O Governo Federal continua apostando contra as leis da economia. Para o atual ministro da fazenda e a atual ministra do planejamento os ajustes não existem na verdade, são peças fictícias de um jogo de palavras, ou seja, prometem, mas não fazem.
A última entrevista da ministra Simone Tebet deixou bem claro isso, com uma retórica lulesca que os números estão positivos e que nunca na história deste país os resultados macroeconômicos foram tão positivos, ela afirma que o ajuste fiscal deve ser feito no próximo governo.
O governo já sabe que perdeu as rédeas, e que não conseguirá segurar a inflação, baixar juros e ajustar as contas públicas sem atacar os privilégios que o próprio governo criou, e, fazer uma ruptura nesta dinâmica atual é fechar o caixão do paciente que está na UTI.
O estelionato eleitoral está dado, as propostas e promessas de campanha foram esquecidas, não dá pra pagar tudo, desde as promessas de nova indústria, transição energética, meio ambiente, educação, investimentos em ciência e tecnologia, e melhoria do bem estar da população, todos foram sufocados por gastos sem planejamento, concentrado em salários públicos, empresas públicas, eventos, inchaço de agencias, fundos, e um sistema de aumento de impostos com aumento de arrecadação que foi do MEI até os super fundos. Qual o efeito? mais tributação, mais juros e mais inflação.
Piorou a vida das pessoas, bem no momento que o mundo passa por incertezas e temos nova oportunidade de se desenvolver a partir das nossas capacidades e vantagens comparativas, mais um mandato perdido, e, com sequelas graves.
Inflação:

Ipca-15 de março ficou em 0,64%, abaixo da expectativa de mercado de 0,70%. Em 12 meses, a inflação segue em alta e acumula 5,3%. Os dados qualitativos vieram mistos, a média dos núcleos desacelerou levemente para 0,47%, mas serviços subjacentes seguem em alta em 0,67%. O momento ainda é de cautela e uma queda mais consistente da inflação depende de uma desaceleração maior da economia e do mercado de trabalho. Mantemos nossa expectativa de mais uma alta de 50bps na taxa Selic na reunião em maio.
Carga Tributária

Governo divulgou a estimativa de carga tributária para 2024 que chegou no maior patamar da série (revista) desde 2010, 32,3% pela nova metodologia (seria 34,4% pela antiga, incluindo FGTS e outros).
O aumento recorde de 2 pp na tributação em apenas um ano, cerca de R$240bi, não foi suficiente para chegarmos ao superávit primário. Governo arrecada mais, mas gasta mais.
Com mais impostos e mais inflação, não deveria ser surpresa a baixa popularidade do governo.
O respeito e o estudo da Teoria Econômica é fundamental.