Toda história, reproduzida por escritores, apresenta aspectos dramáticos da vida real ou fictícia! Quando, porém, a proeminência dos fatos narrados é a de explorar, desenfreadamente, vícios, maldades, estupidez, grosserias, com a desculpa de que isto retrata a realidade, a obra pode tornar-se intolerável, sob o ponto de vista ÉTICO E PEDAGÓGICO!
Exemplifiquemos com a novela atual, apresentada pela Rede Globo, - “Pantanal”! Na sequência, acertam os autores em mostrar as belezas do nosso Estado, a evidenciar o erro da discriminação social a negros e homossexuais, a popularizar e divulgar as belas canções regionais, a explorar as belezas deste inconfundível e extraordinário bioma!
Mas erram, enormemente, afetando a mente e o coração de multidão de jovens brasileiros, quando exploram e/ou incentivam, pecaminosamente, as relações anormais do sexo, a desagregação familiar, o adultério, a infidelidade matrimonial, a inveja e ódio entre irmãos, a bigamia, a irresponsabilidade em gerar filhos, a desastrosa pornografia...
Pergunta-se: os meios de comunicação social (falada, escrita, televisada) têm um único escopo, qual seja, o de divulgar notícias? Ou têm também, obrigatoriamente, freios, regras, compostura, na expedição de suas mensagens?
É de se indagar: qual o móvel que impulsiona os meios de comunicação social a veicular, frequentemente, e tão somente desastrosos acontecimentos?
Seria o de lucrar, exorbitantemente, com o faturamento, resultante do sucesso da audiência? Seria o de usufruir orgulho pelo elevado índice de expectadores, superando outras emissoras?
Suas responsabilidades passam por algum filtro purificador?
Essas perguntas nos ensejam as seguintes considerações:
Toda ação humana visa um “bem”, uma realização pessoal! Agimos sempre em função de algo que nos satisfaz. A vontade do homem persegue infalivelmente um “bem”!
Ocorre que, infelizmente, muitos de nós, por uma série de fatores: visão deturpada, preguiça, ignorância, má educação, má formação, enxurrada de vícios, somos levados a procurar e acatar o “bem aparente”, a satisfação momentânea, desprezando o “bem real”! Buscamos a droga, a trapaça, o engodo, o alcoolismo, o lucro desonesto, a luxúria, como um “bem”, quando, na realidade, este elenco tem, apenas, uma aparência de “bem”, não tendo nada de “bem real”, que é o bem verdadeiro, que é o bem que nos aperfeiçoa e nos agiganta e nos realiza como seres racionais!
Nós, humanos, dotados do “livre arbítrio”, temos duas especialíssimas faculdades que nos distinguem dos animais irracionais: a INTELIGÊNCIA (que busca a verdade) e a VONTADE (que busca o bem)!
Urge torcermos, ardorosamente, para que os nossos Meios de Comunicação (Rádio, Jornal, TV, Internet), aclarados pela reta RAZÃO e movidos por cristalina VONTADE, na busca do “bem real”, aponte, com exaustão, e explore, satisfatoriamente, para o público brasileiro, os caminhos do bem, da verdade, da justiça, as sendas louváveis da dignidade e nobreza humana!
Que o “vil metal” não tenha a primazia das ações humanas!!!
Oxalá não se turve a nossa RAZÃO, pelos numerosos sofismas que nos cercam! Que não se desfigure a nossa VONTADE com a multidão dos “bens aparentes”, que nos estraçalham!!!
Que o nosso descanso, no final do dia, ao contactarmos com os aparelhos eletrônicos, seja acompanhado, também, no regaço familiar, de lazer e estímulos para a prática da virtude! E que a nossa imprensa contribua, decisivamente, para a formação cívica, moral, social, patriótica de nossa comunidade!