Constam nos calendários escolares e em certas igrejas, clubes e outras organizações sociais e religiosas as festas juninas. Apesar de serem celebrações populares, nem todos serão sabedores desses festejos, que, com vestimentas, comidas típicas e coreografias próprias, sempre destacam os costumes e as tradições do campo e do povo simples.
Seja como for, é importante salientar que não são as festas exclusivas apenas ao mês de junho. Também são celebrações em homenagem a alguns santos da Igreja Católica, como Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29).
Em homenagem a eles, criou-se um folclore típico, uma mística especial. Dessa maneira, destaca-se a figura de Santo Antônio como sendo quem auxilia na escolha do namorado ou da namorada.
Um santo poderoso em milagres. Mesmo nos tempos atuais, em que tudo se questiona, são muitos os jovens que buscam nele as suas últimas esperanças. Mas isso não será suficiente. Será necessário estudar melhor o caráter, a história da vida passada, o relacionamento familiar, as amizades e sua relação com o sagrado e com o religioso.
Admirar a pessoa na sua beleza física, sua linguagem, suas atitudes diante de uma correção ou de algum conselho, se tem uma religião e qual sua prática religiosa. Esses seriam alguns dos valores a serem examinados e trabalhados.
Do contrário, estará sujeito a simplesmente lamentar mais um sonho desfeito, mais uma esperança destruída. Será preciso valorizar os dons da pessoa que imagina estar amando. Antes disso, será necessário averiguar com seriedade as qualidades e os defeitos no dia a dia de convivência e nas conversas.
Olhando a realidade atual, surge um questionamento sério: os filhos. São poucos hoje os que pensam em ter filhos. O medo invade a mente e sente o quanto é grande a indefinição perante essa realidade. O namoro deveria ser a escola na qual se aprende a ser mãe ou pai, mas a insegurança é maior do que a necessidade.
Estamos diante de pessoas com dificuldade em assumir essa missão. Julgam que ter filhos é muito arriscado. Preferem pensar apenas em si. Buscar alguém que preencha o vazio da alma, alguém que satisfaça seus instintos, dando-lhe prazer e alegria de viver.
São pessoas que, apesar de passarem dos 30 anos, sentem-se inseguras e com muito medo para tomar uma decisão como essa. E acompanhamos uma sociedade que está envelhecendo e que vai se consumindo na saudade e na frustração. Saudades dos tempos alegres e sonhadores; frustração por não ter conseguido realizar algo que pudesse revelar riqueza e nobreza.
Porém, existem jovens alegres e contentes. Existem jovens sérios em seus deveres, dedicados em seus afazeres. Existem jovens cultivando o amor e a fidelidade entre si e com Deus. Existem jovens felizes em seus empreendimentos, organizando um futuro próspero. Esses são jovens no espírito e na fé. São jovens que creem em Deus e agem na vida sob sua proteção e a partir de sua benção. Esses são jovens que ainda creem na felicidade. São esses os jovens vencedores.