A fabricante de celulares chinesa Xiaomi planeja abrir mais duas lojas físicas no Brasil – uma no Rio de Janeiro. Até agora, os asiáticos têm dois pontos de vendas no país, ambos em São Paulo.
Mais: recentemente, a fabricante chinesa ultrapassou a Apple em vendas, tornando-se a segunda maior vendedora de smartphones do mundo, atrás apenas da fabricante sul-coreana Samsung.
In – Floreira de chão
Out – Floreira de parede
Dublê de Ivete
A modelo e influenciadora digital Mari Gonzalez, 27 anos, ganhou notoriedade ao participar do Big Brother Brasil20. Mas sua estreia na TV foi em 2014 como Panicat.
Agora Mari faz novo voo, ainda mais alto. Estreou como apresentadora na cobertura de bastidores nas redes sociais do programa Música Boa ao Vivo, do Multishow, ao lado de Gominho e comandado por Ivete Sangalo.
“Trabalho há muito tempo e tudo o que eu conquistei é fruto de muita dedicação. Acho que esse convite é a confirmação de que estou fazendo as escolhas certas. Venho me preparando há muito tempo para este momento”.
Mari já conhecia Ivete antes. Ela era uma espécie de dublê da cantora. “Eu trabalhava numa agência de modelos e acabei sendo contratada para ser stand-in dela.
Eu chegava, por exemplo, num set em que ela iria fotografar e já marcava a luz com fotógrafo. Adiantava coisas para facilitar a agenda dela, que tem muitos compromissos entrelaçados. Temos um biotipo parecido”.
Guedes desidratado
A TV Brasil, que o presidente Jair Bolsonaro falou que iria extinguir logo no começo do governo, está preparando o lançamento de um jornal só com “boas notícias”.
Ou seja: todos os problemas (e tragédias) que assolam o país não terão lugar nesse noticioso (fome, pandemia, inflação e desemprego, só para começo de conversa).
Enquanto o novo jornal não chega, Bolsonaro tem dado entrevistas onde as perguntas são todas a favor do governo e ele tem o tempo que quiser para respondê-las.
Esta semana, ele falou durante 35 minutos e prometeu aumentar o Bolsa Família, estradas, distribuir terra e levar internet aos pobres. Era pura campanha eleitoral. A TV Brasil tem audiência zero.
Para quem tem memória curta: em 2017, na festa de Peão, em Barretos, Bolsonaro disse: “Para ser candidato a presidente tem que falar que vai ampliar o Bolsa Família, então vote em outro candidato. Não vou partir para a demagogia”.
Esta semana, o presidente afirmou que não pretende mudar o nome do Bolsa Família para Renda Cidadã, mas apenas aumentar o valor do benefício a partir de novembro. E emendou: “É pouco? Sei que é pouco, mas é o que a nação pode dar. Eu quero atender a população”.
Sonho distante
Começa hoje oficialmente os jogos olímpicos em Tóquio e com várias modalidades estreantes entre tantas skate, surfe e escalada esportiva, além da novidades das provas mistas.
Com grandes chances de medalhas no skate o Brasil contará com Leticia Bufoni que comemora o fato do esporte ter sido incluído nas Olimpíadas.
“Sabe aquele sonho que parece tão distante a ponto de duvidarmos se um dia ele vai acontecer? Ver o skate se tornar modalidade olímpica e participar dos Jogos era um desses para mim. Até pouco tempo atrás, muitas pessoas ainda não o consideravam um esporte de verdade.
Talvez por ser carregado de códigos e lifestyle de rua, ninguém entendia ou sequer imaginava que era preciso tanto treino de pista e academia, nutrição, fisioterapia, dedicação e estrutura para um atleta performar”.
Perde terreno
A saída de Luiz Eduardo Ramos da Casa Civil para a Secretaria-Geral da Presidência pegou o general da reserva de surpresa.
Ele durou pouco no cargo e sua remoção significa, de alguma maneira, perda de terreno dos militares. Ramos é amigo pessoal de Bolsonaro e não participou das articulações para a “pequena reforma” do ministério.
Não altera
Depois que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, revelou ser gay no programa Conversa com Bial há dias, a Paraná Pesquisas quis saber “se o fato de um candidato a Presidente da República ser gay, aumenta, diminui ou não altera sua vontade de votar nele?”, sabendo das intenções de Leite de ser candidato ao Planalto.
75,9% dos entrevistados disseram que não altera nada; 13,7% disseram que as chances diminuem; 5,8% que aumenta a intenção de voto; e 4,6% não souberam ou não quiseram responder.
Currículo 1
Ciro Nogueira, no governo Dilma Rousseff, foi convocado para resolver um problemão no Senado, que não queria aprovar o advogado Edson Fachin para o STF.
O opositor era Renan Calheiros, que queria emplacar outro nome. Nogueira ganhou o controle da Companhia de Desenvolvimento do Vale do Rio São Francisco (Codevasf) e outras regalias e a nomeação de Fachin passou com folga no Senado.
Agora, ele vai cuidar da aprovação de André Mendonça para o mesmo Supremo. E continua mandando na Codevasf. Na época de Dilma, também aprovou um medida provisória de ajuste fiscal. Era muito amigo dos petistas.
O QUE ESPERAR
Ao entregar tamanha fatia de poder a Ciro Nogueira, um dos expoentes do Centrão, o presidente Bolsonaro espera sua ação em diversas áreas: garantia de fim de mandato, reforço no bloco situacionista na CPI da Covid, pavimentação do terreno para reeleição, aprovação de emendas e projetos do Legislativo e até vitória do voto impresso (é mais difícil).
