Cidades

inquérito

Professor indiciado pela morte
de Kauan, mesmo sem o corpo

Laudos de DNA foram anexados

RENAN NUCCI

16/09/2017 - 04h30
Continue lendo...

Preso, o professor Deivid Almeida Lopes, 38 anos, foi indiciado formalmente pela morte do menino Kauan Andrade Soares dos Santos,  9 anos, desaparecido desde o dia 25 de junho.

Segundo o delegado Paulo Sérgio Lauretto, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), mesmo sem o corpo da vítima ter sido encontrado após quase dois meses de investigações, o inquérito contém indícios de que o homem estuprou e matou Kauan.

O autor responde pelos crimes de estupro de vulnerável seguido de morte e ocultação de cadáver. Além disso, também é investigado por estupro de vulnerável e por armazenar imagens de crianças em caráter sexual.

De acordo com o delegado, ao inquérito, foram anexados resultados de laudos de DNA encontrado na casa do autor. As análises foram inconclusivas, principalmente porque a suspeita é de que Deivid tenha as destruído com produtos de limpeza, enquanto higienizava a cena do crime.

Alessandro Faris Rospide, advogado do professor, garante que o cliente é inocente e que até o momento não há prova concreta dos crimes imputados. 

Além disso, espera o resultado de exame de DNA feito com um presidiário de São Paulo e que seria pai biológico de Kauan. Esse laudo, se também for inconclusivo, deve ser usado como instrumento de defesa, uma vez que o investigado nega os fatos e diz que o menino possa estar desaparecido. 

De acordo com a DEPCA, Kauan foi levado para a casa do professor com ajuda de um adolescente de 14 anos, morto por asfixia durante estupro, violentado sexualmente por mais quatro adolescentes e depois esquartejado.

MINISTÉRIO PÚBLICO

Prefeitura deve apresentar plano para reduzir filas na saúde em até 180 dias

Com pacientes esperando até 8 anos por exames, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul cobra plano de ação para enfrentar as filas

02/04/2026 13h33

Crédito: Marcelo Victor / Correio do Estado

Continue Lendo...

Com casos extremos de pacientes esperando desde 2018 por exames de ressonância magnética, entre outras situações, a Prefeitura de Campo Grande tem 180 dias para apresentar uma solução.

A fila de espera, que se transformou em um dos maiores gargalos da saúde pública do município, reúne extensas demandas por exames diagnósticos essenciais, como tomografia computadorizada, ressonância magnética (com e sem sedação), eletroneuromiografia e radiografia simples.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) divulgou dados que apontam que, em fevereiro de 2024, mais de 25 mil pessoas aguardavam a realização desses exames.

Em situações extremas, a espera ocorre desde 2018 por ressonância com sedação, evidenciando a gravidade do problema.

Embora o município conte com programas como o “Mais Saúde, Menos Fila”, que recebeu aporte de R$ 45 milhões do governo estadual, além da previsão de R$ 15,9 milhões em recursos federais, os investimentos ainda não foram suficientes para reduzir a demanda reprimida.

Ainda segundo a 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, iniciativas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), como a contratação de aproximadamente 3,5 mil exames de ressonância magnética, não foram suficientes diante do volume de pacientes na fila.

O maior problema está nos exames de coluna. Nos últimos seis meses, apenas 52 exames de coluna torácica e 134 de coluna lombossacra foram realizados, o que evidencia a insuficiência da oferta frente à demanda.

Diante da situação, o MPMS instaurou procedimento administrativo para acompanhar ação civil pública em curso, reunindo informações técnicas, dados oficiais e medidas adotadas pelo Estado e pelo município.

O órgão cobra a apresentação de um plano concreto de ação em até 180 dias, com metas e cronograma, conforme parâmetros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que considera excessiva a espera superior a 100 dias.

Além dos números, o MPMS reúne relatos de pacientes que enfrentam dores persistentes, dificuldades de agendamento e falta de medicamentos, reforçando o impacto social e humano da demora. O órgão ressalta que o acesso rápido a exames diagnósticos é decisivo para iniciar tratamentos, definir condutas clínicas e reduzir riscos, e que a espera prolongada compromete a dignidade e o direito fundamental à saúde.

O objetivo é garantir que os recursos públicos sejam convertidos em resultados concretos e que a população da Capital tenha acesso a exames em prazo compatível com a urgência de seus quadros clínicos, transformando a fila em atendimento efetivo, com transparência, racionalidade e proteção à vida.
 

