O Agronegócio brasileiro mostrou sua eficiência durante a crise gerada pela pandemia do Covid-19. Setor que não parou de produzir e de se reinventar com os desafios impostos pela logística, crise hídrica, falta de oferta de insumos e aumento dos custos.
Os produtores rurais, e, principalmente os responsáveis pela cadeia produtiva da proteína animal no Brasil se viu diante de um mercado que aumentou a demanda internacionalmente e uma disparada no dólar, o que encareceu seus insumos, mas, proporcionou também o aumento nos preços internacionais e nacionais.
Em um cenário internacional desafiador e um mercado interno dependente de soluções governamentais e problemas com a escassez de chuva, o produtor de proteína animal não parou, gerenciou seus recursos e apostou no seu produto, na sua tecnologia e no crescimento da demanda dos países parceiros, como por exemplo a China.
Com o aumento do dólar, naturalmente nossas exportações ficaram mais atrativas para os consumidores internacionais e compensava os custos de insumos importados para os produtores de proteína animal, assim, o mercado cresceu e a oferta não atendeu a toda demanda mundial, o que pressionou os preços e o valor da arroba.
Com consumo em alta, a notícia de um caso de doença da vaca louca fez com que alguns países ligassem o alerta, mas, a China tomou a decisão de não aceitar a carne e os contratos vigentes, transformando uma simples correção sanitária em um problema comercial.
A decisão do maior comprador de proteína animal do Brasil impactou no mercado e refletiu diretamente no valor da arroba do boi, que despencou, e tornou o mercado cheio de incertezas.
Mesmo com essas incertezas, começam a surgir os primeiros passos para voltar as transações comerciais com a China e alinhar os fluxos de oferta e demanda da proteína animal.
Com essa primeira sinalização de retornos das negociações e preços da arroba em baixa, o mercado mesmo assim projeta um crescimento da demanda por proteína animal para 2022 e 2023, com expectativa de aumento do consumo internamente no Brasil e também no mundo.
Para 2022, a oferta de animais para abate deve aumentar, o que ajuda a amortecer um pouco a alta de preços. Mas pelo menos até 2025 vemos uma demanda internacional forte para a carne bovina, até a recomposição do rebanho suíno da China, e isso pode ter impacto no preço.