Os indicadores econômicos chilenos sempre foram destaque positivo ao longo de décadas.
A constituição chilena elaborada durante o governo de Augusto Pinochet na década de 1980 apresentou resultados econômicos que levaram o Chile à melhor economia da América Latina e uma economia de livre mercado.
Os protestos de 2019 indicaram insatisfação com o governo da época, o qual levou à discussão sobre a constituição vigente e acabou elegendo um governo de esquerda com propósitos de realizar o referendo sobre a mudança da constituição.
No domingo anterior, a votação do referendo mostrou que a população não quer essa proposta de constituição, uma constituição que contém propostas polêmicas sobre o senado, a justiça, costumes, valores da família e as forças armadas.
Na economia, transformaria a economia ortodoxa em uma economia heterodoxa, com o maior peso do estado sobre as decisões e regulamentações.
Nesse ponto, sobre a economia e a liberdade, o povo chileno tem orgulho de ter até antes da pandemia os melhores resultados de crescimento per capita, exportações de alto valor agregado, fluxos comerciais fora do Mercosul, e contratos bilaterais fundamentais com vários países no mundo.
Os chilenos sabem que ao dar poder ao “estado”, poderia ganhar com mais “direitos”, mas a conta para esse fim seria de todos, e no final quem paga a maior fatia é o povo, e nesse caso a população mais pobre.
A diferença entre uma economia de mercado (ortodoxa) e uma economia heterodoxa (planejamento central) é bem clara, e funciona como um elefante pesado nas costas dos pagadores de impostos.
As beneficies do governo impacta diretamente na vida das pessoas, aumentando impostos e criando obstáculos para o crescimento de empresas, emprego e produtividade.
A resposta do povo chileno nas urnas serve como parâmetro para o Brasil, lá as pesquisas apresentaram que a população queria a mudança, no “escurinho” da urna, o povo rechaçou a constituição heterodoxa.