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Leandro Provenzano: Saldo devedor no boleto da loteadora ou incorporadora?

Entenda por que isso pode virar uma dívida impagável.

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Você já assinou contrato com uma construtora ou loteadora, recebeu ou vai receber o imóvel, e aceitou parcelar o saldo diretamente com ela, com correção atrelada ao IGPM mais juros de 1% ao mês?

Essa “facilidade” de não precisar financiar o imóvel pode parecer vantajoso num primeiro momento, mas muitos consumidores estão sendo surpreendidos por juros e encargos exorbitantes que distorcem totalmente o custo real do imóvel, mais do que dobrando seu valor final, acarretando num número considerável de rescisões contratuais, devido à incapacidade de pagamento dos compradores.

Se você está nessa situação ou vai assinar contrato nessa modalidade, este artigo pode valer como uma dica muito útil para proteger seu bolso.

DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Juliane Penteado: Cuidados com a Previdência Social para quem pretende se aposentar em 2026

26/12/2025 00h05

Juliane Penteado

Juliane Penteado

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A proximidade da aposentadoria exige atenção redobrada. Para quem pretende dar entrada no benefício em 2026, este é o momento de revisar documentos, organizar a vida contributiva e avaliar qual é a regra mais vantajosa.

Com as mudanças previdenciárias dos últimos anos, o planejamento adequado passou a ser fundamental para evitar atrasos, indeferimentos e perda financeira.

A seguir, veja os principais cuidados que você deve ter antes de solicitar sua aposentadoria.

Organize e confirme toda a documentação necessária

Para evitar exigências e atrasos no INSS, é essencial reunir antecipadamente todos os documentos que comprovem sua vida laboral. Entre os principais, estão:

Documentos básicos

  • Documento de identificação com foto (RG, CNH ou passaporte).

  • CPF.

  • Comprovante de residência.

  • Certidão de casamento (quando houver mudança de nome).

Documentos para comprovar contribuições

  • Carteiras de Trabalho (todas as que você tiver).

  • CNIS atualizado: o extrato previdenciário onde constam vínculos, remunerações e contribuições.

  • Contracheques, holerites e fichas financeiras.

  • Guias de recolhimento (GPS) para contribuintes individuais ou facultativos.

  • Recibos de pagamento de autônomo (RPA), quando aplicável.

  • Comprovantes de atividade rural, caso haja períodos rurais.

Outros documentos importantes

  • Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), para quem trabalhou exposto a agentes nocivos e busca tempo especial.

  • Laudos, formulários e documentos específicos para categorias diferenciadas.

  • Certidões de Tempo de Contribuição (CTC) de regimes próprios.

Quanto mais completo for o conjunto de provas, menor o risco de indeferimento ou de concessão do benefício com valor menor do que o correto.

Verifique se existem inconsistências no CNIS

O CNIS é o documento mais importante na análise do INSS. Qualquer erro pode afetar a concessão e o valor da aposentadoria.

Problemas comuns incluem:

  • Falta de vínculos.

  • Remunerações zeradas ou com valores incorretos.

  • Contribuições pagas e não reconhecidas.

  • Databases divergentes.

O ideal é conferir tudo com antecedência e corrigir eventuais falhas antes de fazer o pedido.

Planejamento previdenciário: o grande diferencial para 2026

As regras de transição mudam a cada ano, e isso impacta diretamente quem pretende se aposentar em 2026. Fatores como idade, tempo de contribuição, pontuação e cálculo do benefício possuem variações anuais.

Por isso, o planejamento previdenciário tornou-se indispensável. Com ele, é possível:

  • Identificar qual regra proporciona o melhor benefício.

  • Saber quando é o melhor momento para se aposentar.

  • Avaliar se vale a pena continuar contribuindo por mais algum período para aumentar o valor da aposentadoria.

  • Calcular cenários futuros e evitar perda financeira.

  • Identificar períodos que podem ser reconhecidos (especial, rural, militar, trabalho no exterior etc.).

Muitas pessoas, sem orientação, pedem aposentadorias que não são as mais vantajosas, perdendo milhares de reais ao longo da vida.

A importância de contar com uma advogada previdenciarista

Apesar de parecer simples, o processo de aposentadoria envolve detalhes técnicos, interpretação da lei, conferência de documentos e cálculos complexos. Por isso, a atuação de uma advogada previdenciarista faz toda a diferença.

Uma profissional especializada pode:

  • Realizar o planejamento previdenciário completo.

  • Conferir e corrigir o CNIS.

  • Identificar direitos que o segurado desconhece.

  • Preparar toda a documentação e evitar exigências.

  • Acompanhar o processo no INSS e apresentar recursos se necessário.

  • Garantir que o benefício seja concedido no valor correto.

Diante das constantes mudanças legislativas, ter uma especialista ao lado assegura mais segurança, precisão e tranquilidade.

