Opinião

Cláudio Humberto

"Reafirmo meu compromisso de bem e fielmente cumprir a Constituição e as Leis do País"

Augusto Aras após ser informado da recondução à Procuradoria Geral da República

Gabrielle Tavares

21/07/2021 - 08h11

‘Semipresidencialismo’ é para esconder o ‘fundão’

Não passa de uma manobra marota para tirar de pauta o pornográfico aumento do fundão eleitoral, o “debate” sobre a implantação no Brasil de um regime jabuticaba, o “semipresidencialismo”. 

O tema foi plantado na imprensa por deputados ligados ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), responsáveis pela proposta que tunga R$5,7 bilhões do bolso dos brasileiros para financiar suas próprias campanhas eleitorais. 

Lira até admitiu discutir a ideia, mas implantá-la só depois da eleição de 2026.

Cortina de fumaça

A mudança de regime nunca foi projeto de Arthur Lira, mas ele não se opôs à cortina de fumaça para fazer o país esquecer o “fundão”.

Bandeira de Maia

Semipresidencialismo era bandeira do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, que sonhava virar primeiro-ministro. Mas não tinha votos para isso.

Centrão enterrou

A proposta de Maia, segredada a esta coluna há 18 meses, foi sepultada pelo Centrão de Lira. Exatamente por ser uma bandeira do adversário.

Últimas notícias

Regime jabuticaba

“Semipresidencialismo” é lorota. Existe parlamentarismo com presidente protagonista, como na França, nomeando ministros da Defesa e Exterior.

Aras quase foi ministro, mas não havia opção à PGR

O nome de Augusto Aras foi seriamente considerado pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga de Marco Aurélio no Supremo Tribunal Federal. 

A questão é que havia várias opções que o agradavam, como o escolhido André Mendonça, e não havia ninguém que ele avaliasse melhor que Aras para a PGR. 

Até porque, como na primeira indicação, o procurador-geral não deverá enfrentar dificuldades para ser aprovado no Senado.

Agora, cessar-fogo

Augusto Aras terá agora um pouco mais de sossego: à medida em que se aproximava o fim do seu mandato, o tiroteio interno se agravava.

A guerra se sempre

Grupos políticos que sempre disputam o poder máximo na PGR vinham desenvolvendo uma espécie de “guerra de guerrilha” contra Aras.

Listas ignoradas

Bolsonaro ignorou pressão sindicalista por listas tríplices que sempre excluíram outras carreiras do MPU, como MPT, MPDFT, MPM etc.

Vacina invisível no Rio

Leitora do Rio tomou duas doses de Coronavac, no posto do Jóquei Clube, em 8 de abril e 3 de maio, mas no ConectaSUS a 2ª dose não foi registrada. Consta como não aplicada. No posto, dizem que o lote “não foi cadastrado”. Lote não cadastrado tem toda pinta de lote desviado.

Relações doentias

Como era de se esperar, já começou a romantização de traficante de favela do Rio que morreu trocando tiros com a polícia. Agora divulgam que a “santa” bandida pretendia voltar a frequentar igreja evangélica.

Boas novas

Bolsonaro nomeou para o TST ministros tão qualificados quanto ponderados. Amaury Pinto Junior foi desembargador e Alberto Balazeiro, procurador-geral do Trabalho, fortemente apoiado por Augusto Aras.

Mourão está fora

O vice Hamilton Mourão diz que não sabe estará na chapa de Bolsonaro. Mas sabe, sim. O presidente até o excluiu do processo decisório há mais de um ano. Mourão tenta se viabilizar ao Senado, no Rio Grande do Sul.  

Abalo nas finanças

A provável aprovação da PEC 108/19 vai abalar a receita de conselhos, que muitas vezes cobram mensalidades para sustentar projetos políticos. Prevê o fim da obrigatoriedade de filiação a entidades como OAB. Hoje no Brasil cerca de 30 conselhos arrecadam mais de R$3 bilhões anuais.

Caroço no angu

A alegação de troca de celular e “perda” de registros de “pressões” pela Covaxin leva a duas linhas de investigação: os irmãos mentiram ou destruíram conteúdo que os comprometiam. Por isso a Polícia Federal (PF) considera necessário investigar o deputado Luiz Miranda (DEM-DF).

Bezos começa com B...

A CPI deveria ficar de olho no bilionário Jeff Bezos. Tem gente achando que ele levou para o espaço, ontem, e deixou por lá, a “gravação-bomba” que comprometeria Bolsonaro no caso da vacina Covaxin.

Mestre da persuasão?

O governador do Maranhão, Flávio Dino, pediu “ajuda” José Dirceu para convencer o senador Weverton Rocha (PDT) a desistir da candidatura a governador. Faltou explicar o argumento utilizado pelo ex-presidiário.

Pesando bem...

...o recesso tem sido útil para que os políticos façam contas e estimem a fortuna que vão tirar do Tesouro Nacional para suas campanhas.

PODER SEM PUDOR

Insetos e políticas

Governador de São Paulo, Franco Montoro era conhecido pelas gafes, por confundir nomes e pessoas. Certa vez, em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, ele reconheceu um político do interior conhecido por Mosquito. 

Simpático, abraçou o homem e, após os cumprimentos, ficou em silêncio. Não se lembrava do nome, nem do seu município. Perguntou: “Como está sua cidade, Formiga?”

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Por Juliane Penteado Santana Advogada previdenciarista há mais de 25 anos e professora de Direito Previdenciário

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