O TCU notificou a Secretaria Geral e a Comissão de Ética da Presidência sobre relógios de luxo recebidos por parte de integrantes da comitiva do então presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Catar, em 2019.
Mais: o TCU “extrapolaram os limites da razoabilidade” e devem ser devolvidos à União. Eram relógios Cartier e Hublot. Detalhe: alguns parlamentares conheciam a marca Cartier; a grande maioria não sabia da existência da marca Hublot.
“As pessoas dizem que o presidente não pode criticar o presidente do BC. Claro que eu posso criticar. Esse país não pode ser refém de um único homem”,
de LULA // em nova investida contra Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central.
In - Calça flare jeans
Out - Calça flare alfaiataria

Na pele de vilã
A atriz e empresária Marina Ruy Barbosa, 27 anos, depois de quase 4 anos fora da TV aberta (a série Rio Connection estreou dia 5, no Globoplay) estará de volta na novela Fuzuê na pele da vilã Preciosa Montebelo, dona de uma rede de joalherias que quer colocar as mãos no valioso tesouro escondido no terreno da loja Fuzuê e irá infernizar a vida de Luana, a heroína que deve ser vivida por Giovana Cordeiro, a Xaviera de Mar do Sertão.
Longe da TV continuou investindo e cuidando de sua grife Ginger, além de estar presente em várias outras campanhas como de Vivara (tem uma coleção e é garota-propaganda há alguns anos), L’Occitane en Provence (BR), Johnnie Walker Brasil, a vodca Ketel One Brasil.
E ainda estrela a campanha internacional da coleção Spring Summer 2023 da grife italiana Giambattista Valli batizada de “L’Émocion.
Mais: com 41,5 milhões de seguidores no Instagram, Barbosa configura na lista de pessoas com mais influência no mundo na rede social, de acordo com a HypeAuditor.
Marina aparece em 37ª posição no ranking mundial de contas, sendo a primeira mulher brasileira no ranking geral.
Somente os jogadores Neymar Jr. e Vini Jr., que estão na 6ª e 32ª colocação respectivamente ficam à frente da atriz
Falando com as mãos
Lula está entrando no terceiro mês de seu governo, a caminho dos sempre aguardados primeiros 100 dias, quando novos governantes, tradicionalmente, fazem um balanço de que já fez.
No caso do presidente petista, em seu terceiro mandato, não há muito a mostrar, a não ser um verdadeiro festival de discursos, hoje estimados em quase um por dia – e todos no mesmo tom.
No começo, não metralhava Jair Bolsonaro; nas últimas semanas, metralhou o ex-presidente e, na semana passada, chamou-o de “psicopata”.
O que mais chama a atenção em seus discursos, contudo, é uma linguagem das mãos fechadas, usadas initerruptamente – e em movimentos agressivos.
Quando o microfone é preso, fala com as duas; com o microfone numa das mãos, fica trocando e bradando com as mãos, alternadamente. Nos 100 dias, será uma super coleção.

Uma vida de solidão
Parece que a cantora e atriz Lady Gaga, se decepcionou com o amor depois de vários namoros e noivados que não deram certo.
Gaga declarou: “Na verdade, estou muito interessada em viver mais uma vida de solidão. É muito bom ter tempo para ficar sozinha, ser expansiva e saber que você é o suficiente. Eu gostaria de poder dizer isso para o meu eu mais jovem. Quando eu era mais jovem, passava muito tempo sozinha escrevendo música. Mas quanto mais bem-sucedida eu me tornava, mais eu sentia que precisava de outras pessoas para me dizer que eu era ótima”.
A cantora que está novamente na campanha do champanhe Dom Pérignon concluiu: “Gostaria de poder dar a todos os artistas do mundo a oportunidade de viver uma semana da minha vida”.
Parte dele
Os amigos chegados dizem que essa cavalleria de mãos nos discursos fazem parte de Lula.
