Opinião

ECONOMIA

O Brasil está condenado a crescer

Confira a coluna do economista Michel Constantino desta terça-feira (30)

Judson Marinho

30/08/2022 - 00h05

Essa frase ficou conhecida pelo pronunciamento do Ministro da Economia Paulo Guedes sobre os investimentos privados contratados para Ferrovias e outras contas de infraestrutura. No Brasil os investimentos contratados em infraestrutura por meio de concessões e privatizações conseguiram valores expressivos até 2031:

  • 2022: R$188 bilhões
  • 2023: R$200B
  • 2024: R$220B
  • 2025: R$221B
  • 2026: R$212B
  • 2027: R$213B
  • 2028: R$228B
  • 2029: R$208B
  • 2030: R$214B
  • 2031: R$216B

Essas contratações contaram com a edição da MP 1065 em agosto para o setor ferroviário, que já observou comprimentos de mais de R$70 bilhões em investimentos, valor equivalente a metade de todo o investido nos 20 anos anteriores.

Independentemente de quem seja o presidente do Brasil a partir de 2023, já temos a iniciativa privada como promotora do desenvolvimento a partir de investimentos de infraestrutura, que reduz custos, se torna mais eficiente e aumenta a produtividade das empresas, negócios e de toda economia.

Esses investimentos são inéditos nos últimos 30 anos no Brasil, depois da descontinuidade da política de abrir ferrovias, o Brasil aprendeu que seu agronegócio carrega a economia brasileira e é necessário aumentar a produtividade com menos burocracia e acesso para todos. 

As ferrovias têm papel central na economia de baixo carbono e na gestão de recursos para cada um dos nossos estados e nossos portos para exportação. 

Nos próximos anos serão necessárias ações do governo federal que continue essa política de interiorização e concessão das ferrovias e rodovias, que irá apresentar um novo cenário brasileiro de desenvolvimento. 

Nos últimos três anos vimos que é necessário inteligência e incentivo para colocar investimentos privados em obras estratégicas para nosso país.

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