Opinião

CLÁUDIO HUMBERTO

"Fulano de tal cobra de Marcola combate ao tráfico de drogas"

Deputado Federal Paulo Martins ironiza a colega Tabata do Amaral, que cobrou de Lula combate à corrupção

Valesca Consolaro

19/12/2022 - 09h15

Gilmar e Toffoli são agora maiores eleitores do STF

Se em Brasília houvesse esquinas, dobraria o quarteirão a fila para "um minutinho" de conversa com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli a pedido de candidatos à próxima vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a ser aberta pela aposentadoria compulsória do Ricardo Lewandowski, que completa 75 anos em março. Gilmar e Toffoli são assediados em razão de suas relações com o futuro presidente.

Maior liderança

Além da relação pessoal com Lula, como mostraram no recente almoço em Lisboa, Gilmar é o decano e a maior liderança do STF.

Poder de influência

Dias Toffoli se mantém afastado do PT, mas tem história no partido, onde atuou como advogado, e foi ministro da AGU no governo Lula.

Aliados palpitam

Desde os dois primeiros governos, Lula cultiva o hábito de consultar aliados no STF para a escolha de novos ministros.

Filtro de expert

Lula fazia seu ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos selecionar candidatos ao STF, e consultava Nelson Jobim para definir o escolhido.

Só os benefícios já valem boquinha no BNDES

Além de um salário que pode chegar a R$265 mil num só mês, o ex-ministro petista Aloizio Mercadante poderá, como futuro presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desfrutar dos melhores benefícios que uma empresa estatal brasileira pode oferecer.

Além de alimentação, adicionais etc., Mercadante terá plano de previdência pago pelo banco, plano de saúde perpétuo e até seguro de vida "alinhado aos níveis salariais dos empregados".

Fortuna mensal

O salário mensal regular do presidente do BNDES é de R$81 mil segundo a Transparência do banco público.

Dois ministros do STF

O teto salarial no setor público é de R$46 mil, salário dos ministros do STF a partir do ano que vem.

Discreto e farto

Não precisa nem ser presidente do BNDES. Oito dos nove membros da diretoria ganham R$74 mil/mês, onde o menor salário é de R$ 67 mil.

Cautela

Governadora eleita de Pernambuco, Raquel Lira (PSDB), não declara oposição a Lula. Por ora e sem saber exatamente como está o caixa do Estado, por quase 20 anos nas mãos do PSB, fala atitude independente.

O Lobo Mau

O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem se esforçado para reduzir os temores com a sua designação. Mas o mercado compara isso ao discurso do Lobo Mau na história do Chapeuzinho Vermelho.

Ganhou, mané

Justiça seja feita: Haddad é o primeiro integrante do futuro governo a mostrar que desceu do palanque. Todos os demais, inclusive Lula, agem como se ainda estivessem em campanha eleitoral.

Cabo eleitoral

Relator da PEC Fura-teto e senador não reeleito, Alexandre Silveira (PSD-MG) arrumou um cabo eleitoral para tentar vaguinha no futuro ministério. Trata-se de Davi Alcolumbre (União-AP).

Maior mordomia

Lula deve permanecer até fevereiro no Meliã, um dos mais caros hotéis no centro de Brasília. Ficará acomodado em luxuosa suíte enquanto aguarda o melhor momento para ocupar as residências oficiais.

No radar

Movimentos da Marília Arraes para ser o nome do Solidariedade para ocupar a Esplanada foram interceptados pelo presidente do partido, Paulinho da Força, que quer levar o próprio nome para a vaga.

Água fria

Não foi bem recebida no PDT a notícia de que o Ministério do Trabalho deve ficar sob comando do PT. Esta era uma das pastas cobiçadas por pedetistas que já teve até o cacique Carlos Lupi no comando.

Trambolho

Deu trabalho acomodar no caminhão de mudanças uma escultura de madeira de uma moto, que Bolsonaro ganhou de um admirador. É como encomendar a um viajante a compra de um saco de tacos de golfe.

Pensando bem...

...o recesso parlamentar coincide com o recesso do judiciário, mas o com o lobby a todo vapor.

PODER SEM PUDOR

Como enganar o vice

Prestes a viajar ao exterior, o presidente Juscelino Kubitschek foi advertido pelo seu ministro da Casa Civil, Antonio Balbino: atos pendentes seriam assinados pelo vice, João Goulart. O mais importante era o preenchimento de uma ambicionada vaga de tabelião de notas no Rio de Janeiro.

JK pediu uma lista telefônica de Curitiba, correu os dedos numa página qualquer e se fixou num nome repleto de consoantes.

Acrescentou outras e ordenou: "Faça o ato de nomeação desse sujeito aqui." O ministro estranhou: "Mas, presidente, ninguém vai encontrar essa pessoa para a posse..." JK sorriu, mineiramente: "Exato. Quando eu voltar, revogarei o decreto e nomearei outro."

Escreva a legenda aqui

 

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