Nos primeiros mandatos, usava-se contra o petista uma piada famosa contra quem gostava de se exibir: quando abre a porta da geladeira e a luz acende, a pessoa já começa a discursar.
Lula sabe disso e não gosta da piada. Quando não está discursando, batuca com as mãos sobre as coxas, se sentado, impaciente, esperando a vez.
Assessores chegados estão acostumados: qualquer lugar que visitem, dando chance, ele quer falar no microfone. Como não lê, de vez em quando sai coisa errada.

“Questão de pescoço”
No primeiro vídeo de sua campanha à Presidência, Lula apareceu com uma camisa esporte azul, colarinho desabotoado e com um pica-pau no peito, marca da loja Reserva (não é barata).
Muita gente, incluindo petistas, acharam que ele passava uma imagem errada (quem escolheu a camisa foi Janja). No governo, ele tem usado mais camisa social, mas, nas últimas semanas, aderiu a camisetas de gola redonda, usada com paletó (outra opinião da primeira-dama).
Nas sociais, o colarinho é impecável: Lula não abre mão da camisaria de Ernesto di Tomaso, em Salvador. Há anos ele resolveu uma “questão de pescoço” (curto) do presidente.
FAVORITO
Esta semana, Cristiano Zanin, o “advogado de Lula”, está dormindo melhor.
]O próprio presidente acabou citando seu nome como um dos favoritos para o lugar de Ricardo Lewandowski, que se aposenta do STF.
Perfil garantista – e imagem de engomadinho – ele tem a seu favor o restabelecimento dos direitos políticos do petista.
Muitos correligionários acham que o carimbo de “advogado de Lula” é problemático, além de sua atuação para o BTG no caso Americanas, que chegou ao STF.
De quebra, os irmãos Joesley e Wesley Batista (JBS) que querem ser clientes de Zanin, ainda estão na fila.
MOBÍLIA CARA
Depois de 8 de janeiro, o mobiliário do Palácio da Alvorada ficou em pedaços. Outras peças constantes da relação oficial também não estavam lá, haviam sumido.
Poucas foram encontradas nos porões. Consequência: Lula demorou para se mudar para lá.
Só foi depois da compra de R$ 379 mil em peças novas para o mobiliário – e sem licitação e com supervisão da primeira-dama Janja.
Bolsonaristas do Congresso resolveram denunciar ao TCU, mas a manobra não deu certo: a denúncia foi arquivada.
Era mais barato
A volta da Petrobras à área de fertilizantes é uma decisão do governo.
Na campanha, Lula já criticava a saída da estatal desse setor, durante o mandato de Bolsonaro. Contudo, mesmo considerando o custo do frete e o imposto de importação, houve um momento em que comprar fertilizante no exterior, notadamente da Rússia, era mais barato do que adquirir o insumo produzido no Brasil.
A guerra contra a Ucrânia mudou essa dinâmica do mercado.
Soma-se a isso o surgimento de outras variáveis que podem tornar a retomada dos projetos em fertilizantes um bom negócio para o Brasil e para a própria Petrobras.
MOEDA DE TROCA
Ainda fertilizantes: a produção de petróleo na Margem Equatorial, nova fronteira energética do país, deverá provocar um aumento da produção interna de gás, o item mais importante na estrutura de custos para a produção do adubo.
Além disso, há tratativas com a Bolívia e a Argentina (nesse caso, envolvendo a construção do gasoduto Nestor Kirchner) também podem aumentar a oferta do combustível a preços mais vantajosos.
De quebra, um ganho político para Lula: investimentos da Petrobras no setor dá ao presidente moeda de troca com governadores.
Pré-candidato
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o mais votado do país nas últimas eleições, foi sondado pela cúpula de seu partido para ser candidato, em 2024, a prefeito de Belo Horizonte.
Preferiu declinar, mas antecipou que seus planos incluem uma candidatura em 2026, ao governo de Minas Gerais..
