Opinião

Cláudio Humberto

"Não existe isso, não sei de onde tiraram isso"

Ministra Tereza Cristina (Agricultura) sobre a ‘fofoca’ de ser vice de Bolsonaro em 2022

Gabrielle Tavares

22/12/2021 - 08h21

Latam repete Itapemirim e deixa clientes na mão

Companhias aéreas no Brasil não tem fama de tratar bem clientes. 

São os casos da Itapemirim e agora da Latam (ex-TAM), que, no pico de movimento de fim de ano, mandou mensagem por e-mail aos que compraram passagens com antecedência, a baixo preço, insinuando que suposta “queda do sistema de balizamento (iluminação) do aeroporto de Guarulhos” poderá cancelar vôos. 

A menos, claro, que as os destinatários do e-mail maroto optem pela devolução do valor pago.

Anac omissa

Assim como no caso da Itapemirim, a “agencia reguladora” Anac se mantém omissa em relação ao desrespeito da Latam aos clientes.

Texto confuso

A Latam usa linguagem ambígua para insinuar que há risco de o Aeroporto de Guarulhos parar de funcionar a qualquer momento.

Oportunismo

Clientes da Latam que denunciaram a prática classificam a tentativa da aérea como “oportunismo maroto” para “vender caro em cima da hora”.

Sem resposta

Procurada pela coluna, a cia. aérea Latam não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta edição.

J&F briga com multi pelo controle da Eldorado

A chapa ainda está quente na disputa societária da J&F, de Wesley e Joesley Batista, com a multinacional Paper Excellence pelo controle da Eldorado. Surgiram fofocas atribuídas no mercado aos irmãos Batista, de que a Paper Excellence estaria sem disposição financeira para continuar com a briga. 

Mas após vencer arbitragem que durou mais de 2 anos por unanimidade, a J&F tenta anular o resultado na Justiça. Não é a primeira vez que a J&F questiona o apetite financeiro da Paper.

Maledicências

Lá atrás, maledicências atribuídas aos irmãos Batista indicavam que a multinacional não tinha dinheiro para assumir 100% da empresa.

Dinheiro na veia

A Paper depositou no BTG R$11 bilhões para fechar o negócio. Mas o argumento da J&F esvaziou e a discussão foi parar nos tribunais.

Briga de gigantes

Surgiram novas fofocas sobre “falta de fôlego”, mas a indonésia Paper deu US$3 bilhões pela Domtar, gigante de papel e celulose dos EUA. 

A gente somos inútil’

Comunicado da incompetente Anac, tão surpreendida pela crise da Itapemirim quanto as vitimas do golpe, diz que “acompanha as medidas de compensação”. Agir, que é bom, nada.

Preços vão cair

A ministra Tereza Cristina (Agricultura) deu a boa notícia: o preço do milho vai cair e derrubar o custo de rações de aves e suínos. Isso deve impactar também na redução dessas carnes, no supermercado.

Fica no xilindró

Para os advogados de Sergio Cabral, “inexiste prisão preventiva automática” e “supostos fatos” narrados pelo MP são de uma década, blábláblá. Mas não bastou: o ex-governador ladrão continuará preso.

Algum alívio

Segundo dados da Transparência dos Cartórios de Registro Civil do Brasil, o número de mortes/dia envolvendo a Covid está no menor nível no Brasil desde o início da pandemia, no início de 2020. Abaixo de 150.

Ritmo próprio

Foi postergada até o último dia útil de trabalho no Congresso a aprovação do Orçamento brasileiro para 2022. O recesso parlamentar começa nesta quinta (23) e vai até fevereiro do ano que vem.

Lá como cá

Após a derrota no Congresso do plano trilionário de investimento Build Back Better do presidente dos EUA, Joe Biden, a esquerda do partido Democrata já quer contestar sua indicação para a reeleição em 2024.

O povo de volta

O Congresso reabriu as portas para visitantes a partir desta terça (21), após a proibição que durou todo o ano. Mas pessoas só poderão visitar a Câmara, a Casa do Povo, enquanto parlamentares estão de férias.

Bom fim de ano

A expectativa da Associação de Lojistas de Shopping é que as vendas cresçam 12% em shoppings neste Natal. A Associação Brasileira de Shopping Centers estima 16%; R$5,6 bilhões movimentados.

Pergunta na lógica

Faz sentido a lei mais importante do ano ser votada somente no último dia de trabalho do Congresso?

PODER SEM PUDOR

Reprodutor de votos

Candidato em 1968 à prefeitura de Barretos (SP), capital da agropecuária paulista, Cristiano de Carvalho era chamado de “velho” pelos adversários. 

Certo dia, num comício, alguém provocou: “fala mais alto, bagaço!”. Ele respondeu na bucha: “Eu quero lembrar que sou candidato a prefeito, e não a reprodutor. Se a cidade quer um bom reprodutor, vocês devem votar no outro. Mas se deseja um bom prefeito, votem em mim.” Ganhou a eleição.

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