Opinião

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"Como a democracia corre risco, a posse de Alexandre de Moraes virou um ato político".

de PAULINHO DA FORÇA // sobre a posse do novo presidente do TSE

Bianka Macário

18/10/2022 - 05h01

Prejudicadas em bilhões pela intervenção estatal nos preços da cana-de-açúcar e do álcool na década de 80, as usinas sucroalcooleiras estão tentando costurar com o governo federal um acordo para dar fim às disputas judiciais.

Mais: querem chegar à um acordo em torno das indenizações. Algumas das ações se arrastam há mais de 30 anos. Uma das possibilidades seria elaborar um plano para o pagamento escalonado da dívida.

IN: Luminária industrial de trilhos

OUT: Luminária industrial pendente
 

Toga amiga

 
O presidente Jair Bolsonaro quer se encontrar com o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello, que recentemente se declarou seu eleitor. Mesmo que seja indiretamente, seria mais uma das tantas provocações de Bolsonaro ao Supremo.
 
Há quem aposte que Marco Aurélio não admitiria ser usado na campanha, com fotos menos ainda. Por outro lado, Simone Tebet (ainda com 2% nas pesquisas) tem se empenhado em intensificar a interlocução com o STF. Sua principal interface é a ministra Cármen Lúcia.
 

COM O CAPITÃO

Nas primeiras pesquisas para o Senado no Rio Grande do Sul, o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) estava melhor colocado: agora, está em terceiro lugar com 16% de intenções de votos, atrás de Olívio Dutra (PR) com 25% e Ana Amélia (PSD) em segundo.
 
O susto do general fez com que providenciasse rapidamente vídeo onde aparece sorridente ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Acha que recupera melhor colocação.
 

Ex-ministros

Às vésperas do primeiro turno, a aposta de Jair Bolsonaro de lançar ex-ministros ainda não se mostrou eficaz. Tarcísio de Freitas (Republicanos) perderia para Fernando Haddad num segundo turno para o governo de São Paulo, onde Márcio França (PSB) bateria Marcos Pontes (PL) para o Senado; no Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) está bem à frente de Onyx Lorenzoni (PL) na disputa do governo; no DF, Flávia Arruda (PL) deverá se eleger para o Senado e Damares Alves (Republicanos) fica na estrada; no Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP) duela com Luis Henrique Mandetta (União); na Bahia, João Roma não paga placê; e no Rio Grande do Norte, Rogério Marinho (PL) é o que enfrenta mais adversidades para o Senado.
 

CENAS DO SALÃO

Na posse de Alexandre de Moraes na presidência do TSE algumas cenas chamavam a atenção: Dilma Rousseff estava sentada a duas cadeiras de Michel Temer, onde se via José Sarney e Lula; Lula e Temer trocaram confidências o tempo todo; Dilma e Sarney cochichavam; Lula depois conversava com Paulo Guedes e Geraldo Alckmin com os ministros Luiz Eduardo Ramos e Augusto Heleno; Alckmin foi cumprimentado por Carlos Bolsonaro; e o ministro do STF Kássio Nunes Marques ficou sozinho, num canto, ladeado por cadeiras vazias.
 

Vizinhança

O Itamaraty sinalizou ao governo do novo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o interesse de apoiar a criação de um conselho empresarial entre os dois países. As primeiras conversas aconteceram por ocasião da viagem do chanceler Carlos Alberto França a Bogotá para a posse de Petro. No ano passado, as exportações brasileiras para a Colômbia cresceram quase 50% em comparação ao ano anterior, atingindo US$ 3,3 bilhões.
 
 

Talento Reconhecido 

A atriz, autora, produtora e diretora Malu Galli, 50 anos, tem mais de 30 anos de carreira, na TV, teatro e cinema. Em entrevista ela conta que foi reprovada em vários testes para TV. “Ficava triste de quase conseguir, e, na hora H, não rolar. Mas depois fui valorizando cada vez mais meu caminho nos palcos e no cinema”.

Apesar de papeis na TV, somente agora como coprotagonista da novela Além da Ilusão, sua primeira novela de época, viu seu nome ganhar destaque na mídia. Revelou também que se drogou na adolescência, mas o teatro a salvou.

“Me droguei muito na adolescência, gostava do estado alterado de percepção. No Tablado me entendi como uma criança criativa, livre. Aos poucos, o teatro foi me seduzindo mais do que as drogas. Principalmente, quando experimentei o silêncio da plateia… Já era a minha busca pelo segredo, pelo sagrado”.

Se despedindo de Violeta ela poderá ser vista na segunda temporada da série Desalma, exibida na plataforma de streaming Globoplay, onde viverá a bruxa Mykhaila. E ainda tem outros projetos: duas séries, uma delas é sobre a vida da arqueóloga Niède Guidon, que luta há cinquenta anos pela preservação da Serra da Capivara, no Piauí; e o filme Duas Irmãs, filmado durante a pandemia, em seu sítio na Serra da Bocaina.

Microcrédito Emergencial 

A equipe econômica estuda a criação de uma fórmula que viabilize o crédito consignado aos participantes do Auxílio Brasil utilizando-se uma combinação inédita: a criação de um teto de juros vinculado à garantia de um benefício mensal de R$ 500 pelos próximos quatro anos, tempo do futuro mandato de Jair Bolsonaro, se for eleito.
 
O presidente triplicaria a aposta, trocando 12 parcelas de R$ 600 por 48 meses de R$ 500. A conta leva em consideração uma redução dos benefícios fiscais, de forma a compensar os gastos adicionais com o Auxílio. Com o teto, os bancos capitulariam e o “microcrédito emergencial” seria a maior das “bondades” apresentadas nessa época por Bolsonaro.
 
