Em 2019, quando iniciou o mandato do atual presidente da república Jair Bolsonaro, os indicadores econômicos vinham se arrastando nos últimos 10 anos em dois pontos principais, na média, crescimento praticamente zero e aumento da dívida pública.
São dois resultados da gestão pública que impactam diretamente da economia do país e no bem-estar da sociedade. Esses resultados derrubam governos pela incompetência e por criar um ambiente de inércia na atividade produtiva, emprego e renda.
No início de 2019, uma parte importante do aumento da dívida pública para o futuro foi sanada com a reforma da previdência, poderia ser melhor, mas, foi a que conseguiram realizar.
Esse ajuste nas contas públicas para o futuro foi fundamental para equilibrar o orçamento público e iniciar um processo de reestruturação da alocação de recursos públicos.
O outro ponto importante foi reestruturar o ambiente de negócios para aumentar, ou, alavancar o crescimento econômico via iniciativa privada e investimentos externos.
O processo de abertura comercial foi iniciado com melhorias no Mercosul, acordos bilaterais com Chile, e os acordos com a União Europeia e EUA.
Por outro lado, tivemos importantes marcos regulatórios que influenciaram positivamente o ambiente de negócios, como o marco do saneamento, startups, govdigital, liberdade econômica, ferrovias e um processo de reestruturação da infraestrutura de logística nacional.
Em 2020 a dívida começava a ser controlada e o crescimento sairia do 1% para 2% ou mais. Inicia o período Covid e a explosão de dinheiro público para garantir a manutenção de atividades principais.
O país iniciava um processo de recuperação da dívida pública e foi forçado a expandir sua política monetária, o que eleva as dívidas, os juros e a inflação.
Por isso não é trivial analisar os indicadores econômicos, olhar retratos, ou seja, períodos estáticos para avaliar os cenários é um grande erro. A economia se analisa as expectativas ao longo do tempo.
Hoje temos dados em tempo real, toda semana relatórios recheados de informações importantes.
É fundamental analisar o passado, entender os efeitos de equívocos e acertos, olhar o presente e o que as mudanças realizadas hoje podem provocar no futuro, juntar essas duas possibilidades e avaliar o novo mundo híbrido.
Toda semana temos uma análise de 100 especialistas que avaliam, PIB, Inflação, Cambio e Taxa Selic, se compararmos as previsões semanais, vamos ver que toda semana temos um novo número. Essa já é uma pista que, olhar somente o hoje, o presente para determinar o futuro é um grande erro.