Nesta semana, o candidato a presidência da república pelo Partido dos Trabalhadores – PT definiu uma estratégia para redução dos preços da carne no mercado nacional.
A proposta do candidato foi de reduzir as exportações de carne para abastecer mais o mercado interno e com isso aumentar a oferta e reduzir os preços.
Fiz uma pesquisa entre os candidatos a governo e senado, e percebi que essa ideia é ventilada não somente pelo candidato do PT como outros candidatos a governadores e senado de estados líderes em exportação de carne e grãos como Mato Grosso do Sul.
Os candidatos misturam a excelente produção do agronegócio brasileiro com a fome no Brasil, e essa mistura faz com que alguns candidatos, artista, jornalistas e até especialistas em segurança alimentar realizem análises errôneas que levam a propostas equivocadas.
A economia é muito simples, e as explicações estão no comportamento que produtores, consumidores e a toda dinâmica produtiva realiza a incentivos ou desincentivos.
Nesse caso, o candidato quer desincentivar as exportações de forma artificial, ou seja, “a canetada”, desiquilibrando o mercado exportador e produtor. Os efeitos dessa equivocada ideia são:
- Desincentivo a produção: os produtores que exportam mantem no curto prazo sua produção, mas no médio prazo reduz seus investimentos, produção e expansão dos negócios;
- Aumento de preços internamente: no primeiro momento, os preços diminuem com a maior oferta do produto, e no segundo momento (médio prazo) os preços se elevam com a menor produção e consequentemente menor oferta;
- Redução da renda e emprego: com a redução dos investimentos e menor produção a renda das pessoas na cadeia produtiva diminui e aumenta o desemprego;
- Quebra de contratos internacionais: a mudança nas regras do livre mercado cria uma insegurança jurídica e repele investimentos internacionais e contratos futuros;
- Aumento da fome: com redução dos investimentos, emprego e principalmente a renda, a fome aumenta e as pessoas perdem poder de compra.
Esse tipo de estratégia já foi testada em outros países, e tivemos no ano passado a Argentina realizando a mesma ideia, que apresentou resultado que estamos descrevendo.
A economia é igual em todo lugar do mundo, na Argentina, destacando que o país chegou a ter uma queda de preços no primeiro momento, os produtos começaram a faltar na prateleira dos supermercados e depois tivemos o aumento de preços, hoje é um dos países com maior inflação no mundo, e já trocaram 3 vezes o ministro da economia.
Estamos com alta demanda de alimentos pela Europa e China que ainda não conseguiram aumentar sua produção parada durante a pandemia. Esse é um efeito positivo para o Brasil, elevando nossa economia e permitindo está crescendo num período de desaceleração global.
A fome no Brasil aumentou por causa da pandemia, empresas fecharam, empregos sumiram e ainda estamos recuperando a dinâmica econômica, a abertura de mercados e o aumento da produtividade.
A economia agrícola dá saltos de aumento de produtividade, investimento em tecnologia, investimentos e sustentabilidade, gerando emprego, renda e liderança global de alimentos e energia.
Com aumentos de produtividade, teremos mais renda, tecnologia e a redução da fome é consequência.