Olá amigo (a) médico (a), hoje quero com você, responsável por cuidar da vida de tantos.
Sabemos que o médico é um dos profissionais mais admirados e respeitados no meio social. Essa profissão está intimamente ligada a fatores que atingem o seu paciente diretamente no seu estado emocional.
Inclusive, é até comum notar que o paciente costuma “melhorar” sensivelmente apenas pelo fato de ter sido atendido pelo seu médico (a).
Contudo, é também nítido notar que os profissionais dessa área estão cada vez mais adoecidos por diversos tipos de enfermidades, especialmente as psiquiátricas, como ansiedade e depressão.
Na pandemia, inclusive esse quadro se agravou. Temos dados da pesquisa Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19, que foi realizada pela Fiocruz em todo país onde afirma que a pandemia alterou de modo significativo a vida de 95% desses trabalhadores.
Os dados revelam, ainda, que quase 50% admitiram excesso de trabalho ao longo desta crise mundial de saúde, com jornadas para além das 40 horas semanais, e um elevado percentual (45%) deles necessita de mais de um emprego para sobreviver.
São diversos os fatores que agravam a saúde do médico, como a jornada de trabalho excessiva, o ambiente hospitalar, o contato constante com doenças contagiosas, o próprio estado psíquico dos pacientes, e para piorar, as péssimas condições de estrutura do sistema de saúde pública, e uma das doenças mais comuns que tem acometido esses profissionais é a Síndrome de Burnout.
Um distúrbio psíquico caracterizado por tensão emocional provocado por condições de trabalho desgastantes.
Além dos profissionais já em ambiente de trabalho, pesquisas observam desde 2017, que essa situação tem atingido também estudantes de medicina, que logo que vão para a prática caem em evidência.
Por exemplo, em 2017, houve um número absurdo de casos de suicídios entre estudantes e profissionais da medicina, de modo chamou a atenção da mídia para o fato.
Esse gravame gerou um movimento (#EstamosJuntos) que foi difundido em várias faculdades de medicina, especialmente na Grande São Paulo.
É necessário falar sobre a angustia e as dificuldades em lidar com o assunto pelo profissional médico, a questão é um problema de saúde pública e deve ser vista com projetos de prevenção.
Por isso, são indicados como medida de prevenção: a psicologia, atividades práticas como meditação e mindfulness, que ajudam no controle do humor e do reconhecimento precoce desses sintomas, que, em ocorrendo, possui tratamento bastante eficaz
Nesses casos, é indispensável o afastamento das atividades pelo médico ou do estudante para eficaz tratamento.
O direito previdenciário, sendo o direito do cuidado, possui um benefício específico para isso chamado auxílio-doença, (hoje auxílio por incapacidade temporária) que vale também para esses profissionais.
Esse benefício serve para cobrir casos de incapacidades temporárias, acima de 15 dias, do profissional que necessita de uma pausa na sua atividade habitual para tratamento de sua doença.
E é preciso parar quando algo está tirando inclusive o direito de trabalhar em paz e com saúde.
Para que seja concedido esse benefício, o médico deve passar por uma perícia que será realizada por um médico do pelo INSS, ou do serviço público que se vincula o médico a ser afastado. Basta realizar a solicitação pela internet ou pelo canal 135 do próprio INSS.
Apresente uma declaração médica indicando a necessidade do afastamento e demonstrando a qualidade de segurado (contribuição mínima de 12 meses), o médico fará jus ao auxílio-doença pelo período determinado.
Esse período pode ser muito importante para a saúde emocional do médico, pois, fazendo a pausa necessária, com o tratamento correto e a medicação, se indicada, poderá retornar ao seu trabalho, ainda melhor e mais disposto a desenvolvê-lo.
Sempre ressaltamos que é importante que o médico busque orientações de um profissional especializado antes de qualquer medida, a fim de ter êxito no resultado.
CUIDE-SE!
Abraço afetuoso.