Opinião

artigos

Mulheres, cuidado!

São costumes contrários aos princípios cristãos, que sustentavam que ao homem o poder era absoluto e que para a mulher constitui-se apenas um culto, um pedestal, que ela se ergue para apregoar a fidelidade ao seu amo, senhor, amigo ou esposo

Quase todos os dias os principais jornais televisivos do nosso país noticiam os fatos estarrecedores sobre a matança de mulheres, os feminicídios. São crimes brutais, estúpidos e covardes praticados por homens soberbos, arrogantes e prepotentes e que se acham senhores e possuidores da vontade, do sentimento, da emoção, da alegria e dos infortúnios que a sua companheira pode experimentar nos seus momentos de angústia e estertor.

Não são fatos inusitados. Em épocas recuadas da história da humanidade, esses selvagens agiam também com requintes de perversidades. São costumes contrários aos princípios cristãos, que sustentavam que ao homem o poder era absoluto e que para a mulher constitui-se apenas um culto, um pedestal, que ela se ergue para apregoar a fidelidade ao seu amo, senhor, amigo ou esposo.

A igreja de Roma tem a sua participação nessa encruzilhada de desrespeito. Cristo resgatou a dignidade da mulher, mas não foi compreendido pelos que assumiram o compromisso de sustentar os seus ensinamentos. Não são todos. São Jerônimo, santo da igreja de Cristo, chegou a sustentar, certa feita, que “a mulher é a porta de satã, o caminho da injustiça, o aguilhão do escorpião”. Pura bobagem, estupidez das grandes e deselegância das maiores.

Mas isso é passado. Temos de vivenciar e vencer esse tormento nos dias que ocorrem e que desgraçadamente levam a dor e o luto para os seios de famílias incautas. A sociedade moderna não pode mais admitir esse tipo de brutalidade. A lei precisa ser dura para punir esses idiotas.

As mulheres, sobretudo, precisam conhecer o ser humano com quem deseja um relacionamento diferenciado. Homens, à primeira vista, que resultam ser solícitos, sociáveis, alegres e comunicativos podem se constituir no embrião de uma desgraça, que pode substancialmente não ter mais volta. Trata-se de um engodo puro, uma atenção nojenta, armadilha a mais sórdida que podemos imaginar. 

Os sentimentos mais elevados e o amor mais puro que podem purificar e santificar os propósitos do ser humano não podem ser entregues sem as recomendações sustentadas pelo bom senso. Quando nesse relacionamento entram as drogas, o dinheiro, as ambições e outras desqualificadas, a preocupação precisa ser triplicada, quadruplicada, quintuplicada, porque ninguém consegue entender e medir as reações desses estúpidos.

Eles são iguais àqueles que vão à igreja rezar e pedir perdão dos seus pecados, mas, quando regressam para sua casa, espancam a mulher, batem nos filhos e transformam o lar no próprio inferno. Esse tipo de gente existe, formada de carne e osso. Tem uma lábia própria daqueles que sabem enganar e induzir em erros as suas vítimas incautas. Esse é um fato incontestável.

Aprendi quando prestei meu serviço militar no Exército Brasileiro. Não existe verdade mais forte do que a exposta. A omissão é o pecado mais horroroso que o ser humano é capaz de produzir. E não, não estou falando das omissões criminosas. Sobre essas, as leis e a Justiça, por meio de suas autoridades constituídas, resultam competentes para apreciar os fatos e punir os seus responsáveis. Estamos falando da omissão quanto aos fatos objetos do presente artigo.

A opinião aqui materializada pelo articulista certamente pode não acabar com essas ações, que também são criminosas, mas se servir de recomendação para se evitar o desfecho trágico de uma união que nasceu sob a eiva desses vícios que dificilmente são vencidos, já terá sido de grande valia o nosso propósito. E o Correio do Estado que abriu esse espaço precioso para publicar as recomendações aqui materializadas estará sempre um passo à frente na sua sina santificadora de informar e esclarecer o seu leitor.

Direito previdenciário

Aposentadoria do Médico: Quem cuida de vidas também precisa cuidar do próprio futuro

Por Juliane Penteado Santana Advogada previdenciarista há mais de 25 anos e professora de Direito Previdenciário

23/10/2026 00h03

Juliane Penteado

Juliane Penteado

Continue Lendo...

Direito

Imóvel dado em garantia não cobre, automaticamente, todas as suas dívidas com o banco

A chamada "cláusula guarda-chuva", comum em contratos de bancos e cooperativas de crédito, tenta estender a garantia a qualquer dívida futura. A lei impõe limites, e conhecê-los pode salvar a fazenda

22/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).