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Juca Kfouri: Intervenção, recuperação e SAF

Para tirar o Corinthians da crise serão necessárias medidas drásticas e difíceis

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O mar de lama que cobre o Parque São Jorge não será saneado apenas com o eventual impeachment de Augusto Melo.

De que adiantará sua saída se, por exemplo, Andrés Sanches, fartamente responsável pela crise, sucedê-lo?

Ou Romeu Tuma Júnior, tão mitômano como Melo?

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Leandro Provenzano: Fake News e Democracia, Um Equilíbrio Delicado

Como enfrentar a desinformação sem sacrificar direitos?

06/06/2024 00h05

LEANDRO PROVENZANO

LEANDRO PROVENZANO

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Nos últimos anos, a disseminação de notícias falsas, as chamadas "fake news", tem sido um dos maiores desafios para a sociedade. No Brasil, a preocupação com a desinformação levou à elaboração de um projeto de lei que visa regular esse fenômeno. Entretanto, a proposta levanta questões cruciais sobre liberdade de expressão e o potencial de um Estado de exceção.

O Projeto de Lei das Fake News

O projeto de lei das fake news, oficialmente denominado PL 2630/2020, propõe uma série de medidas para combater a disseminação de informações falsas na internet. Entre as principais diretrizes, está a exigência de maior transparência das plataformas digitais e a criação de mecanismos para identificar e punir aqueles que propagam desinformação deliberadamente. No entanto, um ponto controverso do projeto é a definição do órgão regulador responsável por decidir o que é real e o que é "fake" nas notícias.

Quem Decide o que é Verdade?

A atribuição de um órgão regulador para definir a veracidade das informações é uma questão delicada. Proponentes do projeto argumentam que um organismo independente pode ajudar a manter a integridade da informação e proteger a sociedade de manipulações prejudiciais. Contudo, críticos alertam para os riscos dessa concentração de poder.

Imagine um cenário onde um órgão governamental tem a autoridade para decidir o que pode ou não ser divulgado. Essa situação poderia facilmente ser explorada para censurar críticas ao governo ou suprimir opiniões divergentes. Em outras palavras, a linha entre a proteção contra fake news e a censura política poderia se tornar perigosamente tênue.

Liberdade de Expressão em Risco

A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira. A censura prévia, vedada pelo artigo 5º, inciso IX, deve ser um alerta para qualquer legislação que busque controlar o conteúdo divulgado na mídia.

A proteção contra fake news é, sem dúvida, uma necessidade contemporânea, mas o remédio proposto pode ser mais nocivo que a doença. A criação de um órgão regulador com poderes para censurar notícias pode abrir precedentes perigosos para a supressão de vozes dissonantes e críticas ao governo, minando a própria essência da democracia.

O desafio que se apresenta é encontrar um equilíbrio entre combater a desinformação e preservar a liberdade de expressão. Será que a solução está em um órgão regulador? Ou seria mais eficaz investir em educação midiática, promovendo a capacidade crítica dos cidadãos para discernir entre o verdadeiro e o falso?

A história nos ensina que a liberdade é um bem precioso, e qualquer medida que ameace essa liberdade deve ser examinada com o máximo cuidado.

ESPORTES

Juca Kfouri: O continente verde e amarelo

Os dois torneios continentais seguem pintados com as cores do Brasiiiiiil!!!

06/06/2024 00h03

Juca Kfouri

Juca Kfouri Divulgação

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O Grêmio assegurou sua vaga nas oitavas de final da Libertadores e ainda pode ser o primeiro de seu grupo caso vença o já eliminado argentino Estudiantes neste sábado (8), em Curitiba.

Com o que fugirá de enfrentar o Fluminense para pegar o uruguaio Peñarol e evitar a eliminação de um time brasileiro logo nas oitavas de final.

Apenas o embate entre Botafogo e Palmeiras impedirá que os sete nacionais sigam em frente, mas, convenhamos, se seis avançarem estará de bom tamanho entre oito clubes nas quartas de final, quase uma Copa Brasil.

Daí, Atlético Mineiro e Fluminense se cruzarão, assim como o São Paulo contra o Botafogo ou o Palmeiras e o Flamengo contra o Grêmio.

Mesmo assim a hipótese de ter três brasileiros entre os quatro semifinalistas é alvissareira, porque abre a possibilidade de nova final brazuca —e em Buenos Aires.

Se tudo isso acontecer, a força da grana terá falado novamente, porque a diferença de investimentos entre nossos clubes e os dos hermanos é abissal.

E se nada disso acontecer?

Se apenas um seguir adiante, porque um seguirá forçosamente, entre Botafogo e Palmeiras?

Com que cara ficaremos?

Com a cara de Leila Pereira chamando John Textor (cadê as provas?) de idiota ou com a dele que a processou por injúria e difamação?

Seja com qual for, ou com nenhuma delas, será profundamente desagradável exatamente pela tal incomparável força da bufunfa.

Tentar adivinhar o que acontecerá a partir de meados de agosto é exatamente e apenas isto: adivinhação.
Nem sequer sabemos o que acontecerá na janela de transferências em julho, quanto mais como estarão os departamentos médicos dos envolvidos e por aí afora.

O que sabemos, e já vivemos, é a enorme expectativa em torno dos dois embates entre o Glorioso e o Verdão, primeiro jogo no Nilton Santos, o segundo na casa verde.

Fosse amanhã e não seria leviano considerar os cariocas favoritos porque em melhor momento, embora apenas dois pontos os separem na tábua de classificação do Campeonato Brasileiro —o alvinegro em terceiro lugar, o alviverde em surpreendente sétimo.

Daqui a mais de dois meses, porém, chi lo sa?

Endrick estará no Real Madrid? Pois Dudu estará de volta. Como? É verdade, não sabemos.

E Felipe Anderson, o meia-atacante que o Palmeiras importou da Lazio —que fez de tudo para ele ficar em Roma, não o bastante para fazê-lo mudar de ideia ao preferir mudar de armas e bagagens de volta ao Brasil?

Perguntas cujas respostas só o futuro dirá, como em relação ao que farão Atlético Mineiro, Fluminense, São Paulo e Flamengo contra o argentino San Lorenzo, o boliviano The Strongest (talvez), o uruguaio Nacional e o também boliviano Bolivar, respectivamente.

Antes disso, vamos nos aborrecer com a Copa América, a começar deste sábado com o amistoso da seleção brasileira contra a do México. Ou não, caso o time siga evoluindo como demonstrado nos jogos contra a Inglaterra e a Espanha, em março passado.

E vamos cavalgar sem sela pelo Brasileirão repleto de vazios para punir os melhores que cederam jogadores para as seleções do continente e favorecer os medíocres que estarão completos.

Que a Libertadores parece fadada a se vestir de verde e amarelo, assim como pode acontecer com a Copa Sul-Americana, está posto. Até parece a Parada Gay.

A Copa América são outros 500.
 

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