Opinião

Giba Um

"Essa cena patética mostra apenas a ameaça de um fraco que sabe que perdeu"

de OMAR AZIZ (PSD-AM) // presidente da CPI da Covid, diante do desfile militar na Esplanada no dia que o voto impresso foi derrubado.

Thais Libni

12/08/2021 - 05h00

Alemanha, Bélgica e Holanda ficaram debaixo d’água nos últimos tempos. A população mundial que sofre com enchentes aumentou nas últimas décadas e a situação pode piorar mais com as mudanças climáticas em ação. 

Mais: de 2000 a 2015, entre 255 e 290 milhões de pessoas foram afetadas por inundações no planeta. 

A proporção da população da Terra exposta aos alagamentos aumentou mais de 20%, segundo pesquisa da revista Nature.

In – Sapatos femininos: salto geométrico

Out – Sapatos femininos: salto taça

Quase quarenta

Prestes a completar 40 anos (4 de setembro) Beyoncé está na capa da Harper’s Bazaar onde falou de vida pessoal, planos para futuro e fez uma revelação surpreendente. 

Em primeiro ela disse que com a nova idade quer sentir a mesma liberdade que sente nos palcos e que está numa idade de quebrar regras. 

“Eu segui todas as regras por décadas, então agora posso quebrar as regras que precisam ser quebradas”. 

E surpreendeu ao revelar que tem uma plantação de canabidiol (maconha) em sua casa. “Eu descobri o canabidiol em minha última turnê e experimentei seus benefícios para dor e inflamação. 

Ajudou nas minhas noites agitadas que não conseguia dormir. Encontrei propriedades curativas no mel que beneficiam a mim e a meus filhos. 

E agora estou construindo uma fazenda de cânhamo e mel. Eu até tenho colmeias no meu telhado”. Revelou também que aprendeu a cuidar da saúde mental. Beyonce está em estúdio finalizando seu próximo CD.

“Bolsa farelo”

Em seus tempos de deputado federal, Jair Bolsonaro era um crítico ácido do programa instalado no governo Lula, Bolsa Família. Em 2010, seu penúltimo mandato como deputado chegou a chamar o Bolsa Família de “Bolsa Farelo”, afirmando que manteria o PT no poder Executivo. 

Segundo Bolsonaro, os eleitores que recebessem a parcela do programa, estaria contribuindo com o “voto cabresto”. No governo Dilma, ele voltou ao ataque e sugeriu um “ponto final” ao projeto. 

Esta semana, o presidente entregou uma MP que prevê reajuste de 50% no benefício e impôs novo nome: Auxílio Brasil. 

Bolsonaro continuou seus ataques até na campanha de 2018. “Para ser candidato a presidente tem de falar que vai ampliar o Bolsa Família, então vote em outro candidato. 

Não vou partir para a demagogia e agradar quem quer que seja para buscar voto”. É exatamente o que fez agora. 

Em entrevista à TV Record, defendeu o programa e confirmou que, se ganhasse as eleições ele seria mantido. “É um programa que temos de manter até por questões humanitárias”.

Continua hippie

Aos 80 anos Ney Matogrosso, em entrevista a Vogue Digital revelou ser uma pessoa friorenta e brinca: “As pessoas não imaginam isso de mim”. 

E revelou que em breve o álbum digital Minha música vai ser lançado em forma física. “Gosto de capa, foto, informação, letra, materialidade”. Mais: ele falou que não se preocupa com a idade. 

“Nunca tive nenhuma expectativa com datas específicas de aniversário. O passado foi ótimo, mas acho que o agora também pode ser”. 

Apesar de não usar as maquiagens que usava no início da carreira revelou ser a mesma pessoa: “Sinceramente, continuo hippie, acreditando na paz e no amor. Não bobamente, mas como uma alternativa real”.

Sob emoção

O ex-presidente Lula passou a levar a sério, pela primeira vez, a hipótese de Bolsonaro não estar na eleição de 2022, por impedimento ou mesmo por desistência. 

O petista acha que o presidente está desnorteado e agindo sob emoção. Os mais próximos de Lula não gostam dessa hipótese: continuarão a estimular a polarização. 

Mais: no caso de impedimento pelo Congresso, hipótese rara, o grande pesadelo dos petistas é Hamilton Mourão. Ele poderia não concorrer à reeleição e apoiar uma alternativa de centro.

Culpado

Para Bolsonaro, o grande culpado pela derrota da PEC do voto impresso na Câmara, foi o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, que agiu junto ao Congresso.

“Ele apavorou muitos parlamentares. E tem parlamentar que deve alguma coisa à Justiça, ao Supremo”. Bolsonaro queria tentar um acordo: não teve jeito – nem tempo.

Constrangimento

O desfile dos veículos militares diante da Praça dos Três Poderes no dia em que a Câmara vetou a MP do voto impresso causou constrangimento na cúpula do Exército. 

A opinião também foi compartilhada por generais da reserva que veem com preocupação o uso político das Forças Armadas (o desfile foi arquitetado por Bolsonaro e Braga Netto, ministro da Defesa). 

Em maio, a cúpula do Exército já havia demonstrado contrariedade com a falta de punição ao general Eduardo Pazuello, que participou de uma manifestação política ao lado de Bolsonaro, no Rio.

OUTROS ATAQUES

Bolsonaro acreditava em seu poder de conquista do Centrão com a nomeação de Ciro Nogueira para a Casa Civil e esperava uma reviravolta na votação do voto impresso. 