Vida em Orlando
Com o título “Do Brasil à Flórida: o crepúsculo de Jair Bolsonaro”, o jornal francês Le Monde acaba de publicar uma reportagem sobre a vida do ex-presidente em Orlando.
Diz que ele vive numa mansão com cozinha equipada, spa, cinema e sala de jogos, mas que “a casa não tem sido suficiente para animar Jair Bolsonaro”.
E segue “um exílio cheio de significado para este líder da extrema-direita apelidado de o mito por seus seguidores, agora reduzido ao silêncio, reclusão e solidão”.
Lembra que “o amigo” Donald Trump ainda não o convidou para ir até sua residência, seus filhos “estão bastante ausentes” e Michelle, sua mulher “está em Brasília ocupada com seu próprio futuro na política.
VULNERABILIDADE
Olho vivo: o próprio Nubank ilustra bem o momento de vulnerabilidade das fintechs.
Por ocasião de seu IPO, em dezembro de 2021, espalhou que tinha destronado a banca e se tornando a instituição financeira de maior mercado no Brasil e na América Latina.
Seu valor de mercado chegou a US$ 41,7 bilhões (R$ 232,4 bilhões).
De lá para cá, rolou ladeira abaixo: seu valor de mercado caiu para US$ 22,5 bilhões (R$ 116 bilhões), abaixo do Itaú e do Unibanco.
MISTURA FINA
- NO lançamento do Novo Bolsa Família, Wellington Dias, ministros do Desenvolvimento Social, puxou uma oração para comemorar a data, durante a cerimônia, na semana passada. Pediu que todos dessem as mãos e repetissem: “Vou me juntar com milhões de brasileiros e brasileiras e juntos novamente com o presidente Lula vamos tirar o Brasil do mapa da fome. Vamos tirar o Brasil do mapa da insegurança alimentar e nutricional”. Lembrava momentos do governo Bolsonaro e referencias bíblicas tinham espaço oficiais.
- JUSCELINO Filho, ministro das Comunicações, hoje debaixo de denúncias, criador de cavalos no interior do Maranhão, quando estava na Câmara, quis criar o Dia Nacional do Cavalo. Argumentava que “cavalos sempre desempenharam um papel de importância na humanidade”. E recomendava a todos que praticassem o polo. O projeto foi devolvido.
- A ARGENTINA viveu, na semana passada, um apagão inesperado que deixou cerca de 40% do país às escuras. O drama nacional foi amplificado pela oposição e a população, através das redes sociais porque, no mesmo dia, em seu discurso anual de retomada das atividades do Congresso, o presidente Alberto Fernández disse que a “Argentina é a energia que o mundo precisa”. Foi mais do que suficiente: os memes foram imediatos e a sensação dos argentinos, segundo muitos, foi de que “o governo está rindo da nossa cara”. Nos posts, Fernández aparece de black tie, segurando uma vela acesa nas mãos
- MUITOS petistas que acompanham as investidas da Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, contra o ministro Fernando Haddad apostam que a artilharia dela ultrapasse muros da política e envereda por “questões pessoais”. Nesse quesito, sucedem-se outras com menor cabimento.
- O PROJETO do governo de instalar uma agência dos Correios no Aeroporto São Gonçalo do Amarante ficou só na intenção. A proposta enfrenta resistência entre potenciais candidatos ao leilão do terminal, marcado para maio. O banho de água fria veio em contados que Márcio França, ministro de Portos e Aeroportos, teve com players do setor, entre eles, a francesas Vinci, a suíça Zurich e a CCR. A instalação dos Correios tiraria área de aeroporto que poderá ser destinada a atividades mais responsáveis, especialmente, transporte de cargas.
- A CIMED conversa com a Morgan Stanley para preparar seu IPO. É a antiga casa bancária de Nicola Calicchio, que assumiu o cargo e chairman do laboratório farmacêutico. A oferta de ações deverá acontecer no segundo semestre. A Cimed é o terceiro maior fabricantes de medicamentos do país, com faturamento de R$ 3 bilhões/ ano.