Enquanto pesquisas mostram o ex-presidente Lula com uma boa vantagem sobre Jair Bolsonaro na disputa pelo Planalto, o Instituto Gerp, mostra um resultado diferente onde o petista e o presidente praticamente empatados.
Mais: o levantamento o Chefe do Governo aparece com 31% das intenções de votos em pesquisa espontânea e Lula aparece com 28%. Ciro Gomes também aparece na pesquisa com 1% e os demais não são citados.
In – Travesseiro viscoelástico
Out – Travesseiro de penas de ganso
Reação
Na terça-feira (7), Jair Bolsonaro estava num evento dedicado às mulheres (formam maioria no bloco de rejeição), onde deveria falar a primeira-dama Michelle e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Cristiane Britto (o presidente falaria no final do encontro).
Foi quando Bolsonaro soube do resultado do STF derrubando decisão monocrática do Ministro Kássio Nunes Marques e mantendo a cassação do bolsonarista Fernando Francischini. Ficou transfigurado, pegou o microfone, ninguém mais falou e desancou a Corte. “Não vou viver como um rato. Tem que haver reação”. E acabou o evento.
Inelegível
O PGR Augusto Aras acha que os efeitos do indulto de Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) se restringem à ação penal e não atingem outras áreas, especialmente a eleitoral.
Aliados de Jair Bolsonaro acham a mesma coisa e consideram que mesmo que ele ganhe a disputa, acabará perdendo o mandato em algum momento. Silveira já se lança como pré-candidato à única vaga para o Senado pelo Rio (está em quinto lugar nas pesquisas, com 8% de intenções de votos).
Olho no futuro
O Centrão não cogita ficar fora de um eventual novo governo de Lula, embora demonstre discordância com o receituário econômico petista, principalmente no que se refere a novas privatizações.
Um dos elos do grupo para justificar o ato de reatar com Lula, caso ele vença mesmo as eleições, deverá ter o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa do ex-presidente e que foi apoiado pelos caciques do bloco em 2018. A provável aproximação considera o fato de Alckmin defender bandeiras e propostas mais liberais.
Mais um
Entre os ministérios prometidos para o ano que vem por Jair Bolsonaro, caso consiga se reeleger, também está o da Indústria anexado à Economia no início de seu governo.
A promessa do presidente é vista como uma tentativa do Chefe do Governo de agradar os industriais em ano eleitoral. Muitos industriais, contudo, estão dispostos a remontagem do Ministério da Indústria (e possivelmente, do Comércio também) no começo do próximo governo, seja lá quem for o presidente.
Nova ameaça
Entre as muitas novas ameaças feitas por Jair Bolsonaro nos últimos dias (a maioria delas, reação contra o STF por ter mantido a cassação de Fernando Francischini), o presidente está avisando que pretende transformar o 7 de Setembro numa super manifestação a seu favor.
“A presença do povo mostrará de que lado estão. Ao lado da ordem, da lei, da ética, da Constituição e da democracia. É isso que eles querem”. Os analistas acham que, se não houver mais provocações contra o STF e TSE, pouca gente se animará a ocupar as ruas.
Lança perfume
A Yves Saint Laurent Beauté fez festa para o lançamento da fragrância Libre Eau de Toilette, na Central 1926, na Bela Vista em São Paulo.
Entre tantas convidadas presentes estava a embaixadora da marca no Brasil a atriz Marina Ruy Barbosa (primeira foto) que definiu a palavra liberdade (tradução do nome do perfume em português):
“Liberdade não é apenas ser dona do próprio nariz. Isso é ter autonomia. Liberdade, para mim, está intimamente ligada à autoaceitação, à autoestima, ao amor-próprio e ao autoconhecimento.
Ser livre é se conhecer para fazer suas próprias escolhas. É estar em paz com essas escolhas. É não ter medo da tentativa e da possibilidade de ter que lidar com o erro, a aprendizagem e o recomeço”.
Aliás Marina também será o rosto da grife na linha de maquiagem no Brasil. Também passaram por lá, da esquerda para direita, as irmãs Cléo (que foi acompanhado do marido Leandro D’lucca) e Antonia Morais (acompanhada do namorado Paulo Dalagnoli), Isabeli Fontana (com marido Di Ferrero) e o casal de atrizes Vitória Strada e Marcella Rica.
Racha na comunicação
“Sem pandemia, sem corrupção e com Deus no coração, seremos uma grande nação”. É o mote de Jair Bolsonaro no final dos vídeos veiculados nos horários do PL, que foi ridicularizado por Carlos Bolsonaro, que cuida das redes sociais na campanha do pai.
“Vou continuar fazendo o meu aqui e dane-se esse papo de profissionais de marketing... Meu Deus!”. Os vídeos foram criados pelo marqueteiro Duda Lima, indicado por Valdemar Costa Neto, dono do PL, que será mantido.
Os vídeos mostram Bolsonaro falando com adolescentes, falando sobre Deus e família e com mulheres focando o Auxílio Brasil.
Carluxo se queixa também que a linguagem é artificial. As peças do marqueteiro Duda Lima (sua veiculação termina dentro de dias) foram consideradas ruins entre os profissionais do segmento entre São Paulo e Rio. Só que ao atacar Lima, Carluxo joga o pai contra Valdemar Costa Neto e o PL, que pagam as contas (em parte).
Jair Bolsonaro está espremido: ou filho ou Costa Neto, que toca o QG eleitoral ao lado de outro filho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (tem também a participação de Ciro Nogueira, da Casa Civil e cacique do PP).
