Antônio Carlos Siufi Hindo - Promotor de Justiça aposentado
A política resulta em algo extraordinariamente notável. A exercitamos todos os dias nas mais diferentes atividades do nosso cotidiano. A partidária, sobretudo.
A disputa eleitoral é a sua excelência, porque o seu protagonista dá um passo gigantesco à frente de todos para avançar com seus propósitos, seus anseios, suas inquietudes, suas irresignações e, principalmente, seus ideais.
Mas cuidado! Trata-se de um terreno perigoso. No seu perímetro encantador abunda todos os tipos de figurantes. Ali estão os oportunistas, os estelionatários, os vendedores de ilusões, os mentirosos, os atrevidos e os que colocam o nome de Jesus na vanguarda das suas equivocadas caminhadas.
Os traidores, em especial. Mas existem as pessoas bem propositadas, que formam a sua minoria. Isso não é privilégio apenas do nosso País. Seu retrato está esparramado em todas as democracias.
Charles de Gaulle conheceu esse tema. Precisou fugir do seu país para comandar a resistência francesa contra o nazismo diretamente de Londres. Foi vitorioso. É nesse contexto diabólico e fomentador de todos os propósitos que vejo a formação da tal 3ª via como forma de furar a polarização instalada no pleito presidencial que se aproxima.
Seu propósito resultou elevado. Todavia, a soberbia de uns e a arrogância de outros ofuscaram a sua formatação. Nesse contexto, surgiu a figura sempre exuberante de Simone, com o seu ideal e a vontade de servir sua pátria. Mas só isso não basta!
O enfrentamento de duras resistências dentro da sua legenda foi o maior indicativo a minar propósitos elevados. Não posso avaliar até que ponto a aspirante ao Palácio do Planalto marchou na direção correta. Penso que faltou nessa caminhada a orientação firme e segura de Ramez.
Homem público notável. Nos momentos delicados que o Senado da República enfrentou, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o convidou para serenar os ânimos da Câmara Alta da República e do Congresso Nacional.
Um senador de um estado federado pequeno. O convite não resultou de forma aleatória. Seu diálogo fácil, convincente e sempre voltado para servir a pátria foi o grande indicativo desse condão maior. Se vivo fosse, certamente seria uma bússola segura a mudar os rumos da caminhada política de Simone.
Saberia interpretar corretamente o quadro político atual como forma de melhor embasar o seu precioso conselho. Sua reeleição para o Senado seria uma vertente preciosa. A Câmara dos Deputados não pode ser descartada.
Outras opções também são oferecidas. Mas as linhas que formatam o presente artigo refletem apenas a opinião desapaixonada do articulista. Respeitamos as opiniões diferentes.
Tenho consciência plena que as pessoas dignas, honradas e que têm um passado de serviços relevantes precisam enfrentar essas dificuldades para poder oferecer aos seus nacionais outras opções. Na política, os postulantes aos cargos eletivos em disputa não perdem nunca. Sempre ganham.
A omissão em exteriorizar um ideal recheado de virtudes morais, cívicas e patrióticas seguramente não pode prevalecer diante das incertezas provocadas pelas ações despropositadas ofertadas por poucos. É como penso.
Essas linhas são as minhas expressões. A democracia sempre agradecerá a seus filhos ilustres por essas manifestações concretas e de amor absoluto à terra natal. Boa sorte, senadora!