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Coluna do PVC: Palmeiras tem nova versão do time que nunca perdeu

Resultado de domingo (21) avaliza o Palmeiras como principal candidato ao título

Existe um time na história do Palmeiras que jamais perdeu. É quase poesia dizer Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, César e Nei. Em 16 partidas, oito empates e oito vitórias.

Neste domingo (21), o time de Abel Ferreira enfrentou o Flamengo com outra formação que segue imbatível: Weverton, Marcos Rocha, Gustavo Gomez, Murilo e Piquerez; Danilo e Zé Rafael; Dudu, Raphael Veiga e Scarpa; Rony. Juntos, os 11 atuaram 6 vezes, ganharam três e conquistaram o 3º empate.

O verbo conquistar está aqui conjugado na 3ª pessoa do plural, porque o resultado avaliza o Palmeiras como principal candidato ao título. Os nove pontos de diferença não garantem, mas empurram em direção ao 11º troféu do campeonato.

A incerteza é a tabela. Nos 15 jogos restantes, o Palmeiras enfrentará Fluminense, Athletico, Inter e Atlético fora de casa. Abel Ferreira ouviu de seus jogadores que a receita para vencer o campeonato é não perder em casa. Na contramão, pode ser o primeiro campeão brasileiro dos pontos corridos invicto como visitante, duas derrotas no Allianz Parque.

Contra o Flamengo, a estratégia prevaleceu menos do que na final da Libertadores. Talvez pelo Flamengo ter permitido aos donos da casa jogarem no ataque.

Scarpa sempre joga do lado do lateral adversário mais ofensivo. Abel Ferreira protege Dudu (e seu time) permitindo ao camisa 7 atacar mais. A razão é óbvia: Scarpa marca melhor. Só que o gol do Flamengo nasceu de Ayrton Lucas, no setor protegido por Scarpa. No 2º tempo, De Arrascaeta quase marcou 2 x 1 depois de um cruzamento de Matheuzinho. Scarpa também o acompanhava.

Não dá para planejar tudo. Scarpa não jogou mal, não teve culpa no gol e Dudu deu o passe para o gol de Raphael Veiga, quando trocou o lado esquerdo pelo direito.

A saída de jogo do Palmeiras normalmente funciona, seja com passes curtos, ou com lançamentos longos. Lembre-se de Gustavo Gómez passando para Mayke oferecer o gol a Raphael Veiga, na final da Libertadores. O ensaio deu certo daquela vez. Desta, um chute longo de Marcos Rocha caiu na defesa do Flamengo e se transformou no lance do 1º gol, cruzamento de Ayrton Lucas para Victor Hugo.

O clássico entre os dois melhores times do Brasil não virou jogaço. A partida foi tensa e teve menos estratégia do que a final da Libertadores. O Palmeiras não tentou atrair o rival. Foi ao ataque e este pode ter sido um dos motivos de as questões táticas aparecerem menos do que é costuma com Abel Ferreira.

Ayrton Lucas foi o melhor em campo, marcando Scarpa no 1º tempo, Dudu no 2º, quando o atacante palmeirense deu o passe para o gol rubro-negro. Ainda houve outro, bem anulado por impedimento de Raphael Veiga, e quase nenhum perigo em escanteios.

Coisa rara. O Palmeiras tem o melhor ataque do Brasil neste ano, com 112 gols, dos quais 43 pelo alto. O Flamengo é o 2º ataque mais positivo e 41 de seus 103 gols também são de jogada aérea.

Frear os escanteios era parte do plano de Abel Ferreira. Sua formação clássica segue invicta. Faltou ganhar o jogo.

A reação

Neymar segue sua reação no início de temporada. Contra o Lille, campeão há duas temporadas, o brasileiro marcou duas vezes e deu dois passes decisivos. Pelo terceiro jogo seguido, foi o melhor em campo, mesmo com grande atuação de Mbappé, desta vez.

O desafio

O desafio de Casemiro aceitar a transferência para o Manchester United não tem muito a ver com dinheiro, mas pode ter com a concorrência. O francês Tchouaméni pode ser o volante do futuro, tanto na Copa do Mundo, quando no Real Madrid.

 

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