Opinião

SAÚDE EM ALTA PERFORMANCE

Saiba o que é a síndrome do túnel do carpo, como diagnosticar e tratamentos

Patologia causa dor e formigamento nas mãos e, alguns casos, pode ser grave

Denis Felipe

Denis Felipe

22/08/2022 - 10h46

A síndrome do túnel do carpo é um problema sensitivo e motor, que acomete a mão e causa dores e formigamento, entre outros problemas aos pacientes.

No programa Saúde em Alta Performance desta semana, o médico ortopedista Leandro Viecili explica sobre a síndrome, sintomas e tratamentos.

"A síndrome do túnel do carpo é um conjunto de sinais e sintomas que acontecem nas mãos e isso gera uma série de problemas", disse.

"Então o paciente acaba tendo muita dor na mão, formigamento, principalmente à noite. Então, às vezes, a gente acorda de madrugada com a mão formigando, tem que balançar as mãos pra melhorar", acrescentou.

O médico explica que, com o agravamento da patologia, o paciente começa a ter problemas de sensibilidade e perda de força na mão, podendo até ser irreversível, com atrofia muscular.

"Nos casos mais avançados, os objetos começam a cair das mãos e começamos a ter dificuldade em manejar coisas simples, como pinça, lápis, caneta ou simplesmente xícaras, e isso vai piorando sem o tratamento adequado", afirma o ortopedista.

O primeiro sinal de que o paciente pode ter a síndrome do túnel do carpo é a dor, principalmente após períodos de excesso de movimento, trabalho ou esforço físico.

Posteriormente, surge o sintoma de formigamento, sendo este o sinal de alerta.

O formigamento ocorre principalmente à noite, devido a mão ficar parada, fazendo com que haja acúmulo de líquido na região onde o nervo é comprimido.

"O túnel do carpo é um túnel fibroso, não elástico, que fica na região do punho e, neste túnel, passa o nervo e vários tendões. Quando esse nervo por algum motivo inflama, o túnel não acompanha a sua espessura, o seu tamanho, isso acaba estrangulando o nervo", diz o médico.

As causas para a patologia podem ser endócrinas, metabólicas, nutricionais, tumorais, excesso de movimento, movimento repetitivo, trauma, microtraumas, entre outros, mas, segundo o ortopedista, a maioria das vezes está correlacionada a cauda idiopática, que é quando não tem causa definida.

O profissional explica ainda que a síndrome algumas vezes acaba sendo confundida com a tendinite, que são lesões por esforço repetitivo.

Dessa forma, apresentando os sintomas, é necessário que o paciente vá até uma clínica para o diagnóstico.

"O diagnóstico é mais clínico mesmo, através de uma consulta, de uma anamnese, das perguntas do médicos e o exame físico que o médico faz no paciente, é possível ter o diagnóstico firmado", diz Viecili.

O médico ortopedista explica ainda quais são os exames pedidos para confirmar o diagnóstico e a gravidade do problema, além de definir o melhor tratamento.

"O tratamento varia de acordo com a sintomatologia do paciente, conjuntamente com o resultado dos exames subsidiários. Normalmente, existem dois tipos de tratamento, o tratamento conservador e o tratamento cirúrgico", explica.

Ele esclarece a diferença entre os dois, qual a indicação para cada caso e a recuperação.

Confira o programa completo abaixo:

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