A ciência é questionadora, o propósito científico é de investigar as causas e efeitos, as relações e novamente questionar os próprios resultados. Essa é a prática do cientista, buscar o novo, aprofundar em soluções e apreciar a magia dos resultados, refutando ou não sua hipótese original.
Questionar a ciência com novas possibilidades científicas é muito bem-vindo, eu fico animado e motivado quando um(a) mestrando(a) ou doutorando(a) me apresenta resultados diferentes, controversos e questionadores do resultado antes alcançado, isso torna o dia a dia científico mais dinâmico e desafiador.
Convivemos durante praticamente três anos com esforços científicos para organizar bases de dados sobre a Covid-19, mundialmente cientistas de dados recorreram a plataformas colaborativas de códigos abertos e dados em tempo real para observar e investigar o padrão e o comportamento do processo da doença, da recuperação e infelizmente dos óbitos. Foram vários teste com formas de combater o vírus, redução do contato e a velocidade inédita de criação de vacinas.
Nesse processo muitas pessoas questionaram a ciência, os cientistas e as soluções. Creio que o questionamento faz parte da sociedade, aprendemos a conviver com uma pandemia, reduzimos o contágio, reduzimos os óbitos e voltamos a conviver.
Para se refutar uma hipótese é necessário construir um contrafactual, apresentar elementos científicos e testes estatísticos que comprovem seus resultados.
Da mesma forma que a saúde foi tão questionada, agora temos a economia, ou seja, as decisões ligadas com Taxa de Juros e Taxa de Inflação. Acompanhando a discussão na mídia e nas redes sociais observo que há o mesmo “modos operandi”, questionamentos sem apresentar elementos contrafactuais para refutar as decisões do Comitê de Política Monetária.
Acompanho semanalmente o relatório Focus que o mercado apresenta das suas projeções e também as Atas do Copom, que explica cada ponto das decisões, e, podem ser acessadas no link: https://www.bcb.gov.br/publicacoes/atascopom/01022023
Para refutar essas decisões da política monetária brasileira e até a autonomia do Banco Central é preciso refutar os modelos estatísticos utilizados, o conhecimento dos técnicos do BC e principalmente a previsão do mercado diante dos desafios da economia nacional e internacional.