Todos os dias, há uma enxurrada de gráficos e números sendo apresentados por veículos de comunicação, esse movimento aumentou exponencialmente pós pandemia.
Com dados e informações da quantidade de casos de Covid-19, óbitos, casos recuperados, número de vacinas que chegam aos estados e número de vacinados, diariamente recebemos essas publicações que mostram a dinâmica numérica da pandemia.
A pergunta é: como utilizamos esses dados e quais decisões são realizadas?
Para empresas públicas, ou seja, governos federais, estaduais e municipais, as decisões seguem um tradeoff, expressão utilizada em economia para dizer que existe um “conflito de escolha” para o gestor, principalmente o gestor local.
Mas eu digo, passado um ano de pandemia, não deveria existir esse conflito, pois a curva de aprendizagem para a tomada de decisão deveria estar formada e sólida. Não é o que está acontecendo.
Organizaram os dados, criaram planilhas e sistemas de monitoramento, apresentam diariamente os resultados de internações e número de leitos.
Fizeram só o primeiro passo, e esse passo é insuficiente. Para quem faz análise de dados, sabe, que a parte analítica é a mais importante, é ela que apresenta a situação de forma estratégica, dinâmica e correlacionada com os pontos de atenção e decisão. Chamamos de riqueza inexplorada.
As empresas privadas mais inteligentes por sua vez, já entenderam essa dinâmica, tem em suas equipes, Cientistas de Dados capazes de analisar dados, imagens, comportamentos, padrões de consumo, padrões de vida e extraem dos dados estratégias para tomar decisões, que podem ser moldadas conforme a curva de mudança do comportamento do cliente. Isso é riqueza explorada.
Uma análise simples do Google mostrou onde as pessoas começaram a comprar antigripais com maior frequência e fora dos padrões normais na China, lá era a cidade onde tudo começou em 2019.
Menos um dia para acabar a crise.