 

A eterna mulher-gato

 
A atriz Michelle Pfeiffer, 64 anos, mostrou que ainda continua bonita ao compartilhar em suas redes sociais fotos onde aparece sem nenhuma maquiagem e claro que rendeu uma chuva de elogios.
 
A eterna mulher-gato (papel que a levou a fama) já está escalada para o filme Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania onde viverá Janet van Dyne: a mãe de Hope (a vespa do primeiro filme) e a Vespa original, que ficou perdida no reino quântico por 30 anos.
 
E também estrelou a série The First Lady onde interpretava Betty Ford, esposa do 38º presidente dos Estados Unidos, Gerald Ford, que ficará somente na primeira temporada, exibida na plataforma de streaming Paramount+, porque não agradou o público e a crítica.
 

Desinformação

 
O fanatismo religioso de Michelle Bolsonaro poderá ganhar algum resultado nas intenções de voto para o marido. A história mostra que fundamentalismo acaba dando certo. Em 2018, a direita acusou Fernando Haddad de distribuir um “kit gay” nas escolas, o que nunca aconteceu e facilitou a vitória de Bolsonaro. Mais: nesses dias rotulado de “demônio” por Michelle, Lula devolveu: “Se tem alguém que é possuído pelo demônio, é esse Bolsonaro”.
 
 

Salvação

Pode ter salvado a candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro o pedido de vista do ministro André Mendonça que, na prática, suspende o julgamento no STF de 20 recursos negados por Alexandre de Moraes, em quatro inquéritos contra o presidente.

O Planalto trabalhava com a suspeita de que Alexandre tentaria obter a condenação para impugnar a candidatura à reeleição, com o TSE negando o registro. O nome de Jair Bolsonaro nem apareceria na urna.

Olho no tabaco

O governo chinês está prestes a renovar as licenças de importação do tabaco de sete grandes produtores brasileiros. Entre os contemplados, estariam a CTA, Continental Tabacco e a Alliance One Brasil. A China é a segunda maior compradora do produto do Brasil, atrás apenas da Bélgica.
 
No ano passado as vendas de tabaco para o mercado chinês movimentaram US$ 183 milhões, quase um baforada. Para os fumicultores brasileiros, a China tem seu peso: o país asiático responde por 12% das exportações do setor.
 

Sem política

Os organizadores do Rock in Rio estão apreensivos com a proximidade do festival (de 2 a 11 de setembro) e das eleições. Roberta Medina, filha do criador do evento Roberto Medina, vive repetindo que “política não se faz em festival”. Os organizadores estudam agora uma medida profilática: seria recomendar aos artistas que evitem manifestações de ordem política (o risco é o efeito contrário). Uma das datas de maior preocupação é 4 de setembro, dia das apresentações de Gilberto Gil e Emicida, simpáticos a Lula.
 

MISTURA FINA 

 
LUIS Felipe d’Ávila, candidato à Presidência pelo Novo, iniciou sua campanha na comunidade Jardim Maria Luiza, em São Paulo. A escolha surpreendeu por ser uma sigla associada à elite. Tem 1% nas pesquisas e é o presidenciável mais rico: d’Ávila declarou R$ 24,6 milhões em bens à Justiça Eleitoral. Ele é casado com Ana Maria, filha do empresário Abílio Diniz.
 
ACUSADO de operar o esquema de rachadinha do hoje senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-PM e candidato a deputado estadual Fabrício Queiróz (PTB) lançou material de campanha com foto ao lado de Jair Bolsonaro, sob o slogan “Lealdade de verdade” – e não pediu autorização ao presidente.
 
O DEPUTADO federal André Janones (Avante), que renunciou à sua candidatura ao Planalto para apoiar Lula (ele já foi do PT), precisa combinar com os novos aliados o que diz ou escreve. Nesses dias, escreveu que Lula precisa “sair da USP”. O ex-presidente voltou ao campus da universidade (já estava agendado) no dia seguinte ao conselho. E participou de uma aula aberta com a fanática Marilena Chauí.
 
WILSON Witzel está em campanha para voltar ao Judiciário. O ex-juiz tem articulado com antigos colegas da magistratura sua indicação para a vaga de desembargador no TRF-2, aberta com a ida de Messod Azulay para o STJ. A cadeira em questão pertence à OAB pelo Quinto Constitucional.
 
A CANDIDATURA de Emerson Fittipaldi ao Senado italiano (também Andrea Matarazzo vai concorrer) acendeu um sinal de alerta no Banco Safra, que acha que a possível imunidade parlamentar daria a Fittipaldi rota de escape para suas pendências com credores. Ele responde a mais de 100 processos na Justiça por dívidas estimadas em cerca de R$ 55 milhões. O Safra acusa o ex-piloto de usar empresas de fachada para esconder seu patrimônio.
 
O CANDIDATO ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas, está relativizando os votos de eleitores de Jair Bolsonaro que iriam para Rodrigo Garcia (PSDB). Acha que “o paulista está vacinado desde o BolsoDoria”, quando João Doria costurava com o Chefe do Governo. Tarcísio, segundo colocado nas pesquisas em São Paulo, o “BolsoDoria” de 2018 “deixou grandes cicatrizes e o BolsoDrigo seria a repetição do mesmo”.
 
O MAESTRO Diogo Pacheco, 96 anos, figura histórica da música clássica no Brasil, acaba de sair de cena, deixando uma legião de amigos e admiradores. Diogo revolucionou sua arte quando regeu um concerto que tinha a cantora Elizeth Cardoso acompanhada pela Sinfônica de São Paulo, há décadas.
 
Colaboração: Paula Rodrigues

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