Venildo Trevizan - Frei
Celebramos a Páscoa do Senhor, a Páscoa dos eleitos, mesmo porque uma grande parte da humanidade tem conhecimento de uma pessoa muito sábia, muito prendada e com o dom de curar doentes, reerguer pessoas depressivas, realizar milagres junto a portadores de deficiências físicas ou mentais. Era admirado e procurado por muitos.
Seu nome: Jesus Cristo. Sua profissão: carpinteiro. Sua missão: anunciar o Reino de Deus, purificando os corações abatidos, amparando os órfãos e as viúvas, perdoando os pecados e anunciar o ano da graça do Senhor.
Mas nem todos entenderam e acolheram. Principalmente o grupo dos fariseus, dos sumos sacerdotes e dos doutores da lei, que não o aceitaram e não o respeitaram. Juraram matá-lo por não aceitarem essa nova doutrina.
Pedro, chefe dos seus seguidores, após ter acompanhado todo o processo da prisão, do julgamento e da condenação à morte pregado na cruz, pondo-se diante desses grupos de fariseus e doutores da lei, lhes disse:
“Vocês sabem como tudo isso aconteceu. Vocês sabem que Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo, com o poder, como ele andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com ele. Nós somos as testemunhas de tudo o que fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram suspendendo-o em uma cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia e permitiu que aparecesse a todo o povo como a nós, seus discípulos, que comemos e bebemos com ele” (Atos 10, 34-40).
Isso nos lembra o caminho que Jesus percorreu para chegar à glória. Ele é o modelo para todos quantos desejarem ser também vitoriosos, superando as fraquezas pessoais em favor do ideal abraçado e assumido com o objetivo de alcançar a mesma glória em que se encontra nosso Mestre e Senhor.
E, para chegar lá, vamos celebrar também com alegria e com amor nossa Páscoa de todos os dias.
Sempre que conseguirmos vencer a preguiça estaremos celebrando a Páscoa. Sempre que conseguirmos perdoar alguém que nos tenha ofendido, estaremos celebrando a Páscoa. Sempre que dermos uma palavra de conforto a quem esteja sofrendo, estaremos celebrando a Páscoa. Sempre que conseguirmos consolar os aflitos e acalmar os abatidos, estaremos celebrando a Páscoa.
Páscoa é sentir dentro de si o nascer de um novo jeito de amar, de sonhar e de acreditar. Páscoa é saber que o sorrir acalma a alma, apazigua o espírito e alegra o coração. Páscoa é ver em cada ser humano a imagem de Deus amigo e companheiro peregrinando entre flores e frutos entre beleza e graça.
Páscoa é criar harmonia entre o querer e o poder, entre o imaginar e o pensar, entre o sonhar e o conquistar.
Significa tudo quanto a inteligência consiga abranger e elaborar a fim de criar ambiente favorável para poder amar o belo e o sublime de Deus, que quer seus filhos felizes, realizando tudo quanto coopere com a alegria e o bem-estar.
Páscoa é um caminho que transpõe os limites humanos e conduz às riquezas divinas. É um caminho. Só será perceptível a corações que celebrem a experiência da paz.