De forma recorrente essa pergunta é realizada nas minhas redes sociais ou nas conversas com amigos, amigos de amigos e principalmente quando estou fazendo uma consultoria sobre finanças pessoais.
A pergunta: Investir ou Pagar Dívidas é bem interessante, pois, com uma enxurrada de informações e especialistas emergentes aparecendo aos montes para falar sobre investimentos, as pessoas acabam observando possibilidades de investir e pagar com maior rapidez suas dívidas.
Matematicamente essa resposta é bem fácil, ou seja, você deve pagar primeiro as dívidas. Pela experiência de mercado, nós sabemos que existe um mercado financeiro onde temos um “atravessador” que pega dinheiro emprestado com poupadores e remunera esses poupadores com 1% de juros e empresta esse dinheiro para um devedor que vai pagar 10% de juros, e, a diferença entre quanto o banco paga ao poupador e quanto cobra pelo empréstimo é o chamado “spread”.
Então fica claro que, se você tem uma dívida que está pagando de juros mais do que você poderia ganhar com o investimento, você deve primeiro para suas dívidas, e se possível antecipar essa dívida para pagar menos juros.
Me perguntam por exemplo, estou com as contas em dia e sobrou um valor, para exemplificar: vamos supor que eu tenha uma dívida de R$ 100.000,00 e a parcela é de R$ 2.500,00, neste mês paguei todas as contas e sobrou R$ 10.000,00, onde posso investir?
Antecipe prestações dessa dívida, reduza os juros pagando prestações do final do empréstimo, assim, diminuirá os juros e terá um resultado melhor que qualquer tipo de investimento.
Em muitos casos, vimos pessoas anunciar que ações deram 100% de lucro, isso pode acontecer uma vez, e bem raramente, mas, suas prestações caem mês a mês regularmente, então, não bate a lógica de ganhar para pagar.
Por fim, lembro que é importante pagar as dívidas e logo em seguida fazer uma reserva de emergência, que faça com que tenha uma segurança para você ou sua família, com valor guardado de 1 ano de seus gastos, caso perca sua renda ou seu emprego.
E, a reserva de emergência deve ficar em investimento seguro, sem risco e de fácil liquidez.