Opinião

SAÚDE EM ALTA PERFORMANCE

Dermatologista explica quando a harmonização facial é indicada e quais os riscos

Médica explica que procura por procedimento aumentou durante a pandemia, mas é necessário alguns cuidados

Denis Felipe

Denis Felipe

30/05/2022 - 10h14

Os procedimentos de harmonização facial estão em alta, mas até onde vai a busca pela beleza estética.

Este é o tema do programa Saúde em Alta Performance desta semana.

A dermatologista Lidiane Nanni explica que, não só a harmonização, mas os cuidados com a pele no geral, aumentaram muito durante o período de pandemia.

Há casos em que as pessoas se espelham em artistas ou influenciadores que fizeram o procedimento e deu certo, e há casos em que não há tanta simetria ou a mudança é radical e as pessoas se assustam com o que chamam de "desarmonização".

A médica explica que é preciso se atentar a alguns fatores antes de optar pela harmonização, especialmente na escolha do profissional, pois é um procedimento que, assim como outro qualquer na área, envolve riscos.

"Precisa ser feito com a questão da assepsia, da limpesa, porque existe de risco de infecções, pode ocorrer obstrução de vasos sanguíneos que pode levar a complicações sérias", diz.

Ela reforça que é necessário estar cercada de profissionais e ambientes adequados.

A dica é pesquisar um bom profissional, buscar referências, conhecer quem já fez o procedimento, e não escolher por meio de quem tem mais seguidores nas redes sociais.

Uma outra dica da profissionais é se atentar aos preços.

"Tudo o que é bom tem um custo, o material usado tem um custo, se o valor está muito abaixo de marcado, algo está errado, é a história do barato que sai caro", ressalta.

Ainda segundo a médica, o acesso aos tratamentos dermatológicos de beleza está mais fácil, mas não se pode banalizar.

"Eu sempre falo que o dermatologista tem uma experiencia que não é só preenhcer, vai de uma pele hidratada, proteção do sol, harmonizar não é so preencher ou paralisar uma ruga, é trazer o melhor da auto estima do paciente para fora", diz.

Desta forma, segundo Lidiane, o contexto de melhorar a auto estima do paciente vai além do preenchimento, mas de tratar a pele para oferecer o que ela tem de melhor.

"Não adianta preencher e a pele estar cheia de mancha. Mão é um lábio, um queixo que vai trazer a beleza, e essa belexa as vezes tem que ver a expectatia que está criando, precisa casar a  auto estima com o interior, as vezes está buscando com os procedimentos algo que está faltando lá dentro", diz a dermatologista.

Ela também explica sobre os riscos e demais benefícios dos procedimentos de harmonização facil.

Confira a entrevista completa abaixo:

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