Faltando apenas 73 dias para o início das Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio, o governo federal tomou uma atitude surpreendente. Aceitou que a delegação brasileira fosse imunizada por vacinas cedidas pelo COI.
Mais: são 1500 pessoas, entre atletas, comissão técnica e jornalistas envolvidos na cobertura dos Jogos. A China ofereceu vacinas para todos os atletas que disputarão as Olimpíadas. A vacinação começará dia 14 de maio
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Out – Chocolate branco
Mesmo tamanho
Capa da revista Glamour Brasil, a atriz, apresentadora e youtuber, Giovanna Ewbank, comemora o “Mês das Mães” de uma forma diferente. Apesar de ter dois filhos adotados Titi e Bless, passou o primeiro Dia das Mães com seu filho biológico Zyan, de 10 meses. E explicou que o amor que sente pelos três filhos é igual, só se expressa diferente.
“Acho que toda mãe tem esse medo. Foi a primeira coisa que falei na terapia quando descobri a gravidez: “como dar conta de tanto amor?”. O Bless estava há quatro meses no Brasil, ainda não falava minha língua. Estávamos construindo essa relação, eu tentando criar um ambiente seguro para ele.
No fim, a gestação nos ajudou nesse processo, pois fomos descobrindo juntos os caminhos, com mais foco. E a terapia me fez ver que esse amor, que tem o mesmo tamanho, se manifesta de formas diferentes, porque as nossas identificações e as coisas que curtimos juntos são diferentes. Cada relação é única”.
Manias na CPI
Enquanto Bolsonaro continua aparecendo em aglomerações com seguidores sem máscaras e repetindo sempre que “essa máscara já encheu o saco”, na CPI da Covid todo mundo se comporta e ninguém se atreve nem a falar sem máscara.
Tomar um copo de água, com máscara pendurada, é um ritual rápido entre integrantes da comissão – e mesmo depoentes. Alguns tem manias: Luiz Henrique Mandetta trocou pelo menos três vezes de máscara durante seu depoimento (ele quer depor novamente porque “tem mais coisa para contar”).
O presidente da CPI, senador Omar Aziz, passa álcool em gel na sua máscara sempre que um assessor se aproxima para passar alguma informação. Renan Calheiros também tem máscaras de reserva.
Continua trabalhando
Aos 75 anos, a eterna garota de Ipanema, Helô Pinheiro, ainda não parou de trabalhar. Ela apresenta o Alô Helô, no Brasil TV, continua modelando para sua grife e para outras marcas de moda.
“Ainda dou muitas entrevistas para vários lugares do mundo sobre ter inspirado a música”. Por falar na música, ela adorou a nova versão e a homenagem de Anitta.
“Adorei ser homenageada por ela. É sempre bom ser homenageada em vida. Eu adoraria ter participado do clipe. Seria uma oportunidade de mostrar que pessoas com idade também podem ter esse espaço”.
Sem chance
Ainda Luiz Henrique Mandetta: sua participação na CPI da Covid, quando revelou que Bolsonaro queria mudar a bula da cloroquina e colocar que funcionava para combater coronavírus, não provocou grandes oscilações em suas intenções de votos nas pesquisas de opinião com nomes de presidenciáveis.
Mandetta tem ficado entre 3 e 5 pontos percentuais, quase empatado com João Doria. Pessoalmente, ele já está convencido de que tem poucas chances e trabalha para ser o “vice ideal”.
Fã
Em sua passagem pela CPI da Covid, Luiz Henrique Mandetta confessou ser fã da cantora Anitta. Perguntado sobre o uso do vermífugo Annita no combate à covid-19, o ex-ministro condenou a prática e emendou: “Pelo menos, o nome é bom”. Os senadores concordaram, às gargalhadas.
Traição
Jair Bolsonaro tem soltado um festival de palavrões para se referir a Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. Ele acha que Pacheco não está movendo uma palha para evitar a convocação de Carlos Bolsonaro pela CPI da Covid.
No passado, o senador já foi acusado de rifar Michel Temer e foi Bolsonaro que tratou de empurrá-lo à vitória no Senado, enterrando o rótulo de “traidor”.
Cloroquina
O Ministério da Saúde – e já na gestão de Marcelo Queiroga – seguiu distribuindo para a rede pública hidroxicloroquina como política de combate ao coronavírus (o remédio é ineficaz para tratar a doença).
Entre março e abril foram entregues 127,5 mil comprimidos aos municípios de Limeira e Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Em São José do Rio Preto, a primeira-dama Michelle Bolsonaro posou com caixas em tamanho aumentado de medicamentos do “tratamento precoce” entre eles, hidroxicloroquina. Era um evento de distribuição de cestas básicas.
Anistia
O governo prepara uma dança de cadeiras na Comissão de Anistia. Ao menos três conselheiros poderão ser trocados antes da próxima reunião do colegiado, em junho. O governo está insatisfeito com o ritmo dos trabalhos.
O presidente da Comissão, João Henrique Nascimento de Freitas, esforça-se para não ser degolado. Só na próxima sessão serão apreciadas 800 petições. O órgão soma cerca de três mil processos pendentes.
