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Admirável mundo novo

O mundo clínico deixou de lado as outras enfermidades, tão ou mais graves do que as decorrentes da Covid-19.

Gilberto Verardo - Psicólogo humanista

A publicação de Aldous Huxley “Admirável Mundo Novo”, de 1932, foi um dos romances mais lidos e cultuados nos anos setenta da contracultura. O cenário foi a velha Londres em um futuro desenhado em 2540. 

Futurista em muitos aspectos, antecipou o desenvolvimento de tecnologias reprodutivas, hipnopedia, manipulação psicológica e condicionamento clássico. 

Para esclarecer, hipnopedia é a tentativa de transmitir informações para uma pessoa adormecida, geralmente por meio de uma gravação de som. Esse método não teve pesquisas conclusivas, mas sabe-se que foi muito utilizado pelos especialistas de Adolf Hitler.

Já o condicionamento clássico foi desenvolvido por Ivan Pavlov, fisiologista russo e ganhador do Nobel em 1904, que afirmou, em sua teoria, que o comportamento das pessoas não seria aprendido apenas por meio da educação familiar e escolar, mas também por estímulos do meio ambiente devidamente direcionados para obter um comportamento desejado. 

Acabou inspirando métodos de manipulação psicológica individual e coletiva. A propaganda, e posteriormente a publicidade, lançaram mão desses conhecimentos para obter maior eficiência em seus objetivos finais. A sociedade de consumo e o processo eleitoral utilizam largamente tais técnicas. Isso é um fato, tire suas dúvidas pesquisando.

Nesse mesmo sentido, e sem essa de teoria da conspiração, me inclino a pensar se neste evento da pandemia alguns mecanismos de indução de massa não foram utilizados em benefício das poderosas indústrias farmacêuticas, as quais aumentaram em bilhões de dólares seus devidos patrimônios, criando novos bilionários faceiros, às custas de uma desorganização socioeconômica e mental em todos os lugares viróticos.  

A ONG Oxfam lançou, no dia 23 de maio, durante o encontro anual do Fórum Mundial em Davos (Suíça), seu tradicional relatório sobre desigualdade global, afirmando que o mundo ganhou 573 novos bilionários desde 2020, e que neste ano um bilionário surge a cada 30 dias. 

Ao mesmo tempo, a Covid-19, a crescente desigualdade socioeconômica e o aumento nos preços dos alimentos podem levar até 263 milhões de pessoas à pobreza extrema este ano, revertendo décadas de progresso, disse a Oxfam em seu relatório. 

Os bilionários adicionaram US$ 5 trilhões ou R$ 27 trilhões às suas fortunas durante a pandemia, aumentando a desigualdade econômica à medida que a pandemia empurrou milhões de humanos em todo o mundo para a pobreza. Ações do setor farmacêutico e de alimentos dispararam. Como diriam as avós de muitos: enquanto uns riem, a maioria chora.

Dentro dessa premissa, podemos conjecturar que os sistemas sociais dispõe de mecanismos de indução de massa, que se direcionam à obtenção de consenso de comportamentos e atitudes. 

E quem me garante que tais mecanismos não foram usados para deflagrar a campanha de vacinação? A questão da validade ou não do método clínico assentado na vacina não entra nessa reflexão, é de outra ordem, de outra monta, mais relacionada à Filosofia da Ciência.  

No entanto, de uma população mundial estimada em 7,5 bilhões de pessoas, apenas cerca de 25% fizeram parte dos boletins informativos sobre as campanhas de vacinação em massa. Estatisticamente falando, se mostraram ilógicos na demonstração de mortes decorrentes do vírus, chegando a criar conceitos inusitados, como por exemplo a tal da comorbidade imunológica. 

Vi isso durante a divulgação dos boletins. Nos bastidores hospitalares, comentam, à boca pequena, que entraram nessa conta outras mortes que não aquelas decorrentes da infecção virótica. O mundo clínico deixou de lado as outras enfermidades, tão ou mais graves do que as decorrentes da Covid-19. 

O método de intubação hospitalocêntrico produziu sequelas psíquicas variadas, como a síndrome ansiogênica, entre outras.  

Essa conta está solta no ar, e ninguém quer assumi-la. As Vigilâncias Sanitárias perderam seu papel estratégico de detectar epidemias e endemias para as paredes e equipamentos hospitalares. 

E o mundo econômico ficou do tamanho das redes hospitalares. A máquina publicitária foi coadjuvante nesse processo pandêmico. A indução em massa, por outro lado, provocou descrença no método de vacinação para outras moléstias viróticas. Deu no que deu, e todos perceberam algo inconsistente, mas não conseguem entender até agora o que aconteceu nos bastidores das decisões pandêmicas.  

E o mundo dividiu-se em infectados e não infectados, vacinados e não vacinados, negacionistas e adesistas ao discurso infectológico. A obediência civil foi largamente testada nessa pandemia. 

Após dois anos, pode-se inferir que a credibilidade nos discursos oficiais é menor que o entusiasmo publicitário esperado. Possivelmente isso vai respingar nas campanhas políticas de muitos que usaram o evento pandêmico para brilhar sua luz política e pessoal. Precisamos de um admirável mundo novo, se é que ainda é possível sonhar com isso.

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