Opinião

Cláudio Humberto

"Lula não tem compromisso com a mudança do Brasil."

Ciro Gomes avalia desempenho dos primeiros meses do governo Lula

Cláudio Humberto

14/05/2023 - 07h30

Deputados gastam R$176 milhões com gabinetes

Deputados federais, muito bem instalados na Câmara dos Deputados, em Brasília, já gastaram R$176.080.057,35 a título de “verba de gabinete”. O valor, usado para bancar os generosos salários dos assessores e aspones que atendem suas excelências, considera o período de fevereiro até meados de maio. Todo mês, cada um dos 513 parlamentares recebe R$118.376,13 para pagar a turma, de livre nomeação, que nem mesmo precisa ser servidor público.
 

É uma galera

Cada gabinete pode contratar de cinco a 25 secretários parlamentares, que trabalham em Brasília ou nos estados.
 

Holerite

A remuneração de um secretário parlamentar, que nem mesmo precisa bater o ponto, varia entre R$1.408,11 aR$16.640,22.
 

É uma mãe

Encargos trabalhistas, como 13º, férias e auxílio alimentação dos funcionários não entram nos custos dos gabinetes. A Câmara banca tudo
 

Gastadores

Abril foi o mês que os parlamentares mais gastaram com pessoal: mais R$55,6 milhões. Em maio, por enquanto, já passamos de R$18 milhões.

 

Emendas tentam reverter alto índice de traições 

As emendas liberadas pelo governo Lula após a derrota na votação do Marco do Saneamento têm explicação matemática, só 4,26% dos partidos (que mais tiveram as emendas liberadas) votaram com o Planalto. Escancaradamente contra; outros 75,53%. “Ausentes” somam 20,21%. O levantamento considerou os partidos que mais receberam a grana, na ordem, excluído o PT, são eles: PSD (R$156,9 mi), União Brasil (R$147,8 mi), MDB (R$144,7 mi) e PP (R$118,6 mi).

 

Quase nada

Quem mais votou de acordo com o que queria o Planalto foi o PSD, deu 17,07% dos votos. Contrários foram 48,78% e 34,15% não votaram.

 

Recado

No PP do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), 89,58% dos votos foram contra. Ninguém votou com o governo. Se ausentaram 10,42%.

 

Sem retorno

O União Brasil, que tem ministério, não teve votos pró-Planalto: 17,24% não votaram e 82,76%, contra. No MDB, 2,44% votaram com o governo.

 

Fôlego

A revelação de nomes de filiados ao PT e PCdoB que estariam no vandalismo do 8 de janeiro reanimou a oposição sobre a CPMI. “Dizíamos que haviam infiltrados”, relembra André Fernandes (PL-CE)

 

Gasto sem freio

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) critica a pressa do governo Lula com o marco fiscal, que só foi apresentado três meses após o início da gestão. “Mais uma vez o governo e aliados querem empurrar um texto pouco discutido no Congresso. Uma desculpa para gastos desenfreados”.

 

Vira-casaca

O deputado Yuri do Paredão (PL-CE) recebeu Lula (PT) no Cariri cearense acompanhado de petistas ilustres como José Guimarães, Camilo Santana e o atual governador do esquema, Elmano de Freitas.

 

Embaixador de Minas

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), escolheu Bruno Ornelas para representar os interesses do governo em Brasília. Ornelas será o braço-direito do secretário da Casa Civil, Marcelo Aro (PP).

 

CPI no forno

Amom Mandel (Cidadania-AM) articula a criação de uma CPI na Câmara para apurar denúncias de tráfico humano na Amazônia. Os casos envolveriam exploração sexual de menores em municípios fronteiriços.

 

Outra Câmara

A Câmara tem praticamente a mesma quantidade de parlamentares ativos e aposentados. Na ativa, são 513, já os aposentados são quase “outra Câmara”, somam 423. Todos ganhando muito bem.

 

Tiro certo

A Comissão de Infraestrutura do Senado realiza terça (16) a sabatina, tida como “aprovação garantida”, de Erick de Medeiros como diretor da Infraestrutura Aquaviária do Dnit. O relator é Eduardo Braga (MDB-AM).

 

Adiar não

A justiça do Reino Unido rejeitou o pedido para adiar por quase dois anos a ação de 720 mil vítimas da barragem do Fundão contra o grupo BHP, sócia da Vale no empreendimento que rompeu em 2015, provocando 19 mortes de devastamento ambiental.

 

Pensando bem...

...CPMI composta por governistas é Carinho Para Meus Íntimos.

 

PODER SEM PUDOR

Rapidez olímpica

Depois de meses sem conseguir ser recebido pelo ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), o deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), no primeiro governo Lula, não contou conversa: saiu da recepção do ministro, foi a uma loja, comprou dez metros quadrados de lona preta e voltou. Sem dizer nada, começou a estender a lona no hall do ministério. Indagado por funcionários, esclareceu: iria acampar ali mesmo, até ser recebido pelo ministro. Patrus Ananias se materializou diante de Carimbão no tempo recorde de 60 segundos.
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Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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