Opinião

Cláudio Humberto

"Esta é a pior composição do Supremo na História da República"

Marcelo Rocha Monteiro, procurador de Justiça do Rio de Janeiro

Gabrielle Tavares

19/12/2021 - 08h22

Proteção da Lava Jato a Dias vai para o palanque 

Deve virar tema da campanha presidencial a relação da força-tarefa da Lava Jato com o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), que teria sido poupado de investigações pelos amigos e agora correligionários Sergio Moro e Deltan Dallagnol. 

O próprio presidente Jair Bolsonaro sinalizou isso, ao destacar o tema nas redes sociais. Até contou o dia em que, desconfiado, decidiu não atender a um telefonema de Dallagnol.

Disse-me-disse

Dallagnol diz ter sido o contrário, que se recusou a atender a ligação do presidente, que, por sua vez, tem testemunhas.

Faltava confiança

Bolsonaro contou seu temor de que, tentando ser procurador-Geral da República, Dallagnol distorcesse a conversa para prejudicar o governo.

Sem investigação

Adversários de Moro, no PT e no Planalto, já colecionam fatos da Lava Jato, inclusive supostos atos de proteção a denunciados.

Conceito negativo

O presidente acreditou nas revelações da “vazajato” e desde então pensa o pior dos métodos do seu ex-ministro Moro e de Dallagnol.

Mortes por covid caíram 43,7% em dezembro

A campanha de vacinação brasileira segue fazendo sucesso, com 325 milhões de doses aplicadas, e os resultados desse êxito aparecem nas estatísticas da pandemia no Brasil. 

Que parece ainda mais próxima do fim. A média diária de mortes, que realmente importa, desabou 43,7%, de 231 para 130, apenas neste mês de dezembro e chegou ao menor patamar desde abril do ano passado, de acordo com dados do Conass.

Patrulha intimida

O controle da covid animou muita gente a abandonar a máscara, mas o medo de ser taxado de “negacionista” freou essa tendência.

Outro lado

A reabertura nos EUA avançou mais, mesmo com menor proporção de imunizados. Lá, a média de mortes é quase dez vezes maior.

Vencendo o medo

Com três pessoas vacinadas em cada quatro brasileiros, a reabertura total do Brasil depende mais do psicológico que da ciência.

Barroso errou

No fim do ano do TSE, sexta (17), o ministro Barroso errou, ao atacar “a volta do voto de papel”. Não foi assim. O que se pretendia, e a Câmara rejeitou, era adotar a urna eletrônica de 2ª geração, como em dezenas de países, que permite a impressão do comprovante do voto.

Valeria a pena?

Para Alckmin ser vice de Lula pelo PSB, o PT terá de retirar o nome de Fernando Haddad para o governo paulista, em apoio a Márcio França. Na disputa de 2018, Haddad teve seis vezes mais votos que “Chuchu”.

Tirando o time

Após a humilhante derrota do pai Fernando Bezerra na disputa por vaga no TCU, já não se fala em candidatura a governador do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que tenta lugar na oposição a Bolsonaro.

Risco oportunista

A súbita preocupação com mortes por gripe é uma tentativa de manter o clima de medo, que gera audiência. Em 2019, antes da covid, a gripe matou 1.109 pessoas, mas só soubemos em 2020, com o balanço.

Demagogia rasteira

O líder do PT na Câmara, Bohn Gass (RS), disse ter “sentimento de tristeza porque o Brasil poderia ter evitado a morte de mais de 600 mil pessoas”. Deveria receitar essa mágica para a pandemia para a OMS.

Bomba municipal

O economista Walter Pennick acha que há “combinação de pautas” em análise no Congresso e STF, como reforma do Imposto de Renda, que pode elevar gasto e estourar uma bomba fiscal de R$70 bilhões.

Eventos ‘isolados’

O preço do petróleo fechou na sexta (17) em mais uma queda de 2%, com especialistas prevendo depreciação ainda maior antes do Natal. Mas a Petrobras, até agora, só reduziu a gasolina em 10 centavos.

Respiro

Não repercutiu, claro, estudo do Ipea sobre desaceleração da inflação em novembro, em todas as faixas de renda, mas um detalhe é ainda melhor: a inflação para baixa renda foi a que mais caiu, pela metade.

Pensando bem...

...se pesquisa é “retrato do momento”, essa fotografia está a dez meses da realidade.

PODER SEM PUDOR

Intimidade provada

Um bispo vivia falando mal do interventor no Rio Grande do Sul, Flores da Cunha. Acusava-o de ser boêmio e elitista esnobe, que não dava intimidades nem mesmo aos seus próprios aliados. 

Quando soube disso, o general resolveu calar o bispo de uma forma curiosa: chamou-o para uma conversa às 6h da manhã, recebendo-o nos seus aposentos, ainda na cama. Vestia apenas cuecas: “Vossa Reverendíssima desculpe, mas, como é de minha total intimidade, posso recebê-lo a qualquer hora, em qualquer lugar e de qualquer jeito.”

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