Exemplo
A bancada anti-Bolsonaro na CPI da Covid estaria sendo orientada a mencionar o triste episódio da morte do ator Paulo Gustavo como exemplo de negligência do governo na compra de vacinas.
Nenhum falecimento pela doença provocou uma comoção tão grande no país quanto a do humorista. Jornais, revistas e emissoras de televisão, notadamente a Globo, continuam apresentando matérias em volta do universo do humorista e até já adotaram uma frase dele como mote.
Prisão
O governo trabalha com a informação de que a CPI da Covid tenta criar um pretexto para decretar a prisão do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que deve depor no próximo dia 19. O objetivo seria desmoralizar o general e o próprio governo.
O próprio Pazuello também tem essa informação e trabalha para obter no STF um habeas corpus preventivo para depor como investigado, com direito de não abrir a boca.
Na contramão
O Planalto sabe que se Pazuello for considerado culpado, poderá ter muitos respingos em Bolsonaro. Só que um ex-membro do Planalto está indo em direção contrária.
O ex-secretário de Comunicação da presidência, Fabio Wajngarten (um dos depoimentos mais aguardados) tem espalhado que tem uma carta de Carlos Murillo, presidente da Pfizer na América Latina, que comandou a filial brasileira até janeiro que prova que foi Eduardo Pazuello que não teria aceitado a compra do imunizante.
Na carta, Murillo teria agradecido o empenho de Wajngarten pela compra do imunizante, mesmo sem sucesso.
Não quer
O presidente Jair Bolsonaro ainda está escolhendo o nome para substituir Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal, que se aposenta no próximo mês. Dois nomes favoritos de integrantes da Forças Armadas foram descartados pelo Capitão.
O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Filho, e o desembargador Thompson Flores eram os favoritos das Forças Armadas. Vale lembrar que Augusto Aras, procurador-geral da República, que também sonhava com a vaga, é praticamente carta fora do baralho.
Série
João Doria, governador de São Paulo, está pretendendo produzir uma série documental em uma plataforma de streaming sobre a guerra travada para imunização em São Paulo. Seguiria na esteira do sucesso de A Corrida das Vacinas, em cartaz na Globoplay.
Já teria até nome: O estadista da pandemia. Doria também estuda edição de um livro, contando com a sua narrativa o que foi o épico da vacinação contra a covid-19. O objetivo é marcar sua imagem como a do verdadeiro “anti-bolsonaro”.
MISTURA FINA
- UM recente levantamento feito pela Paraná Pesquisas mostrou que as Forças Armadas ainda é a instituição federal que mais gera confiança aos brasileiros, 32,6%. Em segundo lugar – surpresa – está o Supremo Tribunal Federal com 18,2% das opiniões. E completando o pódio está a Presidência da República com 14,8% das opiniões. Depois, em sequência, vem Ministério Público (12,1%), nenhuma (11%), não sabe (6%), Senado (2,8%) e Câmara dos Deputados (2,6%).
- O MINISTRO Dias Toffoli tem feito a cabeça do ministro Kássio Nunes em julgamentos relevantes do STF, a exemplo do recente voto favorável à suspeição de Sérgio Moro. A relação entre eles é cordial e Nunes não rejeita conselhos de Toffoli em outros processos.
- QUEM municiou Bolsonaro com a ideia de que a China está se preparando para uma guerra bacteriológica, química e radiológica contra o planeta foi o filho Carlos Bolsonaro, hoje ocupando o lugar de “marqueteiro” e atuando ao redor da Secom. O Brasil, que se tornou uma pária global em razão das suas ações e omissões no combate à pandemia, virou piada internacional.
- EM Madrid, a governadora local, Isabel Dias Ayuso, arrasou nas eleições: vai poder governar o estado onde está a capital espanhola apenas com seu partido, o direitista PP e o apoio do Vox, de extrema-direita. Ela fez campanha negacionistas sabotando campanhas de isolamento social e chegou a dizer que o impacto da covid-19 se devia aos maus hábitos dos imigrantes.
- O CENTRÃO, mais precisamente o PSL, voltou a fazer pressão pela recriação do Ministério do Esporte, hoje um apêndice da Pasta da Cidadania, comandada por João Roma. O partido já tem até um nome para o cargo: o ex-nadador e deputado bolsonarista Luiz Lima.
- A CHACINA de Jacarezinho aconteceu apesar do STF ter proibido operações em favelas durante o transcorrer da pandemia do coronavírus. Além da brutalidade, a ação foi ilegal. O governador Cláudio Castro, que autorizou a investida, deverá prestar contas ao Supremo. Desobedecer ordem do tribunal é crime e pode resultar no afastamento do mandatário. Ou seja: mais um do Rio.
- HÁ quem diga que parece até que Jorge Oliveira ainda é ministro de Jair Bolsonaro. O ex-secretário geral da Presidência tem chamado a atenção de seus pares no TCU pelo empenho em acelerar o processo dos leilões da 5G. O Tribunal fez uma série de questionamentos ao Ministério da Comunicação que ameaçam atrasar ainda mais a licitação.