Opinião

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"O cenário no Brasil é bastante sombrio e precisa de vacinas e de protocolos de tratamento para ontem"

de LUDHMILA HAJJAR // médica, que recusou convite para ser ministra da Saúde

Ana Karla Flores

17/03/2021 - 05h00

“O cenário no Brasil é bastante sombrio e precisa de vacinas e de protocolos de tratamento para ontem”,  de LUDHMILA HAJJAR // médica, que recusou convite para ser ministra da Saúde.

Depois de cogitar Ludhmila Hajjar nome favorito do Centrão e de ministros do Supremo Tribunal Federal para substituir Eduardo Pazuello para o Ministério da Saúde, Bolsonaro já tem seu escolhido. 

Mais: trata-se do médico cardiologista, Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Queiroga foi indicado por Flávio Bolsonaro, que não gostava da possibilidade de Hajjar assumir a pasta.

In – Outono: azul profundo

Out – Outono: azul grisaceo

Enchendo o cofrinho

Enquanto aguarda a estreia da série Maldivas, da Netflix, que teve suas gravações paralisadas por causa da nova onda de covid-19, Bruna Marquezine, 25 anos, continua faturando com as campanhas publicitárias. 

Ela foi escolhida novamente para ser a garota-propaganda da coleção outono/inverno da Arezzo. E entre uma campanha e outra aproveita para curtir uns dias de descanso. 

Outro dia discutiu com seguidores porque foi flagrada saindo da praia sem máscara. Depois se arrependeu pelo tom que usou e pediu desculpa e disse que sabe da importância do uso da máscara e que seu pai tinha passado o réveillon internado com o vírus. 

Mais: sua vida pessoal também vai muito bem, mesmo sem assumir o namoro, troca várias declarações trocadas com o Enzo Celulari, filho de Edson Celulari e Cláudia Raia.

Cargo no Exterior

Eduardo Pazuello já tem seus próximos passos traçados. Ele deverá voltar aos quadros do Exército, de onde se licenciou em maio do ano passado para assumir, primeiro interinamente o cargo no governo, passaria ainda por um período na ativa em seguida, iria para a reserva, com a promessa de ser nomeado para um cargo no exterior. 

Sua demissão e passagem para a reserva são aguardadas pelo Exército há meses. Várias vezes oficiais fizeram chegar ao ex-ministro o desejo do Alto Comando de que ele passasse para a reserva. 

O general sempre resistiu, ignorando a opinião generalizada que sua permanência no cargo e no Exército era fonte do aumento do desgaste da imagem da Força. 

O fato de ter levado para sua equipe direta mais de 20 militares aumentaram o desconforto em relação ao general em muitas ocasiões, chegava a trabalhar vestido com a farda camuflada. 

Sem falar em situações quando aparecia ao lado de Jair Bolsonaro dizendo que sua função era obedecer. Pazuello se tornou alvo de piadas e críticas no país e no exterior.

Sem neuras

A dançarina e ex-chacrete Rita Cadillac, 66 anos, garante que está de bem com a vida e não tem problema com sua idade e que ama sua aparência. 

“O passar dos anos nunca foi um problema pra mim e não deveria ser para mulher alguma. Sempre me achei sensual. O que mudou foi a forma de me expressar e me apresentar. Claro que não tenho mais - e nem poderia ter - aquele corpinho dos meus 25 anos, mas jamais deixei de me olhar no espelho e de amar a mulher que vejo todos os dias”. 

Solteira ela é a mais nova usuária do aplicativo OnlyFans, que é destinado somente ao público adulto (por causa do conteúdo onde é permitido troca de vídeos e fotos reveladoras). O aplicativo é pago.

Na caserna

Enquanto Bolsonaro enquadrava Pazuello para que contestasse benefícios do isolamento e o uso de máscaras, pregasse o uso do kit preventivo – como cloroquina – os militares investiram nas práticas que seguem a orientação da Organização Mundial da Saúde e de toda a comunidade cientifica. 

Não se dá um passo nos quartéis sem ver álcool gel, o uso de máscaras é obrigatório, os postos de trabalho obedecem ao distanciamento e home office é mantido na medida do possível.

Só um

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), em novembro, em Glasgow, já provoca trombadas no governo. O vice Hamilton Mourão, à frente do Conselho da Amazônia, pretende participar do evento. 

E Bolsonaro planeja enviar apenas Ricardo Salles, do Meio Ambiente, cuja imagem no exterior, nesse setor, não é das melhores.

Entregadores

Levantamento sobre o trabalho dos entregadores por aplicativos no Brasil, feito pelo Núcleo de Estudos Conjunturais da Universidade Federal da Bahia, revela que quase um terço (30,1%) iniciou nesse ramo durante a pandemia da covid-19 e têm a atividade de entrega como sua ocupação principal e 70,5% trabalham seis ou sete dias por semana. 

Desses, 68,5% têm uma jornada de nove ou mais horas por dia. além disso, durante a pandemia, 47,9% tiveram seus rendimentos menores do que o salário-mínimo. São majoritariamente jovens, entre 18 e 30 anos e negros. 

BEM ABAIXO

Em novembro de 2020, a reforma trabalhista completou três anos. Para sua aprovação, uma das justificativas era oferecer mais oportunidades aos jovens, o que não ocorreu. 

A partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no período entre novembro de 2017 e setembro de 2020, é possível aferir que foram gerados 286,5 mil postos de trabalhos, bem abaixo da previsão de gerar mais de 6 milhões de empregos no país, como anunciado na época pelo ministro Henrique Meirelles.

Índice 

O cenário do desemprego elevado e a inflação alta vai continuar nos próximos meses, uma combinação que tende a pressionar ainda mais a popularidade do presidente Jair Bolsonaro. 

Composto pela taxa de desocupação e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em 12 meses, o índice da miséria calculado pela MB Associados, se aproxima de 20 pontos, o nível mais alto desde setembro de 2016. 

Em fevereiro, o indicador ficou em 19,8 pontos, considerando IPCA acumulado de 12 meses e por uma taxa de desemprego de 14,6% (número do IBGE para dezembro).

TEMPORÁRIOS

Nos últimos anos, especialmente em 2020, o governo federal reduziu muito as contratações de servidores federais que quando necessárias se concentram no preenchimento de vagas temporárias. 

De 2016 para 2020, o número de ingresso de trabalhadores teve recuo de 42,11% passando de um total de 79.397 para 45.976. São dados do Ministérios da Economia. As vagas preenchidas por meio de concurso público caíram de 23.446 em 2016 para 6.699 em 2020.

Faz parte

A médica Ludmila Hajjar, que não aceitou convite para ser ministra da Saúde, contou a Bolsonaro que foi alvo de ameaças de morte e se assustou com os ataques que recebeu nas redes sociais, mas não foram esses motivos que a fizeram desistir do cargo. Fora as tentativas de invasão de seu quarto num hotel em Brasília. 

Bolsonaro ouviu o relato e limitou-se a dizer que “faz parte”.

Comercial

Está no ar um comercial da Assembleia Legislativa de São Paulo enaltecendo o trabalho de deputados e deputadas. A casa cortou 30% do salário dos parlamentares, 40% da verba de gabinete e destinou R$ 320 milhões ao combate do coronavírus. 

Não fala dos R$ 30 milhões pagos por obras de infraestrutura, entre as quais a reforma de um jardim na garagem e espaço de convivência no subsolo, ao custo de R$ 822 mil. A modernização dos plenários custou outros R$ 2,9 milhões. 

LOTERIA ESTADUAIS

Governos estaduais se movimentam para lançar suas loterias, seis meses após o STF ter liberado essas operações, nacionalmente exploradas pela União. 

No ano passado, as loterias da Caixa arrecadaram R$ 17,1 bilhões em apostas – um recorde histórico e que representa um crescimento de 2,35% em relação a 2019. A Mega-Sena é a mais procurada, responsável por 40% do total arrecadado.

MISTURA FINA

  • O BANCO Mundial já teria pedido ao Itamaraty a substituição do ex-ministro Abraham Weintraub como representante do Brasil na instituição. Os próprios funcionários do banco solicitaram que Weintraub seja investigado por disseminar informações falsas sobre a pandemia e falar sobre a cena política brasileira. 
  • MALGRADO a iminente inclusão no Programa Nacional de Desestatização e a vontade do ministro da Comunicação, Fábio Faria, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) tem um adversário, o maior de todos: o próprio Bolsonaro, que no passado queria extingui-la. Ele anda muito satisfeito com a exposição que tem na TV Brasil (audiência zero) e acha que a estatal pode ser de muita utilidade em 2022.
  • O CARRINHO de compras está cada vez mais caro e levantamento feito pela Rain & Company mostrou que 25% dos consumidores estavam migrando para produtos mais baratos e 18% afirmaram ter comprado tamanhos mais econômicos. A cesta de consumo ficou 25% mais salgada em doze meses acumulados até janeiro. Na cesta 35 produtos de alimentos e itens de limpeza.
  • NAS reuniões com a sua equipe, o secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercado, Diogo Mac Cord, tem demonstrado entusiasmo com a possibilidade de privatização dos Correios neste ano. Entre seus próprios auxiliares, a leitura é que Mac Cord não aposta uma ficha na venda da Eletrobras.
  • BOLSONARO voltou a falar com parlamentares sobre a cisão do Ministério da Justiça e a recriação da Pasta da Segurança Pública. Mas nem o Centrão leva mais o negócio a sério. O projeto virou item da reforma ministerial. Quando não sabe o que dizer, Bolsonaro tira a proposta do bolso.
  • A EXEMPLO da indústria automobilística, os fabricantes de máquinas agrícolas sofrem com a falta de peças. Segundo executivos do setor, alguns modelos de tratores não voltam a ser produzidos em menos de seis meses.
  • NA conversa que tiveram na semana passada, Lula e o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, falaram sobre a ideia de uma conferência virtual entre líderes da esquerda da América Latina. Participariam nomes como Alberto Fernández, Evo Morales e Rafael Corrêa.
  • O PREFEITO Eduardo Paes quer assumir os terrenos onde estão instalados a Cobal de Botafogo e do Leblon, esta última praticamente desativada. Dona das duas áreas, que abrigam o complexo de mercados e restaurantes, o Ministério da Agricultura não diz nem que sim, nem que não.

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