O lado investidor
A atriz Nicole Kidman, que em breve completará 55 anos (20 de junho), está fazendo muito sucesso nos cinemas onde interpreta a Rainha Gudrún no filme O homem do Norte (The Northman) e na pele de Lucille Ball no filme Apresentando os Ricardos¸ da plataforma de streaming Amazon Prime Video.
Ao lado de Javier Bardem, que conta a vida da atriz do sitcom norte-americano I Love Lucy e seu marido Desi Arnaz, onde Kidman aparece quase irreconhecível e acabou lhe rendendo um Globo de Ouro Só que a atriz também resolveu se dedicar à produtos de beleza vegano.
E se tornou investidora e embaixadora da marca vegana Vegamour. “Não se tratava de ser o rosto da marca ou vender produtos, mas ser uma defensora de um estilo de vida holístico que prioriza o autocuidado”.
Memória
Em 2019, Bolsonaro disse que Carlos foi responsável por sua eleição. “Acho até que deveria ter um cargo de ministro”. No período de transição, o presidente eleito na época chegou a cogitar a recriação da Secretaria de Comunicação Social e a nomeação do filho vereador do Rio para chefiá-la.
A ideia não foi adiante. Na campanha de 2018, ele atuava quase sozinho. A diferença é que hoje Carluxo lidera uma equipe formada por integrantes do chamado “gabinete do ódio”, estrutura montada para produzir mensagens de difamação contra antagonista do pai.
Pai da ideia
A pré-campanha da senadora Simone Tebet (MDB-MT) tem na retaguarda um marqueteiro com relações com o tucanato.
É Felipe Soutello que trabalhou em sua primeira campanha, aos 15 anos, para José Serra que, em 1986, disputou vaga de deputado federal. Também trabalhou na campanha de Bruno Covas e agora é consultor de Ricardo Nunes.
Detalhe: Soutello foi o primeiro a pensar em Geraldo Alckmin como vice de Lula, num jantar no apartamento de Marta Suplicy, em maio do ano passado.
Conversa
Quem diria: o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, líder das pesquisas de intenções de votos está achando que a união entre Geraldo Alckmin e Lula pode ganhar uma variante.
Ele tem feito o meio de campo para uma possível conversa entre Lula e – quem diria – João Doria, que anuncia seus novos planos no próximo dia 18. Recentemente, Doria já se disse aberto a conversas com Lula, a quem chamou, durante muito tempo de “ladrão” para baixo.
É para todos
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo acolheu recurso impetrado pelo PT e barrou o pedido de transferência de domicílio de Sérgio Moro por 4 votos a dois.
Ele era pré-candidato ao Senado por São Paulo e se não conseguir reverter a decisão no Tribunal Superior Eleitoral não poderá concorrer a nenhum cargo eletivo por São Paulo.
Aliados do ex-juiz querem que a regra seja aplicada para todos, ou seja, também para o pré-candidato ao governo paulista, Tarcísio de Freitas.
Mistura fina
AINDA sobre o ex-juiz: Moro poderia sair candidato à senador pelo Paraná, mas enfrentaria Álvaro Dias, do Podemos, partido ao qual Moro pertenceu antes de pular para o União Brasil. Nas pesquisas, Dias que concorre à reeleição ao Senado é o favorito, distanciado dos demais.
O PSD de Gilberto Kassab tem agora, como prioridade máxima, a recondução do senador Rodrigo Pacheco (MG) à presidência do Senado em 2023. Para manter um dos três cargos mais relevantes da estrutura do poder da República com o PSD, Kassab admite que precisará eleger governadores e bancadas expressivas no Congresso.
Ele projeta a vitória nas urnas de 60 deputados federais e 16 senadores.
A DERROTA de Kássio Nunes Marques no STF já havia sido indicada pelo ministro Alexandre de Moraes, horas depois da decisão do TSE ter sido anulada.
No mesmo dia, ele afirmou que “o obstáculo logo seria superado” e que o entendimento da Justiça Eleitoral seria “aplicado nas eleições deste ano”. Já àquela altura, o episódio deixou claro o isolamento de Nunes Marques no Supremo.
ESTA semana, Paulo Guedes (Economia) almoçou com representantes da indústria e prometeu, se Jair Bolsonaro for reeleito e ele continuar no ministério, que o pagamento de impostos e contribuições será reunido em uma só guia, com uma única data de vencimento. Hoje, as empresas têm de recolher seis tributos federais com diferentes datas de apuração e pagamento.
LEVANTAMENTO preliminar feito pelo deputado general Peternelli (União Brasil) estima que, pelo menos, 50 militares deverão concorrer nas próximas eleições. O Rio poderá ter mais de nove candidatos, seguido pelo DF com sete e São Paulo, com outros 6 e todos integrantes de partidos considerados do centro para direita.
PRÉ-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (Republicanos), empatado com Márcio França (PSB) quer revogar impostos elevados durante a gestão de João Doria (PSDB). À propósito: Tarcísio define Fernando Haddad, líder das pesquisas, como “um político que não joga abaixo da linha da cintura”.
O MINISTÉRIO Público já investiga oito denúncias de violência contra candidatos declaradamente LGBTQIA+. Observadores acreditam que é uma estatística que só tende a crescer até outubro.
É REALIZADA até dia 17 de julho a sessão legislativa do primeiro semestre do ano, segundo o artigo 57 da Constituição. Em ano eleitoral, contudo o recesso já começa neste mês, com as festas juninas