Opinião

CLÁUDIO HUMBERTO

"Sou um bom produtor de notícias"

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, destacando seus préstimos de garantir manchetes

“Sou um bom produtor de notícias”
Rodrigo Maia, presidente da Câmara, destacando seus préstimos de garantir manchetes

PSB pede e STF cria no Rio ‘protetorado’ do tráfico
A liminar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, a pedido do PSB, proibindo operações policiais em favelas do Rio de Janeiro durante a pandemia, provocou indignação entre policiais que arriscam a vida enfrentando o crime organizado. A impressão é que foi criado uma espécie de “protetorado do tráfico”, onde o poder público está impedido de fazer operações policiais contra bandidos por longo período.  

Sem prazo para acabar
A pandemia pode durar meses no Brasil, talvez até 2022. A decisão de Fachin veda operações policiais nas favelas enquanto houver covid-19.

Cortina de fumaça
A doença impede a polícia de fazer seu trabalho, mas não os bandidos, que estão livres para atuar. Não há precedentes na História.

Sem mais
Questionados, o PSB não contou a serviço de que ou de quem está sua inciativa. Fachin também não explicou o prazo vago da sua liminar.

Estão de olho
Esse “salvo-conduto” sem prazo para acabar, que proíbe a polícia de agir no morro, foi celebrada em bailes funk com vivas às gangues do tráfico.

Avaliação do governo subiu só 1,3% após o vídeo
Levantamento nacional do instituto Orbis para o site Diário do Poder e esta coluna revela que a avaliação do governo Jair Bolsonaro melhorou apenas 1,3%, subindo para 31,1%, após a divulgação, pelo Supremo Tribunal Federal, do vídeo da reunião ministerial em que o presidente aparece falando palavrões. A pesquisa, entre 3 e 5 de junho, mostra por outro lado que avaliação negativa (ruim e péssimo) do governo se encontra em 52,5%. Na pesquisa anterior, de 22 de maio, era de 52,6%.

Menos regular, mais positivo
Na pesquisa Orbis de maio, a avaliação regular do governo era de 15%. Quase duas semanas depois caiu para 13,7%.

Decisão
Em relação à apreensão do celular do presidente, analisada e rejeitada pelo STF, 45,6% dos entrevistados dizem que o Judiciário tem razão.

Dados da pesquisa
O Orbis entrevistou 4.032 brasileiros entre 3 e 5 de junho. A margem de erro da pesquisa é de 1,54%, com 95% de confiança.

Até tu, Papa?
Até o Papa Francisco reproduziu a fake news de que morre uma pessoa a cada minuto no Brasil por covid-19. Os números reais de óbitos em 24 horas correspondem a menos da metade da fantasia que ele difundiu.

Proteção de dados primeiro
O líder do governo no Senado, Eduardo Gomes (MDB-TO), disse ontem que o projeto contra fake news não pode ser votado antes de entrar em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados.

Insegurança jurídica
Apesar do Supremo Tribunal Federal haver confirmado a competência de prefeitos e governadores para definir critérios de isolamento, a 7ª Vara de Fazenda do Rio de Janeiro meteu a colher e alterou a flexibilização.

Sem holofotes, não dá
Defensores públicos querem impedir a implantação das audiências de custódia virtuais, em análise no CNJ. Ignoram a pandemia e a evolução tecnológica para alegar que é “grave retrocesso nos direitos humanos”.

Pré-adiada
O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, disse que há consenso de que em “agosto, setembro, a curva [da pandemia] pode ser descendente”. Ele endossaria o adiamento por algumas semanas.

Maioria quer adiar
Enquete do Diário do Poder, com mais de 1.600 leitores, mostra que a maioria (55,9%) é a favor de adiar as eleições municipais de outubro: 25,3% quer adiar para novembro ou dezembro, 9,4% para o ano que vem e 21,2% querem unificar as eleições, adiando o pleito para 2022.

Dados de 2019
No Planalto, a expectativa é de aprovação sem ressalvas das contas do governo no Tribunal de Contas da União. Relatado pelo ministro Bruno Dantas, o julgamento começa nesta quarta, virtualmente.

Censura com aviso prévio
Projeto do deputado Mario Negromonte Jr (PP-BA) cria regras para retirar conteúdo da internet. Para “proteger” a liberdade de expressão, a ideia é “prévia informação” da remoção. E ainda diz combater a censura.

Pensando bem...
...a mesma imprensa que fez piadas sobre “ressurreições” é a que cobra solidariedade dos governantes para com as famílias.

PODER SEM PUDOR

O deputado que falava japonês
Deputado estadual do PTB de Minas, Saulo Diniz queria abrir a Usiminas a investidores japoneses. O governador Bias Fortes condicionou seu apoio à ida de uma delegação japonesa a Minas. No dia da audiência, Saulo Diniz traduzia a conversa dos japoneses. Bias ficou admirado: “Sabia de suas qualidades, mas não imaginava que falasse japonês...” Não falava. Reza a lenda que ele juntou três japoneses no cinturão verde de Belo Horizonte, vestiu-os de paletó e gravata e levou-os à audiência. Mas manteve a pose: “Meu irmão comunista, muito culto, sabe idiomas e me ensinou alguns...”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

 www.diariodopoder.com.br

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Por Juliane Penteado Santana Advogada previdenciarista há mais de 25 anos e professora de Direito Previdenciário

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