Com a vacinação acelerada e mais de 40% da população vacinável com imunização completa, aos poucos o assunto sobre vacinação e covid vai diminuindo e o assunto sobre economia vai crescendo no noticiário e no dia a dia das pessoas.
O primeiro item que mais se discute e se revela no dia a dia são os preços dos produtos e serviços que consumimos.
O consumo é um processo que permeia nossa vida, desde que acordamos (consumo de água, luz, produtos básicos de higiene e outros), até dormirmos novamente (ar-condicionado, ventilador, carga de celular e aparelhos ligados 24 horas como a geladeira).
Assim é nosso dia a dia, somos consumidores e para consumir, escolhemos a quantidade a ser consumida, e, o preço é dado pelo “mercado”, ou seja, na relação entre demanda e oferta o que equilibra é preço.
Sendo assim, o preço influencia no nosso dia a dia, pois, se está mais alto ou mais baixo, nós vamos tomar decisões sobre aquele produto ou serviço que estamos comprando.
Alguns serviços, como água que abastece nossas casas e a energia elétrica são monopólios e sistemas de serviço que dificilmente conseguimos “barganhar” algum desconto, pois, são os chamados “monopólios”.
Mas, temos produtos e serviços que podemos barganhar os preços, ou seja, podemos deixar de comprar de uma empresa e comprar em outra, além disso, podemos substituir um produto por outro produto semelhante, de outra marca ou de outro sabor.
Nos produtos que podemos barganhar os preços, alguns, são influenciados pelo mercado internacional, ou seja, eles são vendidos dentro do nosso país, mas também em outros países.
Neste período de pandemia, produtos essenciais como alimentos, saúde e combustíveis foram afetados no mundo todo.
Ao se criar as restrições para o distanciamento social, também se criou a paralização de fábricas e logísticas, que propiciou um grave impacto na entrega de insumos para elaboração de muitos produtos e serviços.
Esse impacto fez com que os custos de produção, conjugados com o aumento do dólar e os custos de transação aumentassem de forma exponencial, incentivando o aumento da produção para o mercado internacional que apresentou uma demanda crescente pela falta dos produtos.
Esse movimento fez com que a oferta dos produtos no mercado nacional diminuísse, além disso temos a estiagem e a crise hídrica, e tudo isso de forma integrada, proporcionou um efeito multiplicador nos custos e nos preços, que hoje conhecemos como “inflação”.
No Brasil e no mundo os combustíveis e os alimentos são os que mais impactaram, em paralelo tivemos os custos de construção civil e também a energia elétrica.
A previsão é que esses custos continuem aumentando até o final de 2021, onde, teremos o retorno de praticamente 90% das atividades industriais do planeta.
O que faremos nesse período para equilibrar os gastos:
- Aumente sua renda, crie ativos e não passivos;
- Diminua os custos fixos, e aumente os custos variáveis;
- Reavalie seus gastos com serviços (telefonia, luz, internet, manutenção, tv, videogame, etc..)
- Gaste mais, de forma inteligente, substitua produtos, tenha melhores experiências e compartilhe os custos com sua família.
Essas dicas são pontos importantes de uma melhor educação financeira, e na próxima ou nas próximas crises estaremos mais preparados.