Opinião

MICHEL CONSTANTINO

Promessas e Números da Economia Brasileira para 2023

As contas dos governos, Federal, estaduais e Municipais, ficaram no azul, e até estados que antes estavam quebrados, passaram a ter R$ 440 bilhões em caixas em 2022

Elias Luz

08/11/2022 - 00h05

Em 2020 o governo se endividou em R$ 700 bilhões para amenizar a pandemia, um gasto em linha com grandes economias. 

Em 2021 começa a volta em “V” e a arrecadação surpreende, o crescimento do país volta forte e a arrecadação que é essencialmente sobre o consumo, se eleva em consonância com o aumento dos preços.

As contas dos governos, Federal, estaduais e Municipais, ficaram no azul, e até estados que antes estavam quebrados, passaram a ter R$ 440 bilhões em caixas em 2022. No início da pandemia, a arrecadação dos Estados caiu, o que foi compensado pela União, e, lembrando que a arrecadação volta a subir e estados ficaram com os recursos excedentes. 

Cabe mencionar que, em 2022, União, Estados e Municípios tiveram um superávit de R$ 230 bilhões em 12 meses. E graças a este feito, e a existência de eleições, o governo abriu os cofres este ano, com a PEC Kamizake e outras despesas. 

O IBRE - Instituto Brasileiro de Economia - calcula que as novas promessas irão custar em torno de R$ 430 bilhões, que está incluso auxílio Brasil em R$ 600, reajustes ao funcionalismo e corrigir despesas discricionárias: R$ 120 Bilhões. 
Regime de Recuperação Fiscal, que cobra valores entre R$ 77 bilhões, e, os precatórios, dívidas dos Estados com pessoas e empresas, além da compensação na queda do ICMS sobre combustíveis que custaria R$ 144 bilhões. 

Há ainda as promessas, como R$150 por filhos de até 6 anos pode custar R$ 18 bilhões. E a desoneração do Imposto de Renda que pode diminuir a arrecadação em R$ 60 bilhões.

O orçamento é de R$ 1,8 trilhão, de modo que R$ 430 bilhões, significam um aumento de quase 30% nos gastos públicos. Com uma alta taxa de inflação, e, sabendo que neste momento o Brasil possui a maior taxa de juros do mundo, é quase impossível sem falar em reformas e redução dos gastos públicos.

Estamos vendo promessas de aumento de ministérios e ampliação de investimentos em empresas públicas. 

Por outro lado temos as economias chinesas e europeias reduzindo seu crescimento, petroleiras reduzindo a oferta de petróleo e pressionando preços dos combustíveis. O teto de gastos deve ser aniquilado e um aumento de volume de dinheiro em circulação. Inflação e Juros mais altos?

Grandes desafios pela frente.

Direito previdenciário

Aposentadoria do Médico: Quem cuida de vidas também precisa cuidar do próprio futuro

Por Juliane Penteado Santana Advogada previdenciarista há mais de 25 anos e professora de Direito Previdenciário

23/10/2026 00h03

Juliane Penteado

Juliane Penteado

Continue Lendo...

Direito

Imóvel dado em garantia não cobre, automaticamente, todas as suas dívidas com o banco

A chamada "cláusula guarda-chuva", comum em contratos de bancos e cooperativas de crédito, tenta estender a garantia a qualquer dívida futura. A lei impõe limites, e conhecê-los pode salvar a fazenda

22/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).