Flávia Arruda (PL-DF) será mantida na Secretaria do Governo e Ciro Nogueira deve acabar resolvendo problemas que ela acerta e os titulares dos ministérios não atendem.
Currículo 2
Onyx Lorenzoni teve uma péssima permanência na Casa Civil. Teve chance de apresentar serviço na crise da pandemia, mas o auxílio emergencial foi desenhado no Congresso.
Na Secretaria-Geral da Presidência deu vexame. Deu entrevista exibindo invoice da Precisa, fazendo ameaças às testemunhas da CPI e afirmando que era fraude um documento cujo original estava no site do Ministério da Saúde.
Agora, vai formular políticas para um país que tem 15 milhões de desempregados e seis milhões de desalentados. Ninguém acredita.
BALAIO
Onyx Lorenzoni, futuro titular da pasta de Trabalho e Previdência, nunca mostrou alinhamento com Paulo Guedes.
E sua prioridade será totalmente política: impulsionar a candidatura de Bolsonaro em 2022. Se a interlocução com o Congresso já é complicada, vai se criar um novo polo de articulações fora do Ministério da Economia e com prioridades próprias.
E no meio dos dois, o profissionalismo de Ciro Nogueira, que não permitirá quaisquer sombras à sua atuação.
22 ministérios
Com a efetivação do novo Ministério do Trabalho e Previdência (ou Emprego e Previdência), o bloco ministerial do governo Bolsonaro volta a ter 22 pastas.
Poderia ser 23, mas com a autonomia do Banco Central, Roberto Campos perdeu seu status de ministro.
Na campanha o presidente prometia que iria reduzir para 15 os 29 ministérios que recebia do governo de Michel Temer.
Salários
Na segunda edição do relatório com dados agregados das 46 estatais consta o valor dos salários dos principais executivos dessas empresas.
O maior valor é do general Joaquim Silva e Luna que chega próximo de três milhões de reais por ano com bônus. Depois , BB, BNDES, Caixa e BNB, com salários de presidente acima de um milhão de reais por ano.
Em seguida, Eletrobras, ainda com presidente ganhando um milhão de reais por ano. Na sequência, Pré-Sal Petróleo, Casa da Moeda, Telebrás e Finep, com salários superiores a R$ 600 mil por ano.
NAS ESTADAIS
O BNDES tem 4.219 empregados, mas paga 100% do plano de saúde de 10.034 pessoas, incluindo dependentes, o que custa R$ 177,3 milhões (valores do ano passado), segundo relatório da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia.
Em outras estatais a farra é colossal: nos Correios, paga-se R$ 1,5 bilhão pelo plano de saúde dos funcionários e dependentes – seus pais e avós.
MISTURA FINA
- ALÉM do desmembramento de mais secretaria do Ministério da Economia, Bolsonaro poderia também acertar sua filiação ao PP, partido de Ciro Nogueira. E mais do que isso, poderia até colocar de vice um nome da sigla. Pelo menos, é o que figuras próximas de Nogueira tratam de espalhar.
- BARRADO no PTC, Abraham Weintraub foi sondado pelo Patriota para disputar a eleição do governo de São Paulo. O assunto já desperta fissura dentro da legenda. O presidente o Patriota, Adilson Barroso, o mesmo que queria filiar Bolsonaro seria favorável à chegada de Weintraub, mas enfrenta rejeição do vice-presidente Ovasco Resende, o mesmo que, com outras lideranças da sigla, não topava ver Bolsonaro lá.
- CARLOS Bolsonaro, filho e “marqueteiro” do presidente, está se dedicando a uma tarefa prioritária: reconstruir a blogosfera bolsonarista. Alguns de seus mais importantes representantes foram atingidos pelo inquérito da fake news a cargo do STF.
- NOS 35 minutos que falou na TV Brasil na segunda-feira (19) à título de “entrevista exclusiva”, Bolsonaro tratou de fazer promoção pessoal num verdadeiro palanque eletrônico, onde podia falar o tempo que quisesse. No final, satisfeito pelas perguntas (acertadas previamente) não resistiu à generosidade da emissora: “Eu podia falar todo dia aqui”. E já está pensando em repetir a dose nos próximos dias.
- SENADORES começam a debater a possibilidade de aprovação de uma lei que estabeleça idade mínima de 50 anos para que uma pessoa possa ser indicada ao Supremo. E também a ideia de fixar um mandato de dez anos para que o magistrado permaneça no cargo. André Mendonça tem 48 anos e Kássio Nunes Marques, também indicado por Bolsonaro, tem 49 anos.
- O MINISTRO Dias Toffoli tem se empenhado na tentativa de reaproximar os ministros Gilmar Mendes e Kássio Nunes. As relações entre eles naufragaram depois que Nunes votou pela imparcialidade de Sérgio Moro nos processos contra Lula. Há quem aposte que Toffoli está se esforçando numa missão que tem pouca chance de dar certo.
- VICE-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM) anda espalhando que pode se lançar candidato à Presidência da República só para antagonizar mais com Bolsonaro. Ele se tornou alvo do bolsonarismo – e do próprio presidente – nos últimos dias. Os mais chegados apostam que é apenas “balão de ensaio”. Ramos também repete que está esperando uma vacância na presidência da Câmara para assumir e olhar melhor os pedidos de impeachment de Bolsonaro.