Opinião

CLÁUDIO HUMBERTO

"Na semana passada o governo levou uma surra"

Deputado Gustavo Gayer (PL-GO), sobre o agora fatiado Projeto da Censura

Cláudio Humberto

10/05/2023 - 07h30

Recado de Lira a Lula: é preciso empenho para votar

Deputados entenderam como um “pedala” no governo as declarações em Nova York de Arthur Lira, presidente da Câmara, advertindo para a necessidade de empenho do governo para aprovar as regras fiscais.

“Fernando Haddad é voz solitária na defesa da proposta”, diz o deputado Mendonça Filho (PE), do União Brasil, partido que tem cadeiras no atual ministério. “Falta convicção do próprio governo”, completou. Para o parlamentar e ex-ministro, “é um arcabouço meia-boca e insuficiente”.

Pedaladas, não

Mendonça diz ainda que sem punibilidade o texto não passa “dado o histórico do PT com o descalabro do governo Dilma”.

Travas

Lira também defende ajustes e cita a responsabilização caso as metas não sejam cumpridas para que a regra não fique “no limbo”.

Outra língua

Para o Novo, que defende a manutenção do teto de gastos, ‘o governo está na contramão do que pensa o parlamento’, diz Gilson Marques (SC).

Assim não dá

Roberto Duarte (Rep-AC) avalia que o texto pode até passar na Câmara, mas “com grande possibilidade de mudanças pelos deputados”.

Lula põe ‘raposa’ da Oi no ‘galinheiro’ da Telebrás

O governo Lula decidiu substituir o presidente da estatal Telebras, Jarbas Valente, indicado pelo PSD de Gilberto Kassab, por Frederico de Siqueira Filho, diretor de Vendas Corporativas da Oi Soluções, empresa que não consegue encontrar soluções para a própria sobrevivência.

No mercado, a substituição foi interpretada como “raposa da Oi no galinheiro”. A Telebrás, como a Oi, ainda existe pela teimosia: extinta durante a privatização da telefonia, no governo FHC, a estatal foi ressuscitada nos governos do PT.

Traqueotomia na pista

A escolha de “Fred” levanta a suspeita no mercado de que a interferência é para manter viva a agonizante Oi, às custas de quem paga impostos.

Só falta passar a chave

A intervenção do governo Lula objetivaria “salvar” a empresa considerada tecnicamente falida, com passivo que soma quase R$45 bilhões.

Tudo de novo?

A Oi é velha conhecida do noticiário sobre corrupção nos primeiros governos Lula, que incluiu o envolvimento de um filho do presidente.

São uns folgados

À frente de reduzida comitiva, o premiê da Holanda, Mark Rutte, visitou Brasília ontem no mesmo dia em que se soube do custo de R$6,6 milhões da viagem de Lula à China, só no âmbito do Itamaraty, para pagar hotel de luxo (R$3,2 milhões), aluguel de carros (R$1,8 milhão) etc.

Censura in natura

O Telegram foi atacado por advertir que “o Brasil está prestes a aprovar uma lei que irá acabar com a liberdade de expressão”. A reação contra o app revela a intenção de controlar a informação e punir a opinião.

Atraso iminente

Não se fala nisso para não cutucar a onça, mas, ao contrário do que se divulga, a indicação de Gabriel Galípolo para uma diretoria do Banco Central, foi mal recebida pelos economistas em geral, que o consideram “o caminho certo para inflação e desvalorização do câmbio.”

Sem pressa

Apesar do barulho, o governo não encaminhou ao Senado os nomes para diretorias do Banco Central, segundo Vanderlan Cardoso (PSD-GO), da Comissão de Assuntos Econômicos, que avalia as indicações.

O ‘novo normal’

Após depor, por ordem do ministro Alexandre de Moraes (STF), por falar em “ativismo judicial”, como muitos outros, o deputado André Fernandes (PL-CE) ironizou: “mais um dia normal na democracia brasileira”.

Liberdade só para amigos

Virou piada a mensagem de amores a jornalistas do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, no Dia da Liberdade de Imprensa, véspera do anúncio que seu governo quer banir do país a TV a cabo Fox News.

Acusação injusta

Pegou mal o ministro Gilmar Mendes afirmar que Curitiba tem o “germe do fascismo”. Precisou se retratar. “Não foi Curitiba o gérmen do fascismo; foi a assim chamada República de Curitiba”, disse o ministro.

Indenização assegurada

A Justiça bloqueou R$151,2 mil na conta bancária da mulher do ex-candidato Ciro Gomes (PDT), condenado a indenizar o vereador paulistano Fernando Holiday (União Brasil) por danos morais contra.

Pergunta aos especialistas

Em briga de juiz com juiz, quem mete a colher?

PODER SEM PUDOR

Assuntos Aleatórios

Em encontro com o então deputado distrital Peniel Pacheco e o presidente do PDT-DF, Georges Michel, o saudoso Maurício Corrêa tentou convencê-los a negociar um acordo com o governo do Distrito Federal. Talvez o partido ganhasse uma Secretaria Extraordinária de Assuntos Especiais.

Peniel estremeceu: “Dr. Maurício, por favor, não divulgue isso... Se os jornais descobrem o nome dessa secretaria...” Mal sabia que era desde então surgiram muitos “filhotes” dessa coisa.

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