2026 exige preparação antecipada

Se você pretende se aposentar em 2026, comece agora:

  • Organize seus documentos.

  • Revise o CNIS.

  • Corrija inconsistências.

  • Busque orientação profissional.

  • Faça um planejamento previdenciário completo.

A aposentadoria é um direito, e cuidar dela com antecedência garante não apenas agilidade, mas também o recebimento do melhor benefício possível

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Juliane Penteado: é preciso esperar muito para obter uma revisão da aposentadoria?

19/12/2025 00h05

Juliane Penteado

Juliane Penteado

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Pedir a revisão da aposentadoria é um direito de todo segurado do INSS que acredita ter recebido um benefício calculado de forma incorreta ou com valor menor do que o devido.

De acordo com a Lei nº 8.213/1991 e o Decreto nº 3.048/1999, o INSS tem até 90 dias para analisar requerimentos administrativos, incluindo os pedidos de revisão.

Um acordo recente do Supremo Tribunal Federal (STF), fixou prazos mais claros para a análise dos pedidos administrativos.

No Tema 1066 da Repercussão Geral foi firmado um termo de compromisso entre o INSS, o MPF, a DPU e a União, definindo limites para a apreciação de requerimentos previdenciários.

O acordo determina que, mesmo quando houver necessidade de diligências complementares, como juntar documentos ou realizar perícias, o prazo máximo de análise deve ser de 45 dias.

Além disso, a cláusula 7ª do mesmo acordo trata da implantação de revisões judiciais, estabelecendo o prazo de 90 dias para cumprimento das determinações judiciais, prazo contado a partir da intimação regular.

Por que então, demora mais que o prazo estabelecido na lei?

O INSS recebe diariamente milhares de requerimentos, aposentadorias, auxílios, pensões e revisões, muito além da capacidade de análise imediata dos servidores. A demanda ainda supera a estrutura disponível, o que acarreta numa fila gigante.

Além disso, os pedidos de revisão variam muito em dificuldade. Alguns envolvem cálculos simples; outros exigem análises detalhadas de vínculos antigos, tempo especial, conversão de tempo rural ou documentos complexos.

Documentos incompletos são pontos cruciais. Quando o segurado não apresenta todos os documentos necessários, o processo é interrompido até a regularização.
O INSS pode emitir uma exigência, e enquanto o segurado não cumpre, o prazo fica suspenso.

A necessidade de perícia médica, nos casos que envolvem invalidez ou incapacidade, pode atrasar semanas ou meses, de acordo com a disponibilidade da agenda do INSS.

Por isso, quando o pedido administrativo é negado ou não é analisado em tempo razoável, o segurado pode recorrer à Justiça. Neste caso, o processo pode se prolongar por anos, especialmente se houver perícia judicial ou recursos. Uma advogada previdenciarista, neste casos, pode ser imprescindível.

Então, quanto tempo o processo leva?

Na prática, o tempo de análise de um pedido de revisão varia entre 6 meses e 1 ano, dependendo do tipo de revisão e da localidade da Agência da Previdência Social (APS) ou do juízo responsável.

Em casos simples e bem instruídos, a resposta pode chegar em poucos meses.
Já processos mais complexos, com necessidade de diligências ou perícias, podem ultrapassar 12 meses.

Acompanhe o andamento da revisão

Desta forma:

  1. Acesse meu.inss.gov.br ou baixe o app “Meu INSS”;

  2. Faça login com a conta gov.br;

  3. No menu, clique em “Consultar Pedidos”;

  4. Localize o protocolo referente à revisão da aposentadoria.

É possível verificar se o pedido está em análise, se há exigências pendentes ou se já foi concluído.

Não se esqueça de consultar com frequência, para que não deixe de cumprir nenhuma exigência e tenha o processo arquivado.

E se demorar muito?

Neste caso, consulte a:

Ouvidoria do INSS e registre uma reclamação. Isso pode ajudar a destravar o processo, chamando atenção para a demora.

Se houver excesso de prazo, é possível ingressar com um mandado de segurança para obrigar o INSS a analisar o pedido. Essa ação não decide o mérito da revisão, mas garante uma resposta.

Ainda, se o pedido for negado ou analisado incorretamente, o segurado pode entrar com uma ação judicial de revisão.

Atenção, segurado!

  • Organize todos os documentos antes de pedir a revisão;

  • Acompanhe pelo Meu INSS;

  • Conte com uma advogada previdenciarista (no escritório temos várias) ;

Enfim, mesmo que a lei determine que o INSS tem até 90 dias para analisar pedidos de revisão, na prática o prazo raramente é respeitado.

Com acompanhamento de uma advogada previdenciarista e organização, é possível evitar atrasos desnecessários e garantir que o direito à revisão seja reconhecido da forma mais rápida possível.

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