Opinião

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Corinthians merece a chance de formar Sylvinho

Confira a coluna do PVC desta segunda-feira (08)

Graziella Almeida

08/11/2021 - 00h15

A torcida foi a principal razão das duas últimas vitórias do Corinthians, nos minutos finais contra Chapecoense e Fortaleza. 

Mas não é o único motivo de o time estar na zona de classificação da Libertadores. O Corinthians tem conteúdo tático.

Sylvinho desabafou em sua entrevista coletiva. Disse que foi criticado quando escalou Cantillo e também quando não o escalou.

Com Cantillo, Giuliano e Renato Augusto no meio-de-campo, o Corinthians ganhou do Palmeiras por 2 a 1.

O técnico escutou críticas por afirmar que Cantillo era um "meia por trás." Podia dizer que joga de Pirlo, escalado no Milan das conquistas de Champions em 2003 e 2007 como regente, meia defensivo que tinha dois volantes caçadores à sua frente.

No caso corintiano, Cantillo tinha Renato Augusto e Giuliano em vez de dois marcadores. 

Quando faltou pegada, Gabriel foi escalado. Com seu retorno, Du Queiroz passa a ser o segundo meio-campista, porque faz pressão na saída de bola dos rivais. 

Foi sua função dificultar Jackson, do Fortaleza, enquanto Cantillo organizava, de frente para a jogada.

O conceito está certo, assim como a tentativa de Renato Augusto como centroavante, porque Jô não tem condição física para ser o titular e Róger Guedes participa menos do jogo do que gosta, atuando como 9. 

Róger disse em entrevista ao Bem, Amigos, do SporTV, que conversou com Sylvinho e decidiram que seria melhor voltar a ser atacante pela esquerda.

Verdade que Jô melhorou a equipe nas retas finais dos jogos contra Chape e Fortaleza. Porque disputou 16 min.

Só havia um motivo para acreditar no Corinthians na Libertadores: os quatro reforços. Juntos, atuaram apenas 183 minutos. 

Giuliano foi o primeiro a estrear, no empate com o Santos. Depois do resultado, o Corinthians estava em 12º lugar. Hoje é o 6º, melhor campanha corintiana desde o título de 2017.

Ainda falta agressividade. O Corinthians de hoje circula a bola e agride pouco. 

Tem de ser o próximo passo da montagem de um time que se estrutura para 2022 e depende dos últimos dez jogos de 2021 para estar na Libertadores. Então, contratar um bom centroavante.

Sylvinho conhece futebol moderno e tem estratégia. Está ansioso. 

Três dias depois de Marcelinho Carioca fazer comentário preconceituoso sobre o vestuário de Sylvinho e suas camisas abotoadas até o pulso, o técnico apareceu no Beira-Rio com as mangas arregaçadas. O corpo fala.

Seria um pecado perder a chance de formar um novo e bom treinador. Se o Corinthians contratou-o tendo apenas 11 partidas na carreira é porque aposta que dará certo. 

O preço é saber que o futuro será melhor, se a direção matar as críticas no peito, no presente. 

O que não pode é o Brasil julgar normal que 65% dos clubes da Série A tenham três ou quatro treinadores neste ano.

Sylvinho não é Guardiola, mas trabalhou com ele no início de sua carreira e há de se lembrar dos dois primeiros jogos do catalão no Espanhol. 

Perdeu do Numancia e empatou, no Camp Nou, com o Racing. A pressão inicial não prosperou. O Barça sabia quem estava nascendo. Imagine se tivesse desistido.

PALMEIRAS FORTE

Depois de sete rodadas sempre com mais posse de bola do que seus rivais, o Palmeiras voltou à versão contragolpe. 

Com a qualidade de Raphael Veiga e uma variação. Sem Felipe Melo, quem fez a saída de três foi Marcos Rocha e, às vezes, o goleiro Weverton.

DEZ PONTOS

O Atlético-MG tem 65 pontos e nunca um vice-campeão fez 75. Faltam três vitórias e um empate. 

A vitória sobre o América foi a fórceps, com muita presença no ataque e pouco brilho. Mas veja a jogada do gol. Arana era o quinto atacante, na linha de frente.

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