Apenas no dia da votação é que teve certeza de que não ia dar. Resumo da ópera: a tendência para os próximos dias é o incremento das animosidades já instalado entre Bolsonaro e o Congresso, ameaçando a lua de mel.

Toalha jogada

Apesar da insistente defesa de Bolsonaro pelo voto impresso, o Planalto não se empenhou para conseguir apoio à aprovação da PEC derrotada que mudaria o atual sistema de votação eletrônica. 

Diante da iminente derrota no plenário, o governo “jogou a toalha” antes mesmo do início da discussão sobre o tema no plenário da Câmara. 

O novo chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, assistiu a exibição dos blindados diante do Planalto e depois participou de uma reunião ministerial. À tarde, recebeu representantes da ANS (Agência Nacional de Saúde) e o presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.

“BANANAS”

O The Guardian foi o jornal que mais ironizou a tanqueata dos blindados. Chamou o desfile de “república de banana Bolsonaro”. 

O senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid foi além: “Todo homem público, além de cumprir suas obrigações constitucionais, deveria ter medo do ridículo”. 

Muitos lembraram o general Newton Cruz montado num cavalo, nos tempos de João Figueiredo, à frente de tanques.

Vai sair

Pela primeira vez, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin admitiu publicamente que deixará o PSDB. “Eu devo sair e a definição deve ocorrer nas próximas semanas” – afirmou à TV Tribuna, durante evento em Santos. 

Desde 1988 no PSDB, Alckmin governou São Paulo por quatro mandatos e perdeu espaço na campanha presidencial de 2018, quando recebeu cerca de 5% dos votos. 

Nas primeiras pesquisas domésticas, o ex-governador está em primeiro lugar para o governo de São Paulo. Alckmin pode se filiar ao PSD para disputar o governo, mas o DEM continua conversando com ele.

Ação desaprovada

O atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência ex-Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, pode não estar agradando muito o presidente Bolsonaro, mas é benquisto pelos brasileiros, pelo menos é o que aponta o levantamento da Paraná Pesquisas, que quis saber se “o presidente Jair Bolsonaro acertou ou errou em trocar um militar por um político na Casa Civil?”. 56,7% dos entrevistados disseram que ele errou e 43,3% que acertou.

NÚMEROS

Neymar ganha R$ 394 milhões por temporada no PSG e Mpappé, R$ 134 milhões, segundo levantamento anual da revista Forbes. 

Agora, por temporada, Messi vai ganhar R$ 214 milhões. Os três juntos, custarão por temporada ao clube francês nada menos do que R$ 742 milhões, número nunca visto na história do futebol. 

Messi saiu do Barcelona graças à regra de fair play do futebol espanhol que proíbe clubes de comprometerem mais de 70% de sua receita no ano anterior com a folha salarial do exercício seguinte.

MISTURA FINA

  • DE agora em diante caberá ao Congresso Nacional demonstrar que o presidente da República deve agir em seu limite de funções constitucionais ou continuar respondendo com meras declarações e discursos. Mas Bolsonaro não emite menor sinal de parar com seus arroubos, até porque não encontrou até hoje nenhum tipo de limite para tentativas de rompimentos institucionais.
  • PARA o general e ex-ministro Santos Cruz, os comandantes das Forças Armadas, embora contrariados, não iriam “bater de frente” com o presidente. “Até porque ninguém acredita da seriedade desse tipo de coisa. Acha que iriam assustar o Congresso e o Judiciário?”. Não assustaram e até provocaram reação contra.
  • BOLSONARO comprometeu-se com o aliado Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, a mergulhar de cabeça na campanha do senador Jorginho Melo, candidato do partido ao governo de Santa Catarina.
  • EM recente conversas com o ex-presidente José Sarney, Bolsonaro prometeu despejar todo o apoio à candidatura de Roseana Sarney ao governo do Maranhão. E Bolsonaro busca ainda um nome forte para concorrer ao Senado, contra o atual governador, Flávio Dino.
  • O DNIT identificou a necessidade de dragagem urgente no Rio Paraguai. Com as secas e avançado nível de assoreamento, a previsão é que vários trechos da hidrovia se tornem inavegáveis a partir de setembro, com impacto sobre o agronegócio.
  • A NOVA tentativa de parlamentares que pretendem proibir divulgação de pesquisas eleitorais no dia e na véspera de eleições, se aprovada, provocará ao menos um efeito claro para os praticantes de fake news: a propagação de percentuais falsamente atribuídos a veículos de comunicação e institutos. A censura aos verdadeiros resultados impedirá acesso do eleitor no momento mais decisivo de elaboração dos votos. 
  • O PRESIDENTE da Câmara, Arthur Lira, vem sendo cobrado por líderes partidários: até agora, não deu acesso integral aos estudos técnicos da área econômica que batizaram as propostas da reforma administrativa em tramitação na Casa. Mesmo assim, os deputados já apresentaram mais de 40 emendas no escuro.
  • OS quase 40 mil buracos nas ruas e avenidas da cidade de São Paulo terão de esperar mais. A prefeitura de São Paulo está assustada com os novos preços do asfalto: em maio, o aumento foi de 25% e em agosto, foram mais 6%. A escalada do preço do asfalto põe mais pressão sobre os custos de obras de infraestrutura no país e gera nova onda de pedidos de renegociações de contratos entre construtoras e poder público.

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