Opinião

Mercado financeiro

O Chile entre uma economia ortodoxa ou heterodoxa

Confira a coluna do economista Michel Constantino, desta terça -feira (6) de setembro

Natália Olliver

06/09/2022 - 00h05

Os indicadores econômicos chilenos sempre foram destaque positivo ao longo de décadas. 

A constituição chilena elaborada durante o governo de Augusto Pinochet na década de 1980 apresentou resultados econômicos que levaram o Chile à melhor economia da América Latina e uma economia de livre mercado.

Os protestos de 2019 indicaram insatisfação com o governo da época, o qual levou à discussão sobre a constituição vigente e acabou elegendo um governo de esquerda com propósitos de realizar o referendo sobre a mudança da constituição. 

No domingo anterior, a votação do referendo mostrou que a população não quer essa proposta de constituição, uma constituição que contém propostas polêmicas sobre o senado, a justiça, costumes, valores da família e as forças armadas. 

Na economia, transformaria a economia ortodoxa em uma economia heterodoxa, com o maior peso do estado sobre as decisões e regulamentações.

Nesse ponto, sobre a economia e a liberdade, o povo chileno tem orgulho de ter até antes da pandemia os melhores resultados de crescimento per capita, exportações de alto valor agregado, fluxos comerciais fora do Mercosul, e contratos bilaterais fundamentais com vários países no mundo.

Os chilenos sabem que ao dar poder ao “estado”, poderia ganhar com mais “direitos”, mas a conta para esse fim seria de todos, e no final quem paga a maior fatia é o povo, e nesse caso a população mais pobre. 

A diferença entre uma economia de mercado (ortodoxa) e uma economia heterodoxa (planejamento central) é bem clara, e funciona como um elefante pesado nas costas dos pagadores de impostos. 

As beneficies do governo impacta diretamente na vida das pessoas, aumentando impostos e criando obstáculos para o crescimento de empresas, emprego e produtividade.

A resposta do povo chileno nas urnas serve como parâmetro para o Brasil, lá as pesquisas apresentaram que a população queria a mudança, no “escurinho” da urna, o povo rechaçou a constituição heterodoxa. 

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