Muito além da questão ambiental, as queimadas também prejudicam a economia de Mato Grosso do Sul. No turismo, por exemplo, as notícias de incêndios na região do Pantanal e Bodoquena acabam influenciando no fluxo de turistas.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens de Mato Grosso do Sul (Abav-MS), Ney Gonçalves, as queimadas são ruins para o ecossistema e para o turismo. “Atrapalham um pouco sim, pois os turistas brasileiros não têm muito conhecimento da dimensão que é o Pantanal e quando ficam sabendo acham que é em toda a região. Infelizmente nos últimos anos temos que conviver com essa situação que, além de ser muito ruim para o ecossistema, é ruim para o turismo também”, explica.
Só no mês de julho, Corumbá registrou 303 focos de incêndio na região do Pantanal, enquanto em 3.750 hectares foram consumidos pelo fogo na região do Banhado do Rio da Prata, entre Bonito e Jardim.
“Tentamos alertar nossos associados que sempre mantenham os clientes informados da situação, pois como no ano passado, as áreas atingidas não foram áreas onde estão as pousadas do Pantanal. Em Bonito e Bodoquena não afetou as áreas que tem atividade turística. Isso não quer dizer que estamos todos preocupados”, pontua.
De acordo com Gonçalves, o momento é de conscientização sobre os riscos ambientais e econômicos das queimadas. “Nosso papel agora é de conscientização tanto para os moradores, quanto para os turistas que nos visitam”, frisa.