Assine o Correio do Estado

INTERIOR

PM atira pelas costas de suspeito de triplo homicídio e câmera flagra execução

Polícia Militar tomou conhecimento e afastou agentes que teriam atirado pelas costas de Wellington dos Santos Vieira, o "Bola"

02/04/2026 13h00

Sem divulgar a identidade dos agentes até o momento, a PMMS destacou que os policiais envolvidos foram afastados

Sem divulgar a identidade dos agentes até o momento, a PMMS destacou que os policiais envolvidos foram afastados Reprodução

Continue Lendo...

Após circularem pelas redes sociais imagens de circuito interno, mostrando que um dos suspeitos pelo crime de triplo homicídio registrado em Anastácio teria sido executado com um tiro pelas costas, a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul determinou o afastamento dos agentes envolvidos. 

Esse caso começou após duas pessoas serem encontradas mortas dentro da própria casa, sendo que a própria filha do casal, de 26 anos, foi presa sob a suspeita de que teria encomendado a morte dos pais: Maria Clair Luzni, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos. 

Wellington dos Santos Vieira, um dos indivíduos que teria sido contratado para executar o crime, foi morto na madrugada da última terça-feira (31) e imagens de câmeras de segurança desmentem a versão inicialmente apresentada pelos policiais. 

Conforme consta no boletim de ocorrência, Wellington, conhecido como "Bola", teria atacado um dos policiais com uma faca, que por sua vez teriam efetuado disparos em resposta para preservarem a própria vida.

No entanto, através do vídeo nota-se que "Bola" aparece correndo antes de receber tiros nas costas, caindo imediatamente no chão em seguida. Confira: 

Sem divulgar a identidade dos agentes até o momento, a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul emitiu uma nota pública à imprensa, destacando que os policiais envolvidos foram afastados, dizendo que "eventuais excessos não refletem o padrão de atuação" da força de segurança nos 79 municípios sul-mato-grossenses. 

Com isso, por meio da Corregedoria-Geral e do trabalho do 7° Batalhão de Polícia Militar, os agentes suspeitos pela morte de "Bola" foram afastados das funções, sendo instaurado ainda um procedimento administrativo para apuração e responsabilização das condutas.

Segue abaixo, na íntegra, a nota divulgada através da PMMS: 

"A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) informa que tomou conhecimento de vídeo, na cidade de Anastácio/MS, envolvendo policiais militares em atuação operacional, e enfatiza que eventuais excessos não refletem o padrão de atuação dos nossos homens e mulheres, que trabalham diuturnamente em todos os 79 municípios do estado, buscando sempre garantir a segurança da população sul-mato-grossense.

Ressaltamos que a Instituição não coaduna com desvios de conduta ou procedimentos que extrapolem os limites operacionais estabelecidos em nossas doutrinas e diretrizes.

Assim que tomou conhecimento, a PMMS por intermédio do 7º BPM e de sua Corregedoria-Geral, já identificou os militares envolvidos, que foram prontamente afastados de suas funções, e instaurou o procedimento administrativo cabível para apuração dos fatos e responsabilização das condutas, com posterior aplicação das sanções consideradas cabíveis.

A Polícia Militar permanece à disposição da sociedade, reafirmando que ações individuais não podem refletir no respaldo do trabalho cotidiano realizado pela nossa tropa". 

Relembre

Em depoimento à Polícia Civil de Anastácio, Maria de Fátima Luzini, de 26 anos, confessou que foi a mandante do assassinato do casal, porém, afirmou aos agentes que o plano inicial era apenas dar um "susto" na mãe e no pai. 

Toda essa situação teria saído do controle, resultando na execução a facadas dos dois, crime que aconteceu ainda na quinta-feira (26 de março), com os corpos localizados apenas após 48 horas. 

Logo no dia seguinte, David Vareiro Machado foi encontrado morto, sendo esse um dos principais suspeitos de ter participado da execução do casal.

Conforme repassado pela delegada Tatiana Zyngier, a morte de David estaria diretamente associada a um desacordo comercial entre ele e os mandantes do assassinato, mais especificamente "uma briga por valores em razão de um serviço prestado", o crime contra o casal. 

Investigação mais detalhada concluiu que Wendebrson Haly Matos da Silva, companheiro de Maria de Fátima, matou David depois de "desentendimentos comerciais". 

Semelhante ao crime que assolou a família  von Richthofen, quando Manfred e Marísia foram mortos a pauladas pelas mãos dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, se confirmadas as acusações contra Maria de Fátima e Wendebrson Haly, eles devem responder por homicídio qualificado e serem penalizados com reclusão de 12 a 30 anos, conforme o Código Penal.
**(Colaborou Felipe Machado)
 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).