Opinião

Michel Constantino

A pandemia acabando e uma guerra começando: Como fica a Economia?

Variação entre as médias móveis está negativa e com tendência de queda

Rodrigo Almeida

01/03/2022 - 00h03

Temos uma ótima constatação a partir dos dados e publicações realizadas no mundo e no Brasil, estamos no início do Fim da Pandemia, os números seguem as mesmas tendências mundiais e a variação entre as médias móveis está negativa e com tendência de queda. 

Conforme os médicos e epidemiologistas, iremos conviver com a Covid-19 como convivemos com as doenças sazonais respiratórias.

O próximo passo, que deve iniciar nos próximos meses, teremos uma maior flexibilização dos usos de máscara, distanciamento e higiene, pois, vai ficar a responsabilidade de cada um para cuidar da sua saúde e do comportamento protetivo. 

Assim está se dando a dinâmica nos países europeus e asiáticos, além de estados americanos que fazem suas próprias regras e restrições. 

As pessoas se adaptaram, as empresas fizeram maior esforço para garantir o retorno das atividades presenciais e de forma orgânica, as buscas no Google mostram que as informações e preocupação com a Covid estão cada vez menores, e isso pode ser apresentado na figura abaixo a partir da análise do Google Trends utilizando um pouco de criatividade e ciência de dados:

As pesquisas sobre “Covid” no Google vêm caindo a partir da metade de janeiro de 2022, quando tivemos um pico de casos da variante Ômicron no Brasil. 

Os dados de busca se correlacionam com os dados de casos e óbitos da Covid-19 para 2022, e essa tendência de queda se mostra consistente seja pelo Google, seja pelos dados da Covid.

Quando começamos a comemorar esses números positivos da Covid-19, a Rússia inicia uma guerra com a Ucrânia de para invadir e mandar no seu território. 

E as preocupações do mundo se voltam para esse evento catastrófico.

Analisando os dados do Google Trends para a palavra “Ucrânia” para buscas no Brasil, a figura abaixo mostra como as pessoas estão buscando informações e se preocupando com esse cenário atípico, triste e de incertezas mundiais.

E a economia, como fica?

Depois de 2 anos de grande impacto econômico e uma retomada em “V” como diz os economistas, a economia mundial, e principalmente brasileira está analisando quais as consequências dessa guerra e os desdobramentos das sanções impostas à Rússia.

O Brasil já entendeu que teremos efeitos na entrega de fertilizantes, no preço do petróleo, no aumento dos preços das commodities e uma dificuldade em concretizar negócios e investimentos com empresas e o governo russo. 

Algumas ações já foram tomadas para minimizar esses impactos, e, o mundo espera uma conjuntura de negociação entre Rússia e Ucrânia para determinar o fim das mortes e iniciar um processo de ocupação ou desocupação do território. 

O que vai determinar o maior ou menor efeito na economia do mundo é o tempo que essa guerra vai durar, e, como a China vai se portar com as sansões impostas para a Rússia.

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