O perito forense Oriz Júnior é o entrevistado desta semana no Programa Saúde em Alta Performance.
Ele explica sobre a atuação da perícia e a importância da neurociência.
"A neurociência está muito em alta, o estudo e a ciência evoluíram muito, principalmente depois da pandemia. A gente percebeu que a cabeça foi uma das grandes partes afetadas de tudo isso", disse.
O perito esclarece que é importante cuidar da saúde mental, mas de forma correta e saudável.
Com relação ao trabalho de perito forense, Oriz Júnior explica que a perícia tem um papel fundamental na produção de provas.
"Todo crime que acontece a gente precisa de um conjunto de provas que vai subsidiar todo o processo. Então a gente vai buscar ali a materialidade, que é como esse crime aconteceu, de que forma ele aconteceu, onde aconteceu, quando e também a gente vai buscar autoria", disse.
Para tentar chegar a essa autoria, os peritos fazem coletas de vestígios, impressões digitais, DNA, comparação facial, e outros conjuntos de técnicas e exames que variam dependendo de cada local.
"As pessoas veem TV, a gente chama de efeito CSI, que é todo aquele glamour, mas não é bem assim. Aqui a pegada é outra. Lá é tudo bonito, tudo limpo, pois é cinematográfico. Eles romantizam todo o trabalho, mas é pesado, é um trabalho complicado, complexo, que exige imparcialidade total", comparou.
Com relação a neurociência, o perito explica que está relacionado com a perícia, já que são traçados perfis psicológicos dos criminosos e também na preparação e atendimento da vítima.
"Diante disso e das próprias evoluções, eu sempre procurei seguir essa linha científica, biológica, eu me interessei pela evolução da cabeça. Como que a cabeça funciona? Por que que a cabeça pensa assim? A gente tentar trazer a ciência pra dentro da da análise", explicou.
"Você consegue aplicar neurociência no direito, na pedagogia, na psicologia, então é uma ciência que estuda o sistema nervoso com um completo e a sua funcionalidade, como você pode ter o desempenho, como que você pode ter a sua alta performance", acrescentou.
Oriz Júnior explica ainda as diferenças entre o trabalho do neurocientista e dos coachs ou motivacionais, que são mais superficiais, além de explicar como funciona o cérebro e a importância de um trabalho psicológico.
"Quem tiver condições, busque um profissional capacitado, busque uma terapia, uma ajuda, mas principalmente que você busque se entender. Entenda o seu cérebro como comandante, a sua máquina, assim como quando você sente uma dor no coração, no rim, você vai num médico, você vai fazer um exame, a cabeça também precisa de exame", deu a dica o profissional.
Confira o programa completo abaixo: