica e Investigador de Polícia Judiciária estiveram no local dos fatos para efetuar os procedimentos de praxe.

No local, foram apreendidos:

  • um revólver calibre .32
  • uma espingarda calibre 28
  • um simulacro de arma de fogo
  • uma faca

Foram recuperados:

  • Volkswagen Gol, cor branca – no interior foram localizados diversos objetos provenientes de furto ocorrido em uma chácara no mesmo dia
  • Fiat Uno, cor vermelha

Os indivíduos e objetos apreendidos foram encaminhados a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL) e os automóveis recuperados foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DEFURV).

O caso foi registrado na DEPAC-CEPOL como:

  • furto qualificado mediante concurso de pessoas
  • morte decorrente de intervenção legal de agente do estado
  • lesão corporal decorrente de intervenção legal de agente do estado
  • homicídio, se praticado contra a autoridade ou agente descrito nos arts. 142 a 144 da constituição federal, integrantes do sistema prisional e da força nacional de segurança publica, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo ate terceiro grau, em razão dessa condição, na forma tentada
  • porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
  • posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito

ESTATÍSTICA

Ao todo, 15 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 18 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Em 2025, foram 68 mortes. Desse número, 10 óbitos ocorreram em janeiro, 8 em fevereiro, 2 em março, 10 em abril, 4 em maio, 9 em junho, 4 em julho, 7 em agosto, 4 em setembro, 5 em outubro, 5 em novembro e 1 em dezembro.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

 

ROTA CEGA

PF desmantela tráfico de drogas e armas em Dourados

Investigação partiu da apreensão de 4,5 toneladas de maconha e de um fuzil, em abril de 2025

13/02/2026 08h05

Imagem de ilustração

Imagem de ilustração Bruno Rezende

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Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, no âmbito da Operação Rota Cega, em Dourados, município localizado a 226 quilômetros de Campo Grande.

O foco é combater o tráfico transnacional de drogas e de tráfico internacional de armas.

A investigação partiu da apreensão de 4,5 toneladas de maconha e de um fuzil, em abril de 2025, em Três Lagoas (MS). Com o aprofundamento da investigação, a PF conseguiu chegar até duas pessoas envolvidas.

Na ocasião, celulares dos investigados foram apreendidos e posteriormente foram periciados e analisados pela Policial Federal.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 20 kg de cocaína e 7.168 kg de maconha foram apreendidos entre 1